RESUMO: UM MORTO E 44 DETIDOS EM MANIFESTAÇÃO EM MASSINGA | Jornal Visão

RESUMO: UM MORTO E 44 DETIDOS EM MANIFESTAÇÃO EM MASSINGA

RESUMO: UM MORTO E 44 DETIDOS EM MANIFESTAÇÃO EM MASSINGA

A manifestação que aconteceu nesta quarta-feira (29) na autarquia de Massinga, na província de Inhambane fez um morto, vários feridos e 43 detidos, uma parte dos detidos foi confirmada na tarde desta quinta-feira a sua detenção passado de 22 avançados logo para 44 já no final da tarde.

As escaramuças iniciaram por volta das 15h e foram ate as altas horas da noite, ate por volta das 22h ainda era possível ouvir tiroteios entre os agentes da polícia e os manifestantes.

A estrada nacional número 01 naquela autarquia ficou intransitável por varias horas devido a colocação de pedras, troncos e pneus queimados a partir do banco BCI ate ao mercado central. De realçar que a manifestação advém do desentendimento entre os comerciantes e a polícia municipal. Os vendedores queixam-se de extorsões por parte da corporação Municipal, a mesma é acusada de confiscar mercadorias dos vendedores informais que vendem nas bermas da estrada, e para que os vendedores possam reaver os seus produtos são cobrados valores monetários elevados. A polícia tem feito um trabalho para retirar os informais da estrada.

Algumas das fontes que falaram ao Jornal Visão em Inhambane, dizem terem sido indicados o Mercado 7 de Setembro para a execução das suas actividades comerciais, mas clamam a falta de condições naquele local pois, até então não há terminal e paragens dos carros, factor muito importante no negócio que desenvolvem. São na sua maioria vendedores de produtos comestíveis e de primeira necessidade, cosméticos, utensílios domésticos entre outros.

O comandante da polícia Municipal, tentou sem sucesso apaziguar a situação, dado que ele não seja o indicado para interagir com os vendedores. Entretanto, no auge das manifestações a Presidente da Autarquia de Massinga, Medy Geremias tentou sem sucesso interagir com os manifestantes que também exigiam a sua demissão. A edil é acusada de prática de corrupção e de nada fazer para desenvolver a autarquia.

Segundo Donaldo Zunguza, munícipe daquela autarquia nada mudou desde que a vila passo a ostentar o título de município. “Desde 2008 que passou para uma autarquia nenhuma coisa boa fez-se ate hoje, nenhum mercado de raiz, enquanto cobram licença diariamente. Não há abertura de vias de acesso, as poucas ruas abertas os munícipes é que contribuíram para tal”, desabafa a fonte. A greve que partiu de um desentendimento entre as autoridades e os vendedores abriu espaço para outras reclamações ligadas a gestão da autarquia. Portanto, enquanto uns exigiam da edilidade condições favoráveis para o exercício das suas atividades comerciais, outros exigiam a demissão da edil defendendo-se na justificativa desta nada fazer para o desenvolvimento da mesma.

Segundo as informações que o Jornal Visão teve na tarde desta quinta-feira, davam conta de que as manifestações poderão continuar. Os vendedores afirmam que enquanto a edilidade não aceitar as suas exigências a grave não ira parar, e prevê-se mais marchas ao longo do final de semana. Entretanto, diferentes forças da polícia encontram-se neste momento espalhadas por vários pontos da autarquia para evitar novas manifestações. Realçando que uma nova força policial foi destacada a partir da cidade de Inhambane para reforçar a segura naquela autarquia. Apesar da presidente daquela autarquia ter-se disponibilizado para negociações com os manifestantes refira-se que o caso ainda não tem desfecho aguardando-se esperançosamente  por uma saída.

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