REVITALIZAÇÃO DA AIMO PODE TRAZER MUDANÇAS NA INDÚSTRIA MOÇAMBICANA

REVITALIZAÇÃO DA AIMO PODE TRAZER MUDANÇAS NA INDÚSTRIA MOÇAMBICANA – No quadro de melhoria do trabalho que a AIMO vem fazendo no território nacional, tomaram posse a 26 de Fevereiro do ano em curso novos membros. Para a AIMO este momento é de revitalização da associação e também do papel que esta tem na economia moçambicana, pois não se pode falar de indústria local sem os fazedores industriais, que são os que tomaram posse que também vão desenhar uma agenda precisamente deve revitalizar e dinamizar a indústria no país.

As informações reveladas pelo PCA da AIMO Rogério Samo Gudo, apontam que o termo revitalizar implica que indústria está moribunda, pois nos últimos 10 anos houve um decréscimo mais do que o esperado e em 2017 a sua contribuição foi de 11,7% e agora está nos 8.7%, o que no entender do dirigente significa que realmente a indústria de facto adormecida.

Samo Gudo aponta que o crescimento económico da indústria segue regras e a primeira é abra-se um espaço de discussões e movimentos econômicos do país estão a fazer. “Trazer a posição e a visão da AIMO na economia, pois a preocupação é maior no que diz respeito a prestação a qualidade das exportações no país, a competitividades das indústrias, com a modernização, capacidade, formação técnica profissional e a integração das outras indústrias como a indústria doméstica, extractiva e a de agro processamento”, refere Samo Gudo.

“É preciso que haja instrumentos financeiros, do Fundo Nacional de Indústria que possa permitir que essas possam ser alavancadas não só com capacitação e certificação mas também com o acesso ao mercado e inovação, pois a indústria moçambicana tem sido uma indústria sofrida e tem tentado competir mas ela não consegue porque as economias que tem industrias são bastante competitivas em relação a moçambicana. Há uma necessidade de olhar a Lei do Trabalho se ela é competitiva para aquilo que está a se fazer agora  e se a mesma lei vai responder, também as expectativas das políticas e estratégias podem dar resposta e incentivo que possam alavancar a indústria doméstica” disse Samo Gudo.

O PCA da AIMO, explica que os factores que impulsionaram no encerramento das empresas estão ligados aos altos custos operacionais, a obsolência dos equipamentos e a falta de financiamento reajustado a realidade. “O número de empresas significativas que ainda existem estão a operar abaixo do nível da sua capacidade, levando ao desemprego de centenas de jovens e que apesar de vários outros desconhecidos constrangimentos de natureza e mesmo assim o país tem alcançado índices significativos de crescimento que legitimam a crença no desenvolvimento e concretização de um futuro social-econômico e próspero rompendo por definitivo o conceito de pobreza absoluta que retarda o bem-estar dos moçambicanos”, refere SAMO GUDO.

Samo Gudo diz que Parte da prosperidade é resultado do abnegavél contributo do sector privado constituido pela CTA- Confederações das Associações Económicas que na qualidade de parceiros estratégicos do governo ao longo dos anos, tem sabido ouvir e interpretar o imperativo nacional na busca de soluções para o aumento da qualidade, produtividade e competitividade empresarial.

“Neste contexto assinalamos o contributo fundamental que a associação tem prestado ao longo dos anos desde a sua criação há mais de 30 anos, cumprindo o seu papel como interlocutor industrial no diálogo com o governo para a melhoria do ambiente de negócios”, aponta Samo Gudo.

SAMO GUDO afirma que v visão da AIMO é de um país com um setor industrial dinâmico e competitivo que contribua para o bem-estar social-económico dos cidadãos através da geração de empregos sustentáveis.

Associação Industrial de Moçambique propõe uma agenda que estimule a revisão e implementação de políticas e estratégias, alicerçada de objectivos concretos que promovam o desenvolvimento industrial e do seu papel na economia moçambicana.

“Ueremos uma AIMO que contribua para o aumento das exportações através da produção nacional, para tal, promoveremos a competitividade industrial, a geração de empregos, a geração de divisas e a melhoria da balança de pagamento, atracção de maior investimento industrial tanto doméstico como estrangeiro, uma indústria sólida e unida que olhe para sectores chaves como a indústria extractiva a agroindústria e a transformadora para tal contribuiremos para o desenvolvimento de programas de ligações industriais do Conteúdo local como por exemplo do movimento Moz Link desenvolvido em 2013 pela Mozal e a CPI, o desenvolvimento da cadeia de valor das matérias primas locais no caso de algodão, adubos fertilizantes,  metal, alumínio, cobre gás e janelas, são exemplos de materiais que vão permitir o desenvolvimento industrial, também a diversificação da produção local e a produtividade, a especialização tanto na força de trabalho como nas micro, pequenas e médias empresas”, avança Samo Gudo.

