As receitas do Estado provenientes de dividendos caíram 60% nos primeiros seis meses deste ano, face ao mesmo período de
As receitas do Estado provenientes de dividendos caíram 60% nos primeiros seis meses deste ano, face ao mesmo período de 2025, para mais de 2 mil milhões de meticais (26,8 milhões de euros), segundo dados citados pela Lusa.
De acordo com o relatório detalhado da execução do primeiro semestre do Ministério das Finanças, este valor integra as receitas patrimoniais do Estado, que incluem as suas participações, dividendos e rendas de imóveis. No primeiro semestre de 2025, estas receitas tinham registado uma quebra de 36,2%, totalizado 5,1 mil milhões de meticais (67,8 milhões de euros).
Entre as empresas que contribuíram para estas receitas, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), no centro de Moçambique e uma das maiores barragens de África, manteve-se como a principal fonte de dividendos para o Estado no primeiro semestre de 2026.
A HCB foi responsável por 85,9% do total dos dividendos recebidos pelo Estado no período, correspondentes a 1,7 mil milhões de meticais (23 milhões de euros). Ainda assim, este valor representa uma redução de 61,7% face ao montante recebido no mesmo período de 2025.
A menor receita proveniente de dividendos reflectiu-se também no seu peso nas receitas do Estado. A contribuição dos dividendos passou de 3% no primeiro semestre de 2025 para 1,1% no mesmo período de 2026.
Esta redução ocorre depois de as receitas do Estado com dividendos terem recuado 36,7% em 2025, para 8,1 mil milhões de meticais (108 milhões de euros). Nesse ano, segundo dados da execução orçamental de Janeiro a Dezembro, a HCB garantiu 68% do total dos dividendos arrecadados pelo Estado.
A tendência de redução já se verificava face a 2024, quando os dividendos pagos pelas empresas ao Estado representaram 3,7% de toda a receita estatal, num total de praticamente 12,9 mil milhões de meticais (170,6 milhões de euros). Em 2025, essa percentagem baixou para 2,3%.
Com a nova redução registada no primeiro semestre de 2026, os dividendos passaram a representar uma parcela ainda menor das receitas do Estado, prolongando a diminuição do seu peso na receita pública observada desde 2024.
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Fonte original: diarioeconomico.co.mz
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