O que está a dividir a RENAMO e consequentemente a atrasar o DDR e a Paz definitiva em Moçambique?

O que está a dividir a RENAMO e consequentemente a atrasar o DDR e a Paz definitiva em Moçambique?

O que está a dividir a RENAMO e consequentemente a atrasar o DDR e a Paz definitiva em Moçambique?

 

O artigo que se segue baseia-se nas palavras do Primeiro Presidente da República de Moçambique, Joaquim Chissano, quando em 2016, teria dito, “falta de cultura democrática é a causa do impasse que se regista no processo negocial entre o Governo e a Renamo”.

Recentemente o líder da auto proclamada Junta Militar, mariano Nhongo teria recusado qualquer formato de negociação para pôr fim as contradições entre o partido para o qual se diz ser membro e também com o Estado moçambicano.

Mariano Nhongo dirige uma tropa armada que a cada dia está a colocar os interesses colectivos dos moçambicanos a debalde e revela a fragilidade do país em controlar grupos descontentes nacionais.

Após assinatura de um memorando para Paz Definitiva em Maputo, nos finais de 2019, Mariano Nhongo apareceu com mais força, criando instabilidade na zona central do país e afirmando que o actual líder da Perdiz Ossufo Momade, está no meio de um negócio com o partido no poder(FRELIMO).

O conflito armado na zona central do país data cerca de 3 anos e foi subestimado pelo Governo, que igualmente tentou intimidar as organizações da sociedade civil, pesquisadores e jornalistas que procuravam perceber o que se estava a passar à semelhança de Cabo Delgado.

A Junta Militar, segundo João Machava, porta-voz de Mariano Nhongo, exige melhores condições de reintegração e a demissão do presidente da Renamo, Ossufo Momade, do secretário-geral, André Magibire, e do porta-voz-da Renamo, José Manteigas.

Citado pela VOA, Machava disse, “Nós exigimos que essas três personalidades saiam do partido e se estes indivíduos continuarem na Renamo, nada vai mudar”, reiterou João Machava.

O enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas a Moçambique, Mirko Manzoni, disse numa entrevista a STV, que existem grupos de interesse que podem sustentar o líder da auto-proclamada Junta Militar da Renamo, Mariano Nhongo, razão pela qual tem sido “inflexível nas suas posições”.

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Manzoni, afirmou terem fracassado todas as aproximações com vista a um entendimento, realçando que as reivindicações de Nhongo são políticas e não têm enquadramento no atual processo de desmilitarização, desmobilização e reintegração dos guerrilheiros da Renamo.

Contudo vários movimentos da sociedade civil lutam a todo custo para despertar ao governo sobre suas responsabilidades e travar a guerra que já fez vítimas e continua a causar danos atrasando o desenvolvimento do país.

Entretanto, a Renamo, na voz do seu porta-voz, José Manteigas, diz que Mariano Nhongo deve juntar-se ao processo de desmilitarização que arrancou há cerca de 3 semanas, considerando ser esta uma grande oportunidade para a Junta Militar.

 

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