COMERCIANTES ESTRANGEIROS NA MATOLA QUEIXAM-SE DE EXTORSÃO POR PARTE DOS AGENTES DA PRM

COMERCIANTES ESTRANGEIROS NA MATOLA QUEIXAM-SE DE EXTORSÃO POR PARTE DOS AGENTES DA PRM

COMERCIANTES ESTRANGEIROS NA MATOLA QUEIXAM-SE DE EXTORSÃO POR PARTE DOS AGENTES DA PRM – Várias são queixas de cidadãos estrangeiros no Município da Matola, na província de Maputo, a cerca de extorsões perpetradas pelos agentes da Polícia da República de Moçambique. As vítimas são comerciantes estrangeiros a maior parte deles oriundos de países africanos tais como Congo, Nigéria e Burundi. Estes dizem que os agentes da PRM têm feito se aos seus estabelecimentos comerciais com o objetivo de extorqui-lo valores monetários que variam de mil a três mil meticais, por vezes levam ate mercadorias, apenas por estes serem estrangeiros.

Segundo os comerciantes, os agentes da PRM chegam a fazer ameaças de detenção e enceramento dos seus estabelecimentos por estes serem estrangeiros que não possuem toda a documentação exigida pelos agentes quando são abordados. Estes por desconhecer os seus direitos e por temer ver encerados os seus estabelecimentos acabam pagando valores monetários como forma de resolver o impasse com a polícia. Pagamentos estes que tornaram-se frequentes, onde os estrangeiros chegam a pagar por três vezes na mesma semana, o mesmo valor a diferentes agentes que se fazem aos estabelecimentos, alguns agentes chegam a levar produtos sem pagar, situação que já está a deixar preocupados alguns comerciantes naquela autarquia.

John Michel, cidadão Ruandês está a mais de um ano no país, depois de este ter saído da sua terra de origem passou pelo Zimbabwe e depois pela vizinha áfrica do sul onde desenvolvia a atividade comercial, mas este decidiu mudar-se para Moçambique a convite do seu primo que já estava no país a mais tempo, segundo este, teve informação de que em Moçambique a vida era mais fácil e que ao chegar encontraria um terreno fértil para fazer negócios, assim foi, passados algum tempo depois de este ter implantado o seu estabelecimento, adaptado a partir de um contentor começou a receber visitas quase frequentes dos agentes da polícia sempre com objetivo de extorqui-lo. ″Sempre passam daqui da lojinha me exigem um monte de documentos que não sei para quê servem e não sei o que são, para eles saírem daqui tenho que dar dinheiro, como mil meticais as vezes vem muitos e alguns ficam la foram como se tivesse problema aqui na loja e tenho que dar três mil para eles irem embora, todas semanas eles aparecem em grupos diferentes, eles sempre querem dinheiro o problema nunca passa e isso não é bom″ revelou John.

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A nossa equipe de reportagem passou por cerca de sete estabelecimentos comerciais para colher mais informações nos bairros de T3, São Dâmaso, Ndlavela e Zona Verde. Alguns estrangeiros falavam no anonimato por temer represálias, confirmando que esta acção da polícia têm sido frequente, alguns chegaram a revelar ao Jornal Visão que os agentes chegam a te a trocar-se na mesma semana, tudo para cobrar o valor como de uma divida se trata-se. ″ Chegam sempre e dizem amigo qui tal, e quando falam isso já sabemos que eles querem dinheiro, eu as vezes falo que ainda esta semana entreguei dinheiro a polícia, e ele diz eu dei a outro e não a ele, mas eu e meu trabalhador sempre lhes vemos a trocar-se a inda a vir, se um entra na loja hoje para levar dinheiro os outros ficam la fora, e um dos que está fora é quem vai entrar outro dia ainda na mesma semana, todos dias é assim″, revelou um comerciante no bairro Ndlavela.

Mike Bangalot trabalha com o seu irmão mais velhos num dos seus dois estabelecimentos comerciais, este diz que já foi levado pela polícia porque quando os agentes chegaram ao seu estabelecimento ele acabava de abrir e não tinha dinheiro, segundo este os agentes não acreditaram que ele não tinha o valor exigido, como forma de intimidá-lo prenderam lhe e só foi liberto ao longo do caminho quando o seu irmão chegou com o valor. A fonte revela que os agentes quando se fazem ao estabelecimento para fazer a cobrança do valor sempre aparecem a pé e nunca de carro, entram dois no estabelecimentos e os outros ficam de fora em um lugar bem distante a espera dos outros, e depois destes conseguir realizar seus intentos saem para outros estabelecimentos.

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″Quando aparecem já sei o que querem, vem sempre a pé em grupo, onde seus amigos ficam de longe, entram dois ou um para levar o valor, sempre falam de mesma história que nós somos estrangeiros e que vão nos meter na cadeia e vamos perder toda mercadoria porque seremos mandados de volta aos nossos países de origem, e eu quero continuar a vender aqui no vosso país por isso pago sempre, mas já fui preso, mas me deixaram no caminho porque o meu irmão veio com o valor de três mil meticais, tive medo, por sorte é que não chegamos a esquadra porque não estavam de carro, estávamos a andar a pé, eles diziam que para sair de esquadra seria muito difícil e que iria pagar muito dinheiro ″ contou Mike.

A tática usada pelos agentes segundo os comerciantes têm sido sempre a mesma, já é conhecida pelos cidadãos estrangeiros e este não têm como fugir. Os agentes são sempre os mesmos dirigem-se a estabelecimento diferentes onde fazem chantagens com objectivo de extorquir valores e levar mercadoria de graça. Como medo de detenção e repatriamento os estrangeiros não têm outra opção além de pagar um valor pela liberdade, valores este que é lhes sempre cobrados, é uma dívida que nunca acaba, os visados dizem estar farto desta situação porque os casos de extorsão vem aumentando nos últimos meses. De referenciar que além das extorsões, os estrangeiros queixam-se de assaltos com recurso a armas de fogo onde chegam a ser assaltados uma a duas três vezes no mesmo mês.

Por: Nádio Taimo

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