SERVIÇOS ESSENCIAIS PODERÃO SOFRER NOVAMENTE UMA PARALISAÇÃO EM MOÇAMBIQUE

Depois da terceira onda da covid-19 e suas variantes atacarem o mundo, Moçambique apertou na última semana a situação e nesta quinta-feira o Estadista Filipe Nyusi reiterou que a PRM deve combater os infractores com bravura.

Moçambique, que já conheceu números mais baixos nos 60 dias anteriores a Junho, voltou a carga mais alta num período de 3 semanas, chegando a atingir 850 casos diários. Um aumento de 800% quando comparado aos meses de Abril e Maio.

Com a variante Delta plus em Moçambique, que entrou pela província de Tete, mais ao centro de do país, segundo números divulgados pelo Instituto Nacional de Saúde, a tendência é desoladora, o que poderá obrigar um aperto mais gravoso nos próximos dias, caso os números de novos infectados pelo vírus não baixe. Só para citar alguns casos de sucesso, até ao dia 29 de Maio, o país registava por dia 15 infectados pelo novo coronavírus, mas a situação agravou-se nas últimas duas semanas de Junho, onde os novos casos contabilizavam 250 e até a última semana do sexto mês do ano a média era de 482.

Ao reduzir-se o nível de propagação, o país ganha, pois, muitos moçambicanos continuarão com emprego que é formado na sua maioria por comerciantes informais. Aliás, porque está neste momento na mesa o debate sobre o possível reajuste salarial de 2021, todas as expectativas podem ir abaixo caso a situação pandémica não abrande.

Durante a comunicação à Nação, Filipe Nyusi, Presidente da República de Moçambique, repisou bastante a realização indevida de eventos sociais que não respeitam o distanciamento social e o excesso de diversão envolvendo nalguns casos pessoas de alto escalão na função pública.

Os resultados da comunicação do Chefe de Estado moçambicano, estão em implementação e esta semana, na Direcção de Identificação Civil, localizada na Avenida 24 de Julho, no centro da cidade de Maputo, que antes registava enchentes, estava com menos de 30 utentes na fila de espera.

Durante uma comunicação à imprensa o porta-voz da DIC Maputo Alberto Sumbana, disse que a solução encontrada para evitar enchentes é a distribuição de senhas e alistamento dos utentes.

“As senhas distribuídas têm o indicativo da hora em que a pessoa será atendida. Após receber a senha, o utente deve retirar-se das nossas instalações e voltar na hora delimitada. Com isso, queremos evitar enchentes”, esclareceu.

Apesar dos avanços o Porta-voz reconhece que o sistema ainda não é eficaz, pois há utentes que ainda não entendem a nova forma de trabalho.

“Reduzimos, também, o atendimento de pessoas. Nos distritos, passamos a atender 30 pessoas por dia. O posto da Matola que tem o número elevado de clientes passa atender 50 pessoas por dia e, na sede dos Bombeiros, em que se recebiam 600 pessoas, reduziu o atendimento para 100”, explicou.

Apesar de ter sido estipulado o atendimento de até 30 pessoas, alguns pontos nem recebem 10 utentes, por isso o porta-voz aconselha os requerentes a dirigirem-se a esses pontos para se evitar aglomerações.

Desde ontem, todos os vistos caducados deixaram de ser válidos, mas, mesmo assim, a procura pelos serviços para renovação é muito reduzida, pelo que o SENAMI alerta que todos os estrangeiros em situação irregular serão penalizados.

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Sobre o autor: Redacção do Jornal Visão Moçambique
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