NOVO MOÇAMBIQUE-UM PROJECTO DE DESENVOLVIMENTO VINDO DA OPOSIÇÃO RECUSADO PELA FRELIMO

NOVO MOÇAMBIQUE-UM PROJECTO DE DESENVOLVIMENTO VINDO DA OPOSIÇÃO RECUSADO PELA FRELIMO

“Outros partidos políticos olham-me com ódio, entendem-me mal, e tratam-me como inimigo. Combatem me porque eu ensino um processo permanente e de longo prazo de desenvolvimento, e preferem receber dinheiro da CNE e desaparecem…”

Novo Moçambique trata-se de um projecto social de desenvolvimento do político Yaqub Sibindy, o mesmo surge como um manifesto eleitoral de candidatura a presidência da Republica apoiado pelo partido Pimo. Entretanto, depois de vários fracos na caminhada a presidência este manifesto foi transformando em um projecto de desenvolvimento inclusivo que a vários anos tem sido recusado pelo governo moçambicano para a sua implementação. O projecto em alusão que nunca mais passou para um plano governamental visa proporcionar uma vida condigna a mais de trinta milhões cidadãos moçambicanos, materializando os princípios da justiça social traduzida em ganhos econômicos através dos recursos minerais existentes no país.

Yaqub Sibindy aponta que oposição moçambicana só quer lugar no parlamentoSegundo Sibindy este projecto é um pensamento evolutivo que pode ser concretizado só com a aceitação e participação do Estado. “Novo Moçambique é um pensamento científico baseado nas quantidades de recursos minerais que o país tem. Este projecto vem materializar o discurso do primeiro presidente de Moçambique, Samora Machel que dizia que a terra pertence ao camponeses e aos operários, se então pertence ao povo que seja feita a distribuição equitativa dos recursos disponíveis a todos, não há um grupo de indivíduos de uma só cor partidária, pois esta declaração de Machel dá concretamente um argumento que iremos colocar agora como resposta, é um desafio.

Então nós temos que tirar aproveitamento da terra dentro de uma justiça social que está concretamente desenhada e que acomoda todos os moçambicanos, não para um grupo especial que se apoderar daquilo que é da maioria”, afirma Sibindy. O político defende a necessidade do uso e aproveitamentos dos recursos existente, tais como terras férteis e águas para a prática da agricultura como forma de desenvolvimento socioeconômico, suportando-se na constituição da Republica que com a conquista da independência em 1975 definia que a agricultura é a base do desenvolvimento do país, assim sendo o projecto Novo Moçambique é o caminho para o alcance deste objetivo. “ Com a Constituição da Republica de Moçambique em 1975 definimos que a agricultura é a base do desenvolvimento, não definimos gás e nem carvão, dissemos que a agricultura é que é a base, neste caso com este projecto passamos a investir no agro-negócio”, explica Sibindy.

Em linhas gerais pretende-se com este projecto transformar os grupos familiares em empresas familiares, onde a agricultura será o ramo de actividade deste grupo que passará a ostentar um estatuto social empresarial na posse de uma porção de terra de 10 hectares para cada, referenciando que estas empresas familiares serão geridas pela mulher dentro da família. “ Em um número total 36 milhões de hectares que temos, se a mesma for dividida a 3.6 milhões de famílias que mais ou menos a densidade actual base não é menos que 3.6 milhões de famílias dá-nos um cálculo exato de 10 hectares por cada família, então irão nascer cerca de 3.6 milhões de empresas, e o estatuto da família moçambicana será elevado de uma família vulnerável para um nível empresarial” revela a fonte. Portanto com este projecto na concessão do Sibindy o país passará a arrecadar mais fundos para costear as suas despesas através da cobrança de impostos destas empresas sociais, deixando assim de depender de fundos de externos. Através deste projecto o idealizador prevê que estas empresas familiares passem a produzir por alimentos em 3 campanhas agrícolas por ano. Prevê-se ainda com a inovação de 3 campanhas agraria uma produção de cerca de 240 toneladas de cereais por ano.

