PROTECÇÃO DA CRIANÇA: ONG’s EXIGEM ACÇÕES CONCRETAS DO GOVERNO FACE AO CORONAVÍRUS

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A realidade moçambicana tem mostrado que às crianças são um grupo social mais vulnerável pelos fenómenos associados a Pandemia da covid-19, além da violência física e psicológica que estas sofrem, estão ainda mais vulneráveis a exploração, violações sexuais, uniões prematuras, pobreza e outros males.

Esta informação consta de um relatório da Sociedade civil moçambicana apresentado quarta-feira (27.05) em Maputo por um grupo de organizações não-governamentais que inclui o Centro De Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil-CESC, Fórum da Sociedade Civil Para os Direitos da Criança-ROSC e Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade-FDC.

Benilde Nhalivilo Directora Executiva ROSC aponta que a necessidade de se melhorar os mecanismos de protecção deste tecido social que representa cerca de metade da população moçambicana.

PROTECÇÃO DA CRIANÇA: ONG's EXIGEM ACÇÕES CONCRETAS DO GOVERNO FACE AO CORONAVÍRUS

“É verdade que estamos no período de emergência, têm a questão do confinamento mas dentro disso também é preciso que se tomem algumas medidas e se ter atenção para que estas crianças não voltem a ser vítimas de violência falo da sexual, uniões prematuras, assédio sexual e gravidezes precoces. Temos um caso recente de um irmão que engravidou duas meninas por sinal suas irmãs. Isto é só uma amostra daquilo que pode estar acontecer em várias casas em todo país. Portanto a nossa preocupação é confinamento sim, mas atenção que é preciso proteger este ser desprotegido”, disse Nhalivilo.

O relatório da Sociedade Civil recomenda também acções inclusivas de protecção às crianças de todo país.

“Maputo não é Moçambique, nós estamos a olhar para às crianças que estão em Nangololo, Palma, Mocímboa da Praia, portanto, é preciso adequar este acesso a informação, estas estratégias de ensino a estes grupos e também temos crianças com deficiência que pararam o seu atendimento á fisioterapia e outras questões por causa do confinamento e a nossa preocupação é confinamento sim, mas não pioremos a situação das crianças”, aponta a dirigente do ROSC.

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No mesmo encontro os membros da Sociedade civil apresentaram preocupação em relação as crianças que se encontram nas regiões afectadas pelos ataques armados no Norte do país.

 

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