O país registou falta de medicamentos em Setembro

O país registou falta de medicamentos em Setembro

A informação foi tornada pública na manhã desta quarta (09) em Maputo pelo Centro de Integridade Pública (CIP) na divulgação do primeiro relatório de monitoria de acesso à medicamentos no Sistema Nacional de Saúde(SNS), referente ao mês de Setembro do corrente ano e a cidade de Maputo é uma das províncias que reportou cerca de 186 denúncias feitas por falta de medicamentos essenciais nas unidades sanitárias.Na ocasião, Marta Simone, Pesquisadora do CIP frisou que os medicamentos essenciais foram reportados nas províncias de Manica, Sofala e Zambézia, onde tiveram a sua maior percentagem na cidade de Maputo com 41,3%, Zambézia com 28,4%, Sofala com 12,9% e Manica com 9,6%. As províncias de Maputo e Gaza registaram 2,6% e a província de Niassa registou 2,1%, ao que tudo indica que foram as províncias que tiveram menor registo de ocorrência de falta de medicamentos.
Simone referiu que apesar de Maputo cidade ter sido a província que registou maior número de denúncias de falta de medicamentos a nível das unidades sanitárias, os dados gerais do hospital rural de Mocuba registaram cerca de 53% de ocorrências.

“No que rege aos fármacos, a nível destes medicamentos que foram reportados nas unidades sanitárias e províncias existem fármacos que são prescritos não com base na lista nacional de medicamentos essenciais, referimos ao O presidente do parlamento Juvenil DAVID FARDO repudiou o assassinato do seu colega, na sua intervenção ele disse que s medicamentos que foram prescritos por pessoal clínico, pelos médicos que não estão registados na lista nacional de medicamentos por exemplo: Diclofenac e Paracetamol”, avançou a pesquisadora.

A fonte explica ainda que Diclofenac e Paracetamol são os medicamentos mais essenciais para uma unidade sanitária pois são de custo acessível para todos os utentes porém não estão disponíveis nas unidades sanitárias.

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Marta Simone foi mais avante ao apontar que na lista nacional de medicamentos alguns medicamentos foram retirados do sistema nacional de saúde mas os médicos clínicos continuam por escrever medicamentos que não fazem parte da lista essencial de medicamentos isto é fazem uma receita em nomes comerciais mas muitas das vezes quem dispensa os medicamentos são os técnicos de saúde isto é os farmacêuticos. Entretanto, enquanto não se tiver essa coligação de informação sobre medicamentos que estão disponíveis nos depósitos de farmácias sempre haverá falta de medicamentos.

Por seu turno, Ben Hur Cavelane, pesquisador do CIP diz que para além da divulgação deste relatório sobre falta de medicamentos essenciais nas unidades sanitárias que é um produto que surge de uma plataforma do CIP para comunicação com os utentes, assim criou se a comunicação Utente Repórter já há seis anos, entretanto esta plataforma funcionou por dois a três anos mas por questões logísticas foi interrompida e também por querer colocar a plataforma numa situação mais comunicativa onde todo o cidadão mesmo não tendo um smartphone consiga fazer denúncias através de uma SMS.

Cavelane esclareceu que o CIP decidiu fazer a publicação mensal da informação que recebe nos diferentes utentes e dos pontos focais sobre os cuidados que o sistema nacional de saúde têm estado a registar no cidadão. “O Ministério da saúde têm conhecimento da falta de comunicação entre os clínicos e os técnicos de farmácias, é imperioso que haja esse tipo de comunicação entre os clínicos e o pessoal responsável pelos depósitos de medicamentos,” apontou à fonte.

Como recompensação o CIP acha que é imperioso identificar no sistema nacional de saúde responsáveis pela elaboração da lista nacional de medicamentos de modo a divulgar porque no meio das denúncias verificou-se que as províncias de centro e norte do pais é que têm mais registado esta constante prescrição de medicamentos que não seguem a regra da lista de medicamentos essenciais.

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De referenciar que deve se divulgar melhor esta lista ou criar reuniões de ocorrências entre o pessoal clínico e as pessoas que dispensam os medicamentos para se ter constante informação sobre quais são os medicamentos existentes e quais é que devem ser prescritos para não se basear em medicamentos de venda comercial que muitas vezes são encontrados em farmácias privadas, defende o centro de integridade publica.

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