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Tendo em conta as questões climáticas que o país apresenta foi pensada uma solução para garantir o sucesso na produção, que consiste no desvio dos cursos dos grandes rios, onde as águas serão armazenadas em represas para garantir a irrigação através de pequenas, medias e grandes condutas. Esta estratégia visa também evitar inundações e secas em algumas regiões que nós últimos tempos tem vindo a fustigar as culturas. De referir além do desvio dos rios, planeja-se barrar das águas que são drenadas no oceano indico diariamente, e este trabalho devera ser feito através das parcerias tecnológica das empresas que gerem as águas do rio Nilo.

“A nossa estratégia é barrar todas as águas do Limpopo, Incomáti, Save, Zambeze e de todos os rios num número de 66 rios de cursos permanentes para que estas águas barradas serão armazenadas em represas a serem construído por esta empresa que gere o Nilo, por exemplo as cheias do norte que as suas águas estão a matar com este projecto deixarão de ser inimigo do homem, serão bombadas a zona mais recôndita 100 a 200 quilómetros do rio. Por exemplo daqui do Limpopo em Xai-Xai serão bombadas ate Chicualacuala onde vamos construir represas em formato arquitetura humana, pequenos oceanos e lagoas perdidas nas matas de Moçambique”, sonha o idealizador do projecto.

Além da construção de represas, o projecto arranca com quatro pilares onde pensa-se também na construção de infraestruturas de energia, turismo, água potável e estradas para garantir a logística no escoamento dos produtos produzidos. Para o fornecimento de energia elétrica o projecto conta com um parceiro que comprometeu-se em colocar com dinheiro para produzir 1.500mWhs de energia, devida em um número igual para as 3 regiões do país, vai ainda criar-se usinas de produção de energia solar para permitir que haja água permanente. Outros aspectos importantes que incorporaram o projecto é a criação de uma universidade e um banco com a designação de Banco de Desenvolvimento da família, onde as famílias poderão ser sócios. Entretanto, com a criação da Universidade pretende-se formar um membro por família em gestão de terras, aguas e agricultura para poder alcançar as metas de produção de 3 campanhas por ano. O idealizador afirma ainda que os espaços de terra de 10 hectares que deverão estar na pose de cada família será dividida em duas partes, onde uma será para fixação obrigatória de uma residência e a outra para a prática da agricultura.

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“ Nos 10 hectares vamos reservar dois para a construção de uma residência, é obrigatório, nenhuma família devera ocupar espaço para aluguer e ir viver em outro ponto sem nenhum marco porque daqui a 50 gerações não será fácil identificar essa terra, a posse do espaço vai constar em um cadastro que a família com a DNA Sibindy tem a posse de 10 hectares”, pensa Sibindy. Este projecto de caracter público e privado já foi apresentado ao governo por Yacb Sibindy mais foi recusado pelos últimos três presidentes da República Alberto Chissano, Armando Guebuza e Filipe Nyusi todos do partido Frelimo segundo o líder do Pimo. De realçar que o projecto defendido por Sibindy não depende de fundos soberanos para a sua implementação, este conta com financiadores externos. Onde os recursos financeiros para tal, serão canalizados pelo Golfo Arábico, e os tecnológicos pelo Ocidente, basta que o governo decida aceitar.

“ Para o projecto começar a ser implementado basta o governo abraçar, este é que é o ponto essencial, já temos os parceiros para financiar, e estes parceiros que trazemos não receber o reembolso em dinheiro, querem receber em produtos, os mesmos produtos que irão vender no mundo árabe ”, revelou o nosso entrevistado. Entretanto, mesmo com a rejeição por parte do governo, Sibindy continua firme defendendo seu projecto, esperando que o governo possa um dia aceita-lo como alguém que apresentou uma proposta de desenvolvimento e não como um cidadão da oposição. O líder político afirma que o facto de este pertencer a um movimento político da oposição esta de trás da negação por parte dos dirigentes do partido no poder que não abrem espaço para a participação de todos sem olhar para o nível social dos cidadãos, podendo só contribuir com ideias que ostenta o cartão de militância política do partido no poder.

