REUNIÃO PÚBLICA DA MOZAL: SOCIEDADE ABERTA EXIGE MAIS TEMPO NA APRESENTAÇÃO DAS PREOCUPAÇÕES DA POPULAÇÃO

A organização da sociedade civil moçambicana, Sociedade Aberta exige mais tempo para a apresentação das preocupações da população nas reuniões públicas da empresa Mozal que acontecem a cada seis meses. O objectivo central deste encontro entre a empresa e a população é a apresentação dos resultados de responsabilidade social e corporativa desta empresa localizada na província de Maputo, que opera no ramo industrial.

Marília Talufe, Representante da Sociedade Aberta fazendo análise do relatório apresentado esta quinta-feira (27), revelou ao Jornal Visão que o tempo disponibilizado para que a população possa apresentar as suas preocupações é bastante curto, o que faz com que os beneficiários das acções sociais não apresentem na totalidade as suas prioridades ou preocupações, e as possíveis soluções. Uma destas preocupações apresentadas pela população está ligada a degradação de estradas e ruas em algumas comunidades naquela região.

“ Eles trouxeram aqui vários aspectos, acções que são realizadas e mais do que isso trouxeram os resultados que são alcançados olhando para aquelas que são as responsabilidades sociais. Mas temos aqui um aspecto que nós achamos que para as próximas auscultações públicas deveria observar-se e tomar-se mais atenção que é o tempo, eles não dão o devido tempo as comunidades para apresentarem todas as preocupações, o tempo é muito limitado e não permite que se apresente todas as preocupações. Nós sabemos que as comunidades têm várias necessidades e existem prioridades, é uma necessidade de se dar mais tempo para discutir-se as possíveis soluções dos problemas que são identificados das comunidades”, avançou Marília.

Outra preocupação apresentada pela Sociedade Aberta está ligada a questões ambientais, e segundo a representante da organização da sociedade civil está é uma preocupação recorrente que a organização têm vindo a buscar soluções para a acabar com poluição do ar. A fonte diz que o mau cheiro libertado e que é inalado pelas comunidades provem das empresas existentes no parque industrial de Beluluane, mais não directamente da Mozal mas realça que estas empresas operam a nível da Mozal, assim sendo é uma obrigatoriedade da Mozal fazer um trabalho junto destas empresas para resolver está problemática.

“Um das nossas propostas para acabar com este mau cheiro, é a realização de um fórum empresarial que ainda estamos a discutir quando será realizado mas a ideia deste fórum é de premiar as melhores empresas que fazem a gestão ambiental na província de Maputo. Sabemos que são várias empresas que operam a nível do parque industrial de Beluluane por causa dessas incrementadas elas provocam muito cheiro então a ideia é premiar as melhores empresas e trazer as boas práticas e deixar recomendações a aqueles empresas que têm um nível muito baixo”, revelou Marília. Entretanto em relação as actividades realizadas pela Mozal, a Sociedade Aberta defende ainda a necessidade das organizações da sociedade civil unirem-se no sentido de monitor as acções que são realizadas para que as comunidades possa progredir.

Em relação a qualidade do ar ambiente, segundo a o relatório apresentado está semana a Mozal avança que numa base semestral realiza duas campanhas da determinação da qualidade do ar nos arredores da empresa das suas instalações portuárias, usando um total de 15 pontos de colheita de dados. As campanhas incluem a monitoria do dióxido de enxofre, matérias particulados de 2,5 e 10 de dióxido de nitrogénio, fluoretos de hidrogénio, compostos orgânicos voláteis e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos.

Entretanto, alem desta campanha a empresa realizou uma investigação que culminou com a identificação da proveniência de um odor forte que exalava em volta do parque industrial de Beluluane e que atinge as comunidades circunvizinhas. Identificada a empresa responsável pelo odor, o assunto está neste momento a ser monitorado pelo PIB, entidade que gere assuntos relacionados com as diversas empresas instaladas no parque.

No ano financeiro de 2018/2019 a Mozal investiu cerca de 4,7 milhões de dólares em projecto de desenvolvimento comunitário. No mesmo período foram desenvolvidos e financiados vários projecto dentro de cinco pilares da estratégia da empresa, e em conformidade com as prioridades do governo e da comunidade. A estratégia desta empresa compreende várias áreas de investimento tais como Planificação para o desenvolvimento sustentável, saúde e bem-estar, educação e emprego, empreendedorismo e agro-negócios. De realçar que algumas destas actividades a Mozal tem trabalhado parceiros de implementação dos seus projectos.

No ramo da saúde a empresa financiou a Tchau-Tchau, uma organização que trabalha no combate a malária. As acções desta organização culminaram pulverização que iniciou a 20 de Agosto que abrangeu cerca 450 mil agregados familiares, e beneficiou directamente mais de 1.2500 mil pessoas em oito distritos na província de Maputo. Este projecto empregou cerca de 1500 jovens, dentre os quais, 64% do sexo feminino.

O relatório das actividades realizadas pela Tchau-Tchau Malária foram colocadas em questão pela Chefe do quarteirão célula E1 no Bairro de Jonasse, Ivete Cassamo que denunciou a descriminação na selecção das casas a serem profetizadas. Ivete afirma que no seu quarteirão não conhece nem uma casa que beneficiou-se desta acção e denuncia a cobranças ilícitas para tal. “ Por varias vezes passaram em frente da minha casa eu presente e acabei perguntando se não lhe diziam nada porquê, porque no meu quarteirão nenhuma casa havia sido pulverizada. Primeiro escolhem as casas e há cobranças para poderem pulverizar”, revelou Chefe de quarteirão de um dos bairros beneficiários destas acções.

O sector da educação e emprego foi o que levou a maior percentagem do orçamento, tendo sido investido em 2018/2019 cerca de 48% do orçamento. Neste ramo foram atribuídas a jovens do sexo feminino 20 bolsas para a faculdade de engenharia da UM e 15 para o Instituto industrial e de computação Armando Guebuza. Aumentando assim o número de mulheres cursando engenharias nas universidades do país para um total de 40. Destaca-se também a reabilitação e apetrechamento de material escolar e informático em alguns estabelecimento de ensino

 

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