ROVUMA LNG ANUNCIA 520 MILHÕES DE INVESTIMENTOS DE EXPLORAÇÃO NA ÁREA 4 DA BACIA DO ROVUMA

ROVUMA LNG ANUNCIA 520 MILHÕES DE INVESTIMENTOS DE EXPLORAÇÃO NA ÁREA 4 DA BACIA DO ROVUMA – A informação foi tornada pública esta terça-feira em Maputo num encontro do governo e o seu consórcio de Moçambique Rovuma Venture, sobre a decisão inicial de investimento para o projecto Rovuma LNG, na Província de Cabo Delgado. O projecto, visa extrair, liquefazer e comercializar gás natural, de dois reservatórias do complexo Mamba, localizada no bloco da Área 4 na bacia do Rovuma e irá produzir mas de 15.2 milhões de toneladas por ano e as infraestruturas associadas num investimento global de 23 milhões de dólares americanos.

“Este projecto trará ganhos nominais para o estado moçambicano na ordem de 45.000 milhões de dólares americanos, 3.8 mil milhões para ENG, e durante o período de construção espera-se que se empregue mais de 5 mil moçambicanos, acelerando o crescimento da economia do país, eliminando os problemas que afectam o povo”, apontou o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi. O Presidente da República afirmou ainda que com as acções que têm vindo a desenvolver no sector da indústria extrativa, assegura-se que nos próximos 5 anos terá investimento privado em curso superior, a totalidade do investimento e este encontro é um marco muito importante na decisão final que se espera que seja anunciado no primeiro semestre do próximo ano.

Nyusi ainda no seu discurso frisou que o projecto têm condições para avançar nas fases seguintes de desenvolvimento, produção, construção e comercialização, a decisão de consórcio da área 4 de antecipar na ordem de 520 milhões de dólares e as actividades preparatórias e assinatura do contrato de empreitada das infraestruturas de gás natural vai tratar mais ganhos ao país. Por outro lado, o Presidente da República salientou que o potencial contributo do sector de petróleo e gás para um crescimento rápido do produto interno bruto vai catalisar o processo de desenvolvimento das infraestruturas básicas e do sector base da economia, como agricultura, o agro-processamento e a comercialização agraria, permitindo às famílias que se encontram nas zonas rurais passarem de uma agricultura de subsistência para uma comercial, produzindo mais ou melhor que suportem para escoar os produtos para os mercados.

Adriano Mungine, vice-presidente executivo da NEH diz que as actividades na área da bacia do Rovuma-4 tiveram início em dezembro de 2006 após assinatura contrato de possessão de pesquisas e introdução, entre 2008 e 2012 foram realizadas diversas campanhas sísmicas e ideológicas, em todas elas na área da processão que permitirão na perfuração de 15 poços em descoberta de 85 de gás natural uma das maior descobertas dos últimos anos em todo mundo. Ainda neste âmbito o Vice-presidente da NEH acrescentou que com essa descoberta a NEH decidiu desenvolver dois projectos paralelos independentes para devastação desse imenso volume de gás natural e o primeiro projecto denominado projecto para sul será desenvolvido no alto mar através de uma plataforma flutuante, o segundo Rovuma LNG será realizado na terra.

De referenciar que o plano de desenvolvimento do projecto foi aprovado pelo governo moçambicano em maio de 2019 na mesma altura em que foi estabelecido o regime legal e contra actual para o avanço do projecto. O bloco Área 4 é operado pelo Moçambique Rovuma venture, que reúne os grupos Exxon Mobil e ENI, ambos com 25% e a estatal Chinesa National Oil Gas  Exploration  development Company com 20%, os restante 30% divididos em partes iguais entre os grupos Sul-Coreanos Kogas, Português Galp Energia e a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos.

Por: Armando Manhiça
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