Príncipe Haakon da Noruega quer que as Mulheres sejam envolvidas nas negociações de Paz em Moçambique

Príncipe Haakon da Noruega quer que as Mulheres sejam envolvidas nas negociações de Paz em Moçambique

Príncipe Haakon da Noruega quer que as Mulheres sejam envolvidas nas negociações de Paz em Moçambique – Nos últimos anos, o papel das mulheres na prevenção e combate à guerras e conflitos tem ganho relevância no cenário internacional moldando os discursos e as políticas para a promoção da Paz e Segurança. As mulheres são as mais afetadas por guerras e conflitos, mas são igualmente, importante agentes dispostas a evitá-los e a combatê-los.

A Noruega duplicou o seu apoio bilateral para Moçambique desde o ano de 2016. Só em 2019 o apoio rondou a volta de 53.2 milhões de dólares americanos.  A Noruega continua a ser um doador significativo para o país através da ajuda canalizada por canais multilaterais, bem como da sociedade civil

Durante a sua visita a Moçambique no dia 12 e 13 de fevereiro corrente, no decorrer do seminário sobre Mulher, Paz e Segurança da ONU Mulheres, Príncipe Haakon Magno reafirmou o potencial que as mulheres têm na resolução de conflitos “estou confiante que hoje irei encontrar-me com personalidades  para discutirmos sobre Mulher, Paz e Segurança“ disse Príncipe

Para Príncipe, quando a mulher é impedida de participar na vida econômica, o país é que perde, nos últimos anos as áreas da criança, gênero e ação social tiveram grande progresso “Moçambique implementa grandiosamente a resolução 1325, temos de garantir que as mulheres estejam envolvidas nas ações para a promoção da paz“. A Noruega ganhou um papel crucial na promoção da resolução 1325 e tem apoiado crucialmente para a garantia da paz.

Na ocasião, Torunn L. Tryggestad, Diretora do Centro PRIO de Género, Paz e Segurança na Noruega afirmou que têm feito pesquisas sobre gênero e o processo de resolução de conflitos, “procuramos saber como os conflitos impactam na saúde materna, há pouca investigação que tenha sido feita para saber que impacto trazem para as crianças que nascem durante estes conflitos e crianças que crescem neste ambiente de conflitos“.

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Segundo Leonardo Simão, representante da Fundação Joaquim Chissano, a sociedade patriarcal é ainda dominante e não só acontece em Moçambique “nós homens precisamos vencer o nosso preconceito em duvidar da capacidade das mulheres “

Simão explica que muitas mulheres vítimas de guerras e conflitos acabam caindo no nível de pobreza quando já tinham conseguido alcançar a prosperidade “enfrentamos o desafio da participação da mulher nos processos negociais que visam por fim nos conflitos, somos todos convidados a abandonar atitudes comodistas “apelou Simão

A outra ideia defendida por Cristina Ismael Jussà, membro da PRM e docente na ACIPOL, é que, é um desafio muito grande mexer com a cultura de um povo “ a resolução 1325 nos chama a consciência, a paz e segurança começa nas nossas casas, preocupa-me saber o que está a acontecer e como as mulheres e crianças estão em Cabo Delgado no meio daquele palco de conflitos“.

Refira-se que em 2000, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a histórica Resolução 1325 sobre mulheres, paz e segurança. Ela exige a participação das mulheres na construção da paz, a proteção das violações dos direitos humanos, e a promoção do acesso à justiça e aos serviços para enfrentar a discriminação.

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