Jornalistas são marginalizados por exigir direitos no exercício das suas funções – marcham exigindo direitos iguais e respeito pela classe profissional

Cerca de 20 profissionais da comunicação manifestaram-se nesta
quarta-feira (13) de Março em Maputo, depois que estes foram maltradados e
violados os seus direitos na inauguração da fábrica de cerveja Heineken em Moçambique,
ato este protagonizado por uma agência de comunicação contratada para efeitos de
assessoria de imprensa e por uma funcionaria da Heineken.

Os Jornalistas começaram com a manifestação às 13 Horas nas instalações da
Heineken quando na hora de partida de regresso a cidade estes exigiram da
empresa de comunicação Mapiko, o valor de ajuda de custo, porque estes teriam 
saído do seu ciclo normal de trabalho pelas 7 horas da manhã do Sindicato de
Jornalistas na cidade de Maputo em viaturas alugadas pela agência cujo destino é para uma outra
província,  o que implica custos. A resposta que veio duma representa da Mapiko no
evento de nome IVAN,  justificava que
estes já haviam comido e tem transporte e que não teriam o valor de ajuda de
custos. Como forma de pressionar a Mapiko a pagar os valores estes decidiram não
embarcar nas viaturas da empresa contratada para o assunto de logística, e a representante
foi longe ao ameaçar abandonar os jornalistas no local, e esta mantia
contacto 
telefônico com desconhecidos, daí que alguns jornalistas
embarcaram em um dos 3 autocarros justificando que temem perder o emprego
porque a manifestação não era do conhecimento dos seus dirigentes, mostrando-se injustiçados. 

Dos mais de vinte profissionais, restaram apenas 13, firmes na luta pelos seus direitos, e estes contactaram a responsável de
imprensa da Heineken, Eugènia Chissano, que também nao ajudou a resolver o
impasse entre os jornalista e a Agência Mapiko. 

No seu discurso ameaçou os mesmo
dizendo o seguinte:”
Ha uns de vocês aqui que já escrevem mal de
nós (Heineken), nós dizemos o quê? Deixem a fábrica abrir, oportunidades não vão
faltar, há muitos eventos que estão a ser programados para jornalistas mas se
vocês vem com estes comportamentos aquilo que eu pús a mesa é recuado,

mostrando que ela é a “dona de tudo” e que pode barrar a imprensa de
colher informações por parte da Heineken.

Os profissionais foram mais longe contactando a outra responsável da
Empresa, que afirmou ter ido paga a empresa Mapiko como responsável da logística.
A mesma num contacto 
telefônico afirmou que o conceituado jornalista Jeremias Langa
um dos acionistas da Empresa de comunicação SOICO é que deve resolver o
problema porque este é o 
responsável da Mapiko. 

Enquanto isso a Ivan da Mapiko
falava ao telefone com seus dirigentes e depois alguns destes 13 que continuavam
receberam chamadas de seus chefes que lhes ordenaram a embarcar nas viaturas da
Mapiko. Frustrados embarcaram com o medo de perder o emprego reduzindo cada vez
o número para Oito, o que fica claro que e a equipe da Mapiko com as influências
que tem, ligou para alguns chefes dos órgaos de comunicação. Estes, maus tratos
que os jornalistas sofrem são do conhecimento dos seus chefes que nada fazem
porque não sentem na pele esse despreso pela classe, minutos depois Ivan  
aproximou-se aos jornalistas com o responsável
da segurança que ordenou que estes abandonassem o local. 
Os Oito jornalistas
continuaram firmes na causa e como forma de manifestar o seu descontentamento
caminharam cerca de seis 
quilômetros a pé até Marracuene onde apresentaram o
problema ao Administrador do Distrito para que tenha o conhecimento.

Os maus tratos aos jornalistas comeram muito antes da hora de partida, aquando
da 
apresentação da infraestrutura, registaram-se tratamentos diferentes a
classe, alguns foram oferecidos um material apropriado para poderem ver como
tudo funciona no interior e outros não, o que para os jornalistas quer dizer
que há os mais importantes e outros que não fazem diferença. 

Outro facto registado
foi quando estes foram retirados da sala onde decorreu o evento, para uma outra
sala sem condições mínimas e lá foram servidos uma refeição diferente dos
outros participantes do evento, em “Takey Ways” servidos vinha Arroz
de cebola, um 
pedaço de frango, batatas fritas e refrigerante quente. A
refeição chegou a sala em duas caixas nas mãos de alguns jovem trajados de 
camisetas da empresa SOICO, a qual Jeremias Langa  o apontado como o “Boss” da Mapiko empresa
que protagonizou estes maus tratos é um dos sócios.
“É uma agência de comunicação
dirigida por um jornalista que está a tratar mal outros jornalistas, o
desrespeito começa de nós mesmo por isso os de fora não nos respeitam”
,
lamentam os profissionais.

Os restantes oito jornalistas que marcharam afirmam que esta é a primeira
acção para acabar com a descriminação, desrespeito pela classe profissional, porque
todos têm os mesmos direitos e deveres. “Devemos ser tratados da mesma forma sem
olhar para a dimensão económica do órgão e outros pontos que contribuem para a
violação dos direitos humanos dos jornalistas”. 

Os mesmos acrescentam que esses
maus tratos não só são protagonizados por entidades privadas mais sim também
por algumas instituições do Estado que em conferências de Imprensa antes que
cheguem as equipes da Televisão Pública (TVM) e da privada SOICO (STV),
apelidados de “Imprensa” não inciam com a conferência mesmo depois de
passar o tempo marcado para tal, o que quer dizer que sem estes dois 
órgãos ainda
que os outros estejam presente não faz diferença.


Por: NADIO TAIMO
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