RAPAZES DISCUTEM QUESTÕES DE MASCULINIDADES EM NAMPULA

RAPAZES DISCUTEM QUESTÕES DE MASCULINIDADES EM NAMPULASob o lema: “consciencializando os Rapazes para a promoção da saúde e direitos sexuais e reprodutivos” o Fórum Mulher em parceria com a Rede HOPEM, levaram acabo na província de Nampula, o Forum do Rapaz com objectivo de reforçar a mensagem sobre a igualdade de género a partir da desconstrução de masculinidades opressoras com base nas experiencias sobre o envolvimento masculino.

A secção decorre no âmbito da Conferência Nacional da Rapariga, que decorre naquela cidade do norte de Moçambique. Durante o encontro o Director Provincial de Desportos de Nampula, encorajou aos organizadores do evento e deixou mensagem aos beneficiários.

Cachimo Raul, afirma que este é um momento ímpar para a juventude e é um aquecimento dos temas que serão tratados na Conferência da Rapariga.

O mesmo disse a Rapaziada que o Governo de Nampula tem um programa da Geração Biz (PJB)  que está ser implementado em todos os Distritos e é levado em accão pelos  activistas, “portanto é de  enaltecer  o trabalho que os activistas tem feito nas comunidades em relação aos aspectos ligados a masculinidades e direitos sexuais e Reprodutivos”, disse Cachimo Raul.

RAPAZES DISCUTEM QUESTÕES DE MASCULINIDADES EM NAMPULAGilberto Macuácua Director de Programas da Rede de Homens pela Mudança (Rede HOPEM) na sua interacção com os rapazes, disse que este é um fórum para juntos dialogar daquilo que é a preocupação dos rapazes. A fonte revela ainda que em Nampula para ser homem primeiro dever passar dos ritos de iniciação, e em Maputo você não precisa de passar dos ritos de iniciação, mas quando vás para gaza para você ser Homem deve conseguir passar de um arame farpado para África do Sul de forma ilegal, “portanto as masculinidades são várias e variam de local dependendo das influências que existem na sociedade. Por isso é urgente começarmos a transformar este perfil do homem para alcançarmos as masculinidades”, acrescentou.

Gilberto, disse ainda que espera-se depois do exercício formativo, que os rapazes tenham a consciência de agir perante os seus direitos de saúde sexual e reprodutivos, evitando a violência, porque a masculinidade tem feito com que os rapazes tenham uma reacção agressiva “daí que é necessário lecionar os rapazes para evitar efeitos negativos na adolescência ao nível das comunidades”, revelou Gilberto Macuácua.

RAPAZES DISCUTEM QUESTÕES DE MASCULINIDADES EM NAMPULAYasser Omar presidente provincial do Parlamento Infantil de Nampula durante o seu discurso disse que os dois dias servem de reflexão de alguns aspectos atinentes a masculinidade e atributo dos homens e mulheres neste caso a feminilidade. “Por isso que rapazes e raparigas, estamos aqui em conjunto para darmos accão neste programa e acabar com este mal, porque a masculinidade é algo que convivemos todos os dias na sociedade, e, a mesma atribui alguns factores e esforça o homem a exercer algumas funções muito distantes das raparigas, por exemplo quando se fala que o Homem não pode cozinhar pelo facto de ser do sexo masculino, ele não pode mostrar as suas fraquezas, não pode ser sensível. Portanto estes são os atributos que são entregues ao homem pela sociedade para ser assim. Nós estamos aqui nestes dois dias para tentar inibir e acabar com esta accão porque a mulher e o homem não existe diferenças distintas e todos são iguais e para isso é necessário que todos mudemos da nossa forma de pensar e a sociedade em geral não pode viver com estas situações, por isso a sociedade civil continua trabalhando para combater a desigualdade de gênero”, Explanou.

Sebastião Mário Activista da Rede HOPEM enaltece o encontro porque apreendeu aquilo que não sabia sobre as masculinidades. “Eu devo fazer a réplica do ensinamento cá aprendido para as comunidades, porque ultimamente as raparigas tem sofrido violência sexual, violência doméstica e nós homens somos forçados a não ter os mesmos direitos com as mulheres como lavar louça, cozinhar… queremos inibir e sensibilizar, mobilizar, juntamente com o Governo para que não pratiquem está violência”, impôs-se Mário.

RAPAZES DISCUTEM QUESTÕES DE MASCULINIDADES EM NAMPULAOsvaldo Ligonha Vice Presidente do parlamento infantil de Nampula indica que é a partir destes encontros que saem jovens promissores aqueles que podem implementar de uma boa forma o trabalho na comunidade. “Porque o essencial objectivo destes encontros é trazer um novo conhecimento para incutir na mente dos rapazes para que façam uma pequena diferença nas comunidades”, disse.

Osvaldo disse ao Jornal Visão que em todas formações que o parlamento infantil participa seleciona um grupo para poder fazer a réplica do conhecimento adquirido num determinado local dando exemplo, “Dos direitos sexuais e reprodutivos ministrados no evento de dois dias. Numa primeira fase nós levamos a informação que colhemos aqui para os outros deputados que não tiveram a oportunidade de participar para que depois haja uma réplica nas comunidades, naquelas áreas focalizadas onde o parlamento infantil implementa as suas acções”, relata Osvaldo.

A fonte realça que nos direitos sexuais e reprodutivos, fica lesada a menina, “por isso com ajuda dos colegas vamos disseminar esta informação cá aprendida através das campanhas de sensibilização, palestras nas escolas, para que os rapazes das comunidades respeitem aqueles que são os direitos sexuais e reprodutivos das raparigas tanto como para os pais e encarregados educação”, frisou.

O evento de 2 dias terminou esta sexta-feira (29.11) e juntou cerca de 50 rapazes, provenientes das 11 províncias de Moçambique e teve o apoio do FNUAP.

Enviado Especial/ Arson Mbanguine

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