A AIMO através do seu PCA aponta que quer atrair e desenvolver o comércio com outros sectores económicos como a banca e seguros, a energia e água, logística e infraestrutura e assim contribuir para o surgimento de produtos financeiros especializados e atractivos para que a indústria seja exemplo da criação de um fundo nacional de desenvolvimento industrial, contribuiremos também para redução de custos de transação, para uma maior e melhor fiscalização, para construção de um parque industrial.

É também ensejo da AIMO a promoção duma indústria moderna que atenda os desafios do momento e do futuro, uma indústria preocupada com a formação profissional e através da certificação de empresas bem como melhorar a parceria com o INNOQ, assim como promover investimento na inovação tecnológica.

O Presidente da CTA Agostinho Vuma, aponta que a esperança é ver revitalizada esta associação percursora e para o efeito, é necessário uma AIMO organizada e forte, pois o actual estágio da descoberta e início dos recursos naturais como é o caso de carvão, petróleo e gás desafiam a arregaçar as mangas e de recuperar o cenário que as matérias primas nacionais em que quase 90% são transformadas no exterior.

“Desde já contamos com a vossa colaboração na liderança do pelouro da indústria e comércio e na promoção de maior fluidez das preocupações do sector privado no ramo da indústria para que como sempre possamos redimensionar as matrizes e voltar a tornar a indústria como factor dinamizador e decisivo no desenvolvimento nacional”, frisou Vuma.

O presidente das Confederações das Associações Económicas explica que nos últimos 10 anos a indústria da manufactura em Moçambique teve um decréscimo significativo e em 2017 a sua contribuição no PIB foi de 8.7% contra 11.8% registados em 2018, e esta queda dentre vários factores explica-se pelo sufoco a que as micro-industrias que perfazem mais de 60%, tem passado, dada a situação económica do país e consequentemente fraca competitividade que é o lema da AIMO.

“Só em 2018 cerca de 48 micro pequenas e médias do sector industrial fecharam as portas tendo resultado numa perda estimada em 1.8% de produção no sector, uma cifra significativa tendo em conta a tendência da desaceleração da contribuição do sector no Produto Interno Bruto. “Para reverter este cenário e o seu impacto e crescimento econômico a longo prazo e considerando que o sector é o principal actor nesse processo, desafio a Associação Industrial de Moçambique a coordenar uma reflexão profunda com todos aqueles sectores e stekholders do ramo industrial sobre os desafios para o desenvolvimento da indústria nacional e produção de medidas concretas e exequíveis para a sua alavancagem”, apontou Agostinho Vuma.

Associação Industrial de Moçambique (AIMO) representa mais de 300 membros de diferentes sectores desde associações de empresas de mineração, produção de sal, produção de algodão, metalurgia, metalomecânica, química, borracha, produção de alimentos, utensílios domésticos de estão mapeadas de Maputo até Cabo-Delgado.


Os Órgãos Sociais da AIMO – Associação Industrial de Moçambique, eleitos no dia 20 de Dezembro de 2019, tomaram posse hoje, 26 de Fevereiro, para um mandato de três anos. A seguir, a composição:

Mesa da Assembleias Geral
Presidente – Carlos Simbine – DUYS Moçambique
Vice-presidente – Casimiro Francisco – AMDCM
Secretário – Adrian Frey – Parque Industrial de Beluluane
Secretário – Seydar Ohhan Baydar – LIMAC

Direcção
Presidente – Rogério Samo Gudo – Escopil Industrial
Vice-presidente – Mubaraque A. Razac
Vice-presidente – Francisco F. dos Santos – Grupo JFS
Vice-presidente – José Novais – MOZAL
Vogal – Fernando Oliveira – SUMOL+COMPAL
Vogal – Hugo Gomes – CDM
Vogal – Paulo Chibanga – ENSERVE Moçambique

Conselho Fiscal
Presidente – Inocêncio Matavele – FARMOL
Vice-presidente – Francisco Carrilho – MECANOTUBOS
Vogal – Hage Amade Pedreiro – Intelec Holding, SA

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