RENAMO condena atuação das FDS e diz que SISE ficou paralítico

RENAMO condena atuação das FDS e diz que SISE ficou paralítico

A RENAMO representada pelo Deputado Venâncio Mondlane, Assessor Particular para Assuntos Políticos da Perdiz, aponta que houve negligência e descoordenação das várias vertentes das Forças de Defesa e Segurança, pois a informação que provocou alvoroço nesta sexta-feira, já circulava há mais ou menos 4 dias e o Serviço de Informação e Segurança de Estado não conseguiu controlar a situação.

RENAMO condena atuação das FDS e diz que SISE ficou paralíticoMais triste para a Renamo é a forma como o Governo se pronunciou após os tumultos dizendo apenas a população que não deve se alarmar pois trata-se de boatos, “são informações que circulavam há mais ou menos 4 dias nas redes sociais e só depois de debates em que se questionava o silêncio das Forças de Defesa e Segurança é que elas aparecem a emitir um comunicado e um comunicado até certo ponto vazio de conteúdo”, avança Mondlane.

Para Venâncio, o comunicado ora emitido não consegue esclarecer factos concretos. “Mesmo que não exista uma unidade  de recrutamento ilegal há factos que são inegáveis. Os factos da agitação que aconteceu, sobretudo as manifestações que até foram para inviabilizar a via pública na EN1 junto ao mercado Grossista do Zimpeto, jovens correndo pela rua, pulando dos autocarros, isto significa que a população precisa de um esclarecimento sobre estes factos concretos que aconteceram”, explica o Assessor.

Na percepção da RENAMO, não basta dizer-.se que são informações falsas, aliás, avança a perdiz, as informações podem ser falsas mas a agitação foi concreta, foi factual, por isso que este movimento solidariza-se com o povo e exige das Forças de Defesa e Segurança um esclarecimento exaustivo do que realmente está a acontecer.

“Porque o comunicado, tanto do MINISTÉRIO DO INTERIOR como o da DEFESA NACIONAL, são extremamente lacônicos e muito superficiais e não respondem aquilo que é o anseio da população”, chutou Mondlane.

O maior partido da oposição moçambicana aponta que há uma necessidade das Forças de Defesa e Segurança comunicarem com a população, como por exemplo sobre o que está a acontecer em Cabo Delgado, “justamente pela falta de informação periódica e concreta que leva a grandes especulações, sobretudo porque a situação de Cabo Delgado tem também associados outros factores que são problemáticos”, justifica.

A RENAMO veio a público esta sexta-feira também para lamentar a atuação de forças militares de governos estrangeiros que não tiveram aprovação da Assembleia da República, do Conselho de Defesa e Segurança bem como do Conselho de Estado, o que segundo a perdiz leva o país a ser governado de uma forma descoordenada e estar vulnerável a qualquer tipo de agitação e a uma insegurança total.

“A questão não é dizer que a informação é falsa mas que o Estado Moçambicano deve garantir segurança aos seus cidadãos e nesse aspecto em particular o nosso estado tem falhado bastante. Moçambique hoje é considerado um dos países mais perigosos para adolescentes e jovens, mais perigosos para fazer investimento, um dos mais perigosos do mundo para se viver e isto significa que é um Estado que não consegue garantir segurança nem para seus cidadãos, nem para o investimento”, concluiu Venâncio Mondlane.

Recordar que o Ministro da Defesa Nacional, Jaime Neto, na sua comunicação a população disse que há uma necessidade de se denunciar qualquer grupo que fomente agitação e que não está a acontecer nenhum recrutamento compulsivo.

RENAMO condena atuação das FDS e diz que SISE ficou paralítico

“Na verdade esta agitação está a acontecer num momento em que decorre o processo de recenseamento que decorre anualmente entre os meses de Janeiro e Fevereiro e não significa que todos recenseados vão ser abrangidos pelo serviço militar porque há procedimentos”, explica Jaime Neto.

Para o Ministro os jovens que se recenseiam passam por um processo de triagem e depois são inspeccionados e daí a incorporação. “O que nós apelamos neste momento é que a população seja vigilante e também é importante que denuncie as pessoas  que forem encontradas a fazer essa desinformação”, esclarece o ministro.

Jaime Neto aponta as esquadras como primeiras instâncias para a população recorrer em caso de desinformação ou tumultos, as autoridades locais.

O Ministério da Defesa Nacional aponta que não tem necessidade de recrutar jovens nesses moldes pois tem forças suficientes para garantir a ordem e tranquilidade públicas tanto no teatro de operações do Norte do País bem como no teatro de operações na zona central do país.

 

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