MULHERES DOS 30 A 45 ANOS DE IDADE MAIS AFECTADAS PELO CANCRO EM MOÇAMBIQUE

MULHERES DOS 30 A 45 ANOS DE IDADE MAIS AFECTADAS PELO CANCRO EM MOÇAMBIQUE

MULHERES DOS 30 A 45 ANOS DE IDADE MAIS AFECTADAS PELO CANCRO EM MOÇAMBIQUE – Outubro Rosa é uma campanha de conscientização que tem como objetivo principal alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero.

Foi nesta senda que a Ministra da Saúde Nazira Abdula em representação da Primeira-dama Isaura Nyusi fez o lançamento da campanha do mês de consciencialização e sensibilização sobre o cancro da Mama inseridas nas celebrações mundiais, onde privilegiou o centro de Saúde de Xipamanine.

MULHERES DOS 30 A 45 ANOS DE IDADE MAIS AFECTADAS PELO CANCRO EM MOÇAMBIQUENazira Abdula revelou que apesar dos esforços do sector da saúde moçambicano face a incidência desta doença tem estado a crescer à uma taxa de cerca de 10% por ano. “O cancro da criança é responsável por 6% do total dos cancros, a Leucemia aguda, o Sarcoma de Kaposi e os Linfomas são os mais incidentes no grupo pediátrico.

O cancro da mama atinge maioritariamente mulheres em idade reprodutiva entre 30 a 45 anos. “No momento do diagnóstico estas mulheres encontram-se quase sempre em situação muito avançada da doença devido principalmente ao desconhecimento das manifestações iniciais e à não procura regular dos serviços de saúde.

Moçambique só começou um programa concreto de prevenção e tratamento dos cancros do colo do útero e da mama em 2010 com menos de 20 unidades sanitárias equipadas para esse rastreio.

Segundo a Ministra da Saúde 10 anos depois este número aumento em cerca de 22 vezes mais sendo um total de 450 unidades sanitárias cuja intervenção não só atinge os centros de saúde urbanos mas também zonas remotas.

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Durante a sua intervenção Jennifer Adams Directora Executiva da USAID, disse que o cancro é um problema de saúde pública em todo mundo e é responsável pela morbi-mortalidade e em Moçambique o cancro do Cólon do útero e da mama são os que mais mortes causam de mulheres. Dados da OMS mostram que moçambique tem a 2ª maior taxa de cancro de colon de útero do mundo.

“Em 2018 Moçambique registou cerca de 25.630 novos casos de cancro dos quais o cancro do colo do útero e mama a ocuparem o 2º e 3º lugares. Cerca de 17 em cada 100 mulheres foram diagnosticadas com cancro do colo do útero e 5 em cada 100 cancro da mama e 4 dessas em cada 100 mulheres morreram”, disse.

Moçambique tem uma elevada taxa de prevalência de HIV em Mulheres o que aumenta o risco em 40% para terem o cancro do colo do útero.

“Queridas mulheres felizmente a boa notícia é que grande parte dos casos de Cancro estão associados a factores de riscos evitáveis e quase 1/3 das mortes por cancro estão também associados a factores de riscos evitáveis”, disse.´

Para a directora executiva da USAID, os cancros de colo de útero e da mama são possíveis de evitar e serem tratadas quando diagnosticadas de forma correcta e atempada. Jennifer Dias acrescentou que quase todas unidades sanitárias do país têm capacidade para fazer aconselhamento sobre o rastreio do cancro do colo do útero e da mama.

“Mulheres, vamos fazer o rastreio regular do cancro do colo do útero e da mama na unidade sanitária. Vamos fazer o auto exame da mama para detectar alterações cedo, o que pode reduzir o risco através do tratamento precoce”, frisou.

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Moçambique lançou este ano o Plano Nacional de Luta Contra o Cancro.

MULHERES DOS 30 A 45 ANOS DE IDADE MAIS AFECTADAS PELO CANCRO EM MOÇAMBIQUE“É importante para a comunidade global ver Moçambique comprometido com a prevenção, deteccão precoce e tratamento desse grande mal” acrescentou a fonte.

A representante dos parceiros do MISAU frisou que reiteram o apoio técnico e financeiro nesta luta contra esse mal que se tornou flagelo para a saúde das mulheres.

 

 

Uma das testemunhas que fez presente no evento de lançamento da campanha contou na primeira pessoa o que fez quando descobriu que tinha cancro da mama.

MULHERES DOS 30 A 45 ANOS DE IDADE MAIS AFECTADAS PELO CANCRO EM MOÇAMBIQUEMamã Ema, relata que quando se sentiu mal da doença procurou ajuda médica, tendo feito exames e terminou operada. Após a cirurgia e até então se sente bem e apela as mulheres para que na primeira dor no corpo que se dirijam a um centro de saúde.

“Sentir algo ou dor no corpo pode levar-te a morte, esta doença mata mesmo. Se chegares aos médicos fazer o tratamento precoce pode não ter que fazer cirurgia”, terminou.

Iolanda Cintura, Governadora da cidade de Maputo, na sua intervenção disse que o lançamento da campanha recorda que na luta contra esta doença ninguém deve estar alheio e que todos são chamados a conhecer, saber mais sobre o cancro da mama e do colo do útero de modo a dar o contributo incondicional no seu combate e prevenção.

Cintura referiu que a cidade capital iniciou o rastreio da doença em 2009 e passados 10 anos várias são as unidades sanitárias que prestam serviços de assistência aos pacientes.

MOÇAMBIQUE PALCO DA 12ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO CANCRO – Decorre em Novembro próximo a 12ª Conferência Internacional do Cancro sob o lema “Inovação, Estratégias e Implementação” onde Moçambique é Anfitrião.

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A escolha de Moçambique para a realização deste evento segundo revela a Ministra da Saúde, pode representar o reconhecimento que o mundo dá aos esforços do país, dos parceiros e da sociedade em geral na luta contra este mal.

MULHERES DOS 30 A 45 ANOS DE IDADE MAIS AFECTADAS PELO CANCRO EM MOÇAMBIQUESegundo revelou Cesaltina Lorenzoni, chefe do Programa Nacional de Cancro em 2018 Moçambique registou 94836 mulheres rastreadas das quis 21.000 com lesões e 5.000 com suspeitas de cancro. Com o lançamento do projecto de Radioterapia em Março último segundo revelou Lorenzoni há avanços significativos no que tange ao tratamento da doença no território nacional “tínhamos este problema, agora temos a quimioterapia para os casos de cancro do colo do útero e hormonoterapia para os casos de cancro da mama, a cirurgia para qualquer parte do cancro e porque muitos cancros são sensíveis a radioterapia por este é um grande avanço também poupa muito os recursos do próprio país para ter este tratamento que agora é feito de forma gratuita em Moçambique” revelou Lorenzoni.

O movimento Outubro rosa, realizado hoje em vários países do mundo, começou em 1990 quando aconteceu a primeira Corrida pela Cura, em Nova Iorque, e desde então é promovido anualmente.

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