“Eu já fui apresentar este projecto aos governantes e ate em público, se não implementam é porque eles não querem ficar ricos juntos com o povo, entanto eu tenho dificuldades em dizem quando isto arranca mas é meu dever explicar aos moçambicanos que não estamos a atravessar crise porque em Moçambique não há moçambicanos que pensam para o bem do país. A Frelimo sempre diz que você esta a me criticar mais não sabe avançar com a proposta, qual é a melhor proposta que ultrapasse este projecto?”- Questiona o entrevistado. “O ódio de que quem não é do cartão vermelho não pode ser oportunidade, é o que esta a barrar que este país não vá pra frente”, acrescenta a fonte. Rejeitado pelo governo da Frelimo e insolado, o nosso entrevistado queixa-se também do desamparo por parte dos outros movimentos políticos da oposição quando questionado sobre como os outros movimentos encarram esta ideologia defendia por si a cerca de 25 anos.

“Outros partidos políticos olham-me com ódio, entendem-me mal, e tratam-me como inimigo. Combatem me porque eu ensino um processo permanente e de longo prazo de desenvolvimento, e preferem receber dinheiro da Comissão Nacional de Eleições e desaparecem, preferem esses dinheiro para eleger deputados para dizerem que são um partido com assentos no parlamento e o povo que o elegeu não tem nada”, diz a fonte.

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Sibindy afirma que os outros políticos ainda não estão bem informados limitando-se a olhar-lhe com odeio e este diz ainda que isso não lhe importa, acreditando ainda que os outros que o rejeitam encontrariam uma boleia com o seu projecto para afirmarem se na política e na defesa dos interesses coletivos para o bem-estar do povo. “Nas redes sócias perguntam apenas quando membros o Pimo tem, não bata convidar tantas pessoas para dar cartões e ocupar cargos de deputados entre outros e no fim ao cabo as pessoas tem fome, hoje a Renamo arrasta milhões mais que a Frelimo porquê estes perdem eleições, é mesmo porque não tem recursos financeiros”, tenta justificar assim a falta de membros no seu partido o político. Mas, este vai mais afundo apresentando outros factores da fragilidade da oposição.

“A Frelimo tem membros que pagam cotas, eu estou a querer dizer que não vamos fazer um grupo que paga cotas num partido em prejuízo dos outros, mas sim vamos criar uma distribuição de renda equilibrada a nível nacional, neste projecto onde cada família é empresaria, então estes aqui quando tiverem renda irão pagar imposto ao Estado e irão pagar um quinhão ao projecto que iremos chamar de fundo publico privado, não só isso, o que ganham podem ate pagar cotas nos seus partidos. Os partidos políticos não entendem isso, tratam-me com inimigo, alem de olharem pra a minha proposta que traz uma teoria que irá permitir com que as populações moçambicanas de uma província ou num círculo eleitoral tenha acessos aos recursos e que consiga produzir cada vez mais, seriam as mesmas que iram-nos eleger, teriam uma opção política fora da opressão política”, desabafa o político.

“ A minha estratégia é remove este ódio entre os políticos, porque hoje o país não esta a chegar a meta desenhada porque se um politico da oposição ou mesmo eu que estou a sofrer esta discriminação leva um projecto como este ao gabinete do presidente Nyusi irão dizer que não, de fundo o projecto é bom mas quem esta a trazer é a oposição, então a mentira de que as boas ideias não tem cores partidárias é pra adormecer a sociedade, que é uma governação inclusiva não é verdade. Basta entender que esta boa ideia e que brilha há sempre alguém para denigrir o pensamento da oposição, os tais Egídios Vaz, para mais tarde escreverem que o Nyusi é estrela, bajulando-lhe, pois na ciência humana não existe alguém que é o dono do melhor pensamento, não existe isso, a minha cor não dita a minha consciência”. Acrescenta a fonte.

POR:NÁDIO TAIMO

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