INDÚSTRIA E COMÉRCIO SÃO OS PRINCIPAIS VEÍCULOS DO CRESCIMENTO ( AFIRMA ALFREDO SITOE)

INDÚSTRIA E COMÉRCIO SÃO OS PRINCIPAIS VEÍCULOS DO CRESCIMENTO ( AFIRMA ALFREDO SITOE)

INDÚSTRIA E COMÉRCIO SÃO OS PRINCIPAIS VEÍCULOS DO CRESCIMENTO ( AFIRMA ALFREDO SITOE) – O Director Geral do Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ) Alfredo Sitóe considera a Indústria e Comércio como sendo os principais veículos do crescimento porque os países em desenvolvimento que conseguiram fazer a transição da baixa renda para a classe média alta e classe alta, principalmente na Ásia e América Latina, confiaram na indústria e no comércio.

Esta constatação foi feita na manhã desta sexta-feira em Maputo no Workshop de consolidação dos comentários e sugestões sobre a Política de Qualidade Africana de vários intervenientes que reflitam os interesses do país como um todo.

Um dos principais desafios para África como Região é deslocar-se de uma trajetória de crescimento económic construída em exportações de bens e consumo, para uma trajetória de desenvolvimento mais sustentável, baseada na produção e no comércio de produtos de alta qualidade.

No seu discurso de abertura Alfredo Sitóe, Director Geral do Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ) apontou que o quadro de política de qualidade continental é de importância primordial pois estabelece áreas de cooperação a nível regional para construir Infraestrutura de Qualidade (IQ) forte e sustentável que apoie adequadamente os programas continentais de desenvolvimento, incluindo uma base industrial diversificada, inovadora e globalmente competitiva, bem como facilitar o comércio sob a Área de Livre Comércio Continental Africana e Global.

Sitóe diz que o quadro da Política de Qualidade Africana (PQA) reconhece que a formulação e implementação de políticas de qualidade é também uma importante prerrogativa da Comunidade Económica Regional (CER) e nacional e encoraja os Estados Membros e as CERs da UA a continuar a formular e implementar políticas e estratégias nacionais de qualidade, pois elas são importantes para informar e apoiar a estrutura continental de políticas de qualidade. “

A competitividade do mercado de bens manufaturados depende criticamente da sua conformidade com padrões de qualidade e outros requisitos técnicos ou regulatórios. Ligada a isso está a necessidade de construir uma infraestrutura de qualidade (IQ) que apoie a provisão da garantia da qualidade com base na padronização internacionalmente reconhecida, metrologia, regulamentação técnica, avaliação de conformidade e práticas de acreditação.

“Este workshop resulta do desenho de uma política de qualidade para África nos termos de implementação da zona de comércio livre continental. O mesmo vai ajudar a colher contribuições de instituições do sector privado, academia, sociedade civil em geral para enriquecer o documento naquilo que será o ponto de vista de Moçambique como um país”, apontou o Director.

A fonte foi mais longe ao referir que estas contribuições vão ser enviadas para SADC para poder ter contribuições ao nível da região e passar para o continente.

Ainda no seu pronunciamento o pelouro revelou que desafios são vários porque a maior parte de países africanos produzem produtos primários, contudo vão permanecer os produtores industriais assim como empresários que conseguirem ter mais competitividade relativamente aos outros, significando que poderá criar desemprego em alguns países. “Quando há desemprego a redução de compra no país é maior, daí que é necessário haver uma capacidade de cobrir as empresas que vão falir “, contou.

Alfredo Sitóe revela que com estes documentos haverão ganhos práticos sendo que o primeiro é a expansão do mercado, significando que empresários Moçambicanos vão ter para além da SADC o continente como um todo, o segundo é que o país poderá ter mais investidores e o terceiro é que se o país conseguir exportar mais, vai melhorar o bem-estar dos moçambicanos principalmente a parte social.

De realçar que uma política de qualidade continental abrangente é, portanto, necessária para atender os requisitos de apoio de infraestrutura de qualidade, de industrialização, comércio, salvaguarda da saúde e segurança dos consumidores, bem como a protecção do meio ambiente. Esta Política de Qualidade Africana (PQA) baseia-se nos quadros de políticas de qualidade nacionais e das CERs através do desenvolvimento de estratégias ou actividades coordenadas a nível continental.

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