PERMANECE PROBLEMÁTICA DE FALTA DE TRANSPORTE SEMICOLECTIVO EM MAGOANINE

PERMANECE PROBLEMÁTICA DE FALTA DE TRANSPORTE SEMICOLECTIVO EM MAGOANINE

A falta de transporte na Cidade de Maputo, no corredor do Albasine concretamente no Bairro de Magoanine, Distrito KaMavota contínua preocupante, mesmo depois do governo de Moçambique ter alocado novos autocarros nos finais do ano passado para minimizar a crítica situação do Transporte semi-colectivo de passageiros. Segundo alguns residentes daquela via o número dos transportes existentes não é suficientes para cobrir a demanda da procura, o que faz com que os utentes fiquem mais tempo nas paragens. Mesmo assim é difícil encontrar um transporte vazio o que obriga os passageiros a viajarem parados em transportes superlotados.

 Márcia Chiringo residente do Bairro de Magoanine, diz que os chapas não são suficientes para todos, pois pela manhã é possível notar um número elevado de cidadãos esperando pelo transporte por muito tempo nas paragens. “Os chapas não chegam para todos, sei que isso é impossível, mas há uma necessidade do Governo minimizar essa situação, no período matinal, muitos passageiros têm ficado por muito tempo a espera dos chapas”, confirma a fonte. Entretanto, as longas horas de espera contribuem nos atrasos de vários profissionais nos seus postos de trabalho. Situação está também ligada a vias de acesso, onde o congestionamento é o outro problema vivido por quem tenta chegar ao seu posto de trabalho a tempo e hora.

Esta situação é também confirmada por uma fonte anônima. O entrevistado afirma que o número de autocarros introduzidos pelo governo não se fazem sentir o seu efeito. “A situação do Transporte não mudou mesmo depois do Governo ter introduzido novos autocarros. Para apanhar chapa não é fácil, tens que lutar para conseguir subir o carro, o Governo tem que melhorar as condições porque ficamos muitas horas a espera do transporte e de seguida atrasamos para onde vamos”, diz o entrevistado. As lutas na hora de apanhar o transporte apenas beneficiam os mais fortes, os idosos, crianças e mulheres grávidas ou com bebês são os que mais tempo ficam nas paragens, pois estes grupos não têm tido prioridades.

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Por outro lado, Rocha Sebastião condutor de um dos autocarros alocados pelo governo que encontram-se na gestão de um operador privado a Cooperativa dos Transportadores de Albazine (COTRALBA), na rota Magoanine-Baixa, a mais de um ano, revela que a falta dos transporte é devido aos passageiros que não optam muito em apanhar estes autocarros por causa do tempo que estes levam para chegar ao seu destino. “A falta de Transporte é influenciado pela situação que as nossas entradas se encontram, e com isso os carros têm se estragados e precisamos levar a manutenção quase sempre, e isso faz com que as pessoas fiquem por muito tempo a espera dos nossos carros”, conta Luís Covane, Condutor de Albazine-Praça dos Combatentes.

De realçar que em junho do ano passado o governo reforçou a frota dos transportes na área metropolitana de Maputo com um número de 55 novos autocarros, deste número 35 foram alocados a cidade da Matola, onde 3 encontram-se na gestão da empresa municipal de transportes e os restantes a operadores privados. Outros 20 foram entregues a capital do país. Portanto, os transportes alocados a operadores privados são os que mais desempenho mostram no transporte de pessoas e bens. Apesar de serem lentos na sua locomoção devido a degradação avançada das estradas estes transportes minimizaram a problemática, e acredita-se que se as estradas estivessem em boas condições o problema não seria na mesma proporção porque estes seriam mais rápidos na chegada e saída de uma terminal.

Por: Leonor Manhiça 

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