GOVERNO E PARCEIROS REFORÇAM CAMPANHA PREVENÇÃO E COMBATE A CAÇA FURTIVA

GOVERNO E PARCEIROS REFORÇAM CAMPANHA PREVENÇÃO E COMBATE A CAÇA FURTIVA

Ministério da Terra e Ambiente lançou a campanha Prevenção e combate à caça furtiva no país, sob o lema “A Caça Furtiva Rouba de Todos Nós”. A campanha consiste na produção de documentários televisivos, pequenos spots para televisão e rádio, produção de póster para outdoors e materiais para mídia social com informações sobre a conservação da natureza para sensibilizar a sociedade na prevenção e combate à caça furtiva, combate ao tráfico de produtos de vida selvagem, bem como impulsionar o turismo baseado na natureza.

O Ministério da Terra e Ambiente, através da Administração das Áreas de Conservação (ANAC) responsável pela administração das áreas de conservação em Moçambique, assinou um memorando de entendimento com a WILDAID, uma organização não-governamental que trabalha para preservar a vida selvagem através da redução da demanda de produtos derivados da vida selvagem, da profissionalização, fiscalização e aumento da vontade pública e política para proteger animais do lado dos países da oferta com campanhas de sensibilização em massa.

A cerimónia foi dirigida pela Ministra da Terra e Ambiente Ivete Maibaze, que esteve junto com os Embaixadores da Campanha, Ex-Presidente Joaquim Chissano e os Músicos Stewart Sukuma e Lizha James. Ivete Maibaze falou do resultado de controlo e fiscalização nos parques entre 2014 à 2019 em que obteve-se um resultado satisfatório, pois foram recuperados e fiscalizados diversos produtos. “No período de 2014 a 2019 foram neutralizados 1782 infractores, mais de 9.000 garimpeiros madeireiros ilegais, foram removidas 30.916 armadilhas de mola e cabo, confiscamos também 476 armas de fogo em diversos calibres, recuperamos 4. 394 kg de marfim e 190 kg de corno de rinoceronte”, avançou a Ministra.

Segundo a Ministra, Moçambique é rico em diversidade de espécies de flora e fauna que quando forem bem usados irão contribuir positivamente no desenvolvimento económico e social do País. “Moçambique é caracterizado por uma rica diversidade de espécies de flora e fauna que usadas de forma sustentável podem contribuir significadamente para o desenvolvimento económico e social do nosso belo Moçambique”, avançou a fonte.

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Ivete falou ainda que nesta perspectiva que o Governo têm estado a desenvolver um rol de acções que com as forças dos parceiros internacionais registou progressos assinaláveis, a destacar melhorias do quadro legal na vertente de protecção, conservação e uso sustentável da biodiversidade biológica, a capacitação jurídica para que os crimes contra flora e fauna selvagem sejam punidos sem contemplações. A fonte revelou que estão estabelecidos laços de cooperação com os países vizinhos para protecção da flora e fauna nas áreas de conservação fronteiriças.

Por sua vez, O ex-estadista Joaquim Chissano e embaixador da campanha apelou aos moçambicanos a terem cultura de fazer turismo no seu próprio país. Chissano afirma ainda que há uma necessidade das autoridades serem criativas na divulgação de informações que dizem respeito a conservação do ambiente para que a população dê o valor a natureza. “Nós os moçambicanos não temos cultura de turismo no nosso próprio país, a população só têm o hábito de visitar as praias mas ainda não têm a cultura de visitar parques, temos que gostar de ir a Gorongosa visitar os animais assim como em outros parques, e quero a partir desta campanha chamar a atenção das autoridades a serem criativas na maneira de interagir com a população para que possa dar o valor da Natureza”, avançou a fonte.

Chissano diz que a maior parte da população quando vê um animal nos parques só pensa em caça-lo e depois come-lo, portanto apela que se crie uma nova cultura, ou seja, uma nova forma de ser e estar na sociedade no que diz respeito ao combate e prevenção a caça furtiva. Para concluir, Ex-Presidente afirmou que o turismo é uma das nossas maiores indústrias que o país têm, e com a construção de infraestruturas o país irá atrair cada vez mais a presença dos turistas.

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Por seu turno, o músico Stewart Sukuma afirma que há uma necessidade de se inovar mais na educação, introduzindo-se programas extracurriculares com o envolvimento das associações culturais, que só desta forma será possível abrir a mente da população no combate e conservação do meio ambiente. “A educação é transversal e deve abrangir todo o país, é preciso se educar crianças nas escolas, introduzindo programas extracurriculares, o envolvimento com associações culturais para criação de peças teatrais, criação de musicais para que todos os moçambicanos sejam embaixadores desta causa”, disse Stewart.

As áreas de conservação em Moçambique ocupam cerca de 25 por cento do território nacional sendo sete parques e sete reservas nacionais, duas áreas de protecção ambiental, cerca de 50 fazendas do bravio, cerca de 40 coutadas oficiais e três áreas de conservação comunitária. Por outro lado, Lizha James diz que a melhor forma de divulgar esta campanha é usando as suas redes sociais, utilizando uma linguagem simples para a população entender. A contara acredita que vai conseguir de certa forma influenciar positivamente a população no combate e conservação do ambiente. A Embaixadora também falou da conservação das praias, apelando a população a não depositar resíduos sólidos dentro da praia.

De referir que a cerimónia de lançamento da campanha “A Caça Furtiva Rouba de Todos Nós” coincide com o Dia Mundial da Vida Selvagem que se assinala, todos os anos, a 03 de Março, entretanto, para celebrar o dia Mundial da Vida Selvagem este ano, a ANAC e os seus parceiros USAID, BIOFUND e EEF organizaram palestras, entrevistas e debates nas rádios e televisão, bem como actividades nos Distritos de Massinga, Magude e Mocumba

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