RENAMO REAGE A ACUSAÇÃO DE ABANDONO DE DELEGADOS DETIDOS

RENAMO REAGE A ACUSAÇÃO DE ABANDONO DE DELEGADOS DETIDOSDepois que os dezoito (18) delegados políticos do partido Nova Democracia terem sidos restituídos a liberdade após o pagamento da causa de 720 Mil meticais passados 45 dias detidos nas celas na província de Gaza, o maior partido da oposição tem vindo a receber críticas e acusações de abandono de seus delegados políticos que encontram-se detidos na mesma província a Renamo revelou ao Jornal Visão que as informação que circula nas redes sociais de que este movimento político abandonou seus membros e que nada faz para a sua libertação não consta a realidade.

Segundo, André Madjibire o seu partido está sim preocupado com a restituição da liberdades dos seus membros. A fonte avança ainda que o partido Renamo não só tem delegados detidos na província de Gaza mas sim em vários pontos do país. “ Não só em Gaza, em muitos sítios temos nossos membros detidos no processo das eleições, e nós estamos a trabalhar nesse para que eles sejam soltos naturalmente, e lamentamos que tenha acontecido esta situação de pessoas que nem deveriam ter sidas presas mas estão presas por causa por causa da intolerância política neste país”, refutou assim as acusações de abandono de membro.

Entretanto, sem a avançar os passos dados até aqui para que estes membros sejam soltos Madjibire garante que em breve estes membros estão livres, e que o partido não os abandonou. “Existe coisas que não podemos falar aqui ao público, mas garanto que estamos a trabalhar no assunto”, concluiu a fonte. De realçar que diferente da Renamo que não demonstra ao público o que está fazendo com objetivo de retirar os seus membros detidos, o partido Nova democracia fez ao contrário, o que mostrou ao público e as famílias dos delegados o interesse que este movimento tinha para retirar os seus delegados maioritariamente jovens que encontravam-se detidos durante o processo do dia 15 de outubro, o mesmo gozam neste momento de liberdade.

Ainda nesta semana, segundo um comunicado desta formação política informa que o líder da Renamo, Ossufo Momade encontra-se de visita ao Reino dos Países Baixos para Haia, Holanda em busca de parceiros pós eleitoral. Momade faz-se acompanhar de alguns quadros seniores do partido Renamo, entre membros da comissão política, deputados e chefes de departamento nacional. Na manhã da terça-feira, 3 de Dezembro, Momade manteve um encontro com o Director do Instituto Holandês para a Democracia Multipartidária (NIMD) onde partilhou alguns desafios sobre do partido para os próximos anos, tendo em conta o início de um novo ciclo de governação.

“A desmobilização dos militares é uma prioridade para a Renamo. Mas os nossos militares ainda estão nas nossas bases porque a desmobilização é um processo e deve decorrer de forma condigna. O nosso desmobilizado deve voltar para a casa com dignidade. Este é um processo que requer muita paciência e atenção, por isso, insistimos que os nossos homens devem estar enquadrados em todos os ramos das Forças de Defesa e Segurança, incluindo o SISE, pois é lá onde são feitas manobras que desestabilizam o país, como são os casos de perseguições de membros dos partidos políticos, da sociedade civil, manobras eleitorais, entre outras”, referiu Momade, tendo- se distanciado das incursões militares que tem estado a afectar a região centro do país.

“Os ataques que estão a ocorrer no país, mais concretamente na região centro, não tem a ver com a Renamo. Eles dizem que não concordam com o Ossufo e atacam a população, viaturas e até instituições. O que tem a ver estes alvos com o facto de estarem contra Ossufo Momade? Estas pessoas estão a agir por conta própria. A Renamo continua focada na implementação dos acordos assinados no âmbito do DDR”, disse o líder da oposição. Olhando para os desafios do partido nos próximos anos, o líder da Renamo mostra-se preocupado com o estágio da democracia em Moçambique. “O fim da democracia não é um problema só da Renamo. O fim da democracia em Moçambique vai ser um recuo para toda a sociedade. Por isso temos este compromisso de continuar a trabalhar para que a democracia não pare. Não podemos deixar que um partido político faça tudo o que quiser no país, Por isso estamos aqui na Holanda para buscar parcerias e alertar ao mundo que a democracia encontra-se ameaçada e com o risco de regredimos, o que seria mau para o bem-estar dos moçambicanos”, referiu Ossufo Momade.

“Queremos que o nosso partido cresça mais e que seja ainda mais forte. E nos municípios onde estamos a dirigir, queremos dar o exemplo de boa governação quer pela transparência, assim como pela melhoria da qualidade de vida da população”. Ossufo Momade destacou ainda na sua comunicação que nos próximos anos o partido vai continuar a defender uma agenda favorável ao desenvolvimento inclusivo, sendo que para tal algumas premissas devem ser observadas. “A Renamo vai continuar a trabalhar para que o povo se sinta dono do seu país e para que não haja perseguição ou limitação de oportunidades em função da cor partidária, província onde vive, religião, cor da pele. Somos todos moçambicanos e devemos ter acesso aos serviços de qualidade de saúde, educação, emprego”, prometeu o líder da Renamo.

Por: Nádio Taimo

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