ASSINADO MEMORANDO DE ENTENDIMENTO PARA A PROMOÇÃO DO USO DE TRANSPORTES PÚBLICOS DE BAIXO CARBONO

ASSINADO MEMORANDO DE ENTENDIMENTO PARA A PROMOÇÃO DO USO DE TRANSPORTES PÚBLICOS DE BAIXO CARBONO

ASSINADO MEMORANDO DE ENTENDIMENTO PARA A PROMOÇÃO DO USO DE TRANSPORTES PÚBLICOS DE BAIXO CARBONO – A agência Metropolitana de Transportes de Maputo (AM’T) e Autogás assinaram nesta terça-feira (08) em Maputo um memorando de entendimento para a promoção do uso do Gás Natural Veicular nos transportes Públicos da Área Metropolitana de Maputo. Este projecto visa preconizar a importação de 80 autocarros de 40 lugares movidos a gás natural que serão alocados a operadores privados pela AM’T através de um financiamento misto já assegurado de aproximadamente 3.5 Milhões de Dólares pelo sector privado, o qual será amortizado num período de 30 meses.

O Gás natural veicular (GNV) permite uma poupança significativa nos custos operacionais dos autocarros para além de ser amigo do ambiente e ainda permite a poupança na importação de divisas. O projecto preconiza ainda um contrato de manutenção dos autocarros garantido pelo fabricante dos mesmos como forma de garantir uma maior eficiência e desempenho dos mesmos. A estratégia Nacional de Energia em Moçambique aprovada pela resolução nº10/2009 de 4 de julho para o sector dos transportes e comunicações no âmbito da redução da dependência externa de combustíveis fósseis e procura de soluções energeticamente mais limpas, preconiza a promoção e o desenvolvimento de sistemas de transportes colectivos com recurso a energias eficientes e limpas, e a utilização de veículos com combustíveis alternativos mais limpos.

O Governo reconhece a importância e o forte impacto dos transportes públicos na vida das populações e no desempenho da economia como um todo, pelo que aprovou os seguintes normativos: Chave que servem de orientação estratégica para acções e diversas actividades do sector dos Transportes e Comunicações. Entre estes o destaque vai para a resolução nº 37/2009 do Conselho de Ministros que aprova a Estratégia Integrada para o Desenvolvimento do Sistema de Transportes. Na componente de transporte público urbano, a referida estratégia preconiza a universalização do acesso e da cobertura dos transportes públicos, de entre outros a promoção da urbanização de baixo carbono (uso de gás natural veicular). O Governo de Moçambique aprovou em dezembro de 2018 a Estratégia Operacional da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) de Moçambique à convenção Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (UNFCCC) que preconiza a massificação do transporte de baixo carbono como medida de mitigação dos efeitos de mudanças climáticas no quadro do Acordo de Paris.

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João das Neves, Director executivo da Autogás no seu pronunciamento referiu que a questão do gás é uma prioridade para o país e os parceiros sempre se mostraram abertos e interessados na promoção do uso do gás natural e diz que o grande desafio está sempre no momento da importação.

Das Neves revelou também que este protocolo veio abrir caminho para em conjunto trabalhar nas soluções para que os moçambicanos possam passar a usar mais os seus recursos e menos daquilo que é importado e que têm um custo elevado para a economia. “O grande desafio é que há uma rede de distribuição de gás ainda muito pequena para satisfazer todos os moçambicanos, mas por outro lado do ponto de vista da Autogás os postos de abastecimento que foram colocados estão com uma capacidade muito acima daquilo que é a procura dos dois mil e quatrocentos carros maioritariamente de indivíduos e particulares sendo que o maior consumidor de combustíveis na frota são os transportes públicos porque trabalham dia e noite,” explicou a fonte.

O Director foi mais longe ao afirmar que este projecto chegou num bom momento na medida em que permitirá aumentar o volume de venda de gás e permitir a expansão de rede de postos, uma vez que se não houver consumidor é difícil continuar a expandir a rede de postos de abastecimento do gás. João das Neves referiu ainda que os 80 autocarros são poucos mas é o princípio do projecto e o Governo já assumiu a responsabilidade de importar nos próximos 5 anos mil autocarros a gás.

Por seu turno, António Matos, Presidente do Conselho de Administração da Agência Metropolitana de Transportes de Maputo esclareceu que os autocarros chegarão em Maputo em fevereiro do próximo ano e são importados da China e para o financiamento dos autocarros o custo da importação são três milhões e meio de Dólares, o contrato de manutenção será pago ao longo dos primeiros três anos de operação dos autocarros. Espera-se que com este acordo as duas entidades possam trabalhar no desenvolvimento conjunto de projectos para a importação de autocarros a gás para o sector privado e estimular o uso do gás natural na frota dos autocarros e promover uma poupança de aproximadamente cinquenta milhões de meticais nos custos de combustíveis. De realçar que o projecto será aplicado na área metropolitana de Maputo, prevendo a cobertura de rotas nas zonas da cidade de Maputo, Matola, Boane, Namaacha, Maracuene, Bobole, Manhiça e prevê transportar cerca de trinta e dois mil passageiros por ano.

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Por: Arminda Maungue
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