SIBINDY: COMO CURAR UM DOENTE QUE NÃO RECONHECE A PANDEMIA DA SUA DOENÇA?

Yaqub Sibindy, líder do movimento político PIMO diz que o partido no poder não está aberto a receber críticas vindos da oposição. Tudo parte de uma crítica do líder, que faz ao governo liderado por Filipe Nyusi após tornar-se pública a informação de degradação precoce na ressente estrada inaugurada pelo chefe do Estado no mês de Dezembro do ano passado na província do Niassa, no troço Lichinga/Mandimba. A via em questão, que ficou destruída antes de 30 dias é fruto de um financiamento da Jica e do Banco Africano de Desenvolvimento, através de um esforço conjunto do governo.

Entretanto, após a destruição precoce o Yaqub pronunciou-se chamando a vía destruída de “Estrada fantasma”. A fonte diz que esta situação advém da negligência dos dirigentes, pois este não aceitam críticas e nunca admitem os seus erros. Segundo este, os moçambicanos não tem mais como confiar na mesma liderança que constrói estradas que destroem-se antes dos seus uso, e em pouco tempo de vida. “Como curar um doente que não reconhece a pandemia da sua doença? Que tipo de esperança o povo, espera que a Frelimo venha combater a corrupção com todo o rigor, se até agora não reconhece que o seu aparelho político-governamental está infestado de corruptos?”,- Questiona o político.

“Como é que Moçambique, perante o mundo, assim como perante a todos os moçambicanos, pode ainda continuar a alimentar esperança de alcançar um desenvolvimento sustentável e próspero, a ser executado por um governo que não reconhece os seus erros, mesmo com as provas exibidas de uma estrada inaugurada pelo Chefe do Estado que em menos de 20 dias após a inauguração pomposa, voltou a partir em pedaços, a provando mais uma vez que Nyusi não serve para dirigir um Moçambique para todos”, acrescenta Yaqub.

Sibindy defende ainda a responsabilização criminal de todos aqueles que negligenciam as regras e outros pressuposto para a construção de infraestruturas públicas de qualidade. Na sua opinião não deve-se gastar valores do povo em vão, não se pode construir sempre mesmas infra estruturas porque a qualidade não é das boas para tal. “O Ministro das Obras Públicas e Habitação responsável material pela construção da fantasma estrada, também renovou confiança, ao ser nomeado para o segundo mandato por um período de mais 5 anos. Estamos perante um regime teimoso que não aceita o veredicto popular, e o pior de tudo, não reconhece os erros diagnosticados gratuitamente pela oposição”, concluiu Yaqub Sibindy.

Há que lembrar, que na inauguração da estrada em questão o Presidente da República afirmou que a mesma era uma das melhores estradas que o país e a província têm. “Cuidem bem da estrada para durar mais anos, não façam dela um corredor da morte, conduzam com prudência, porque há muitas curvas. A mesma custou muito dinheiro ao Estado, e é uma das melhores estradas que o país e a província de Niassa têm”, disse o presidente na ocasião. Infelizmente este troço que esperava-se que durasse mais tempo, e que era uma estradas melhores que o país têm, começou a destruir-se antes de completar um ano, bastou a chuva cair para colocar em questão a qualidade da mesma.

De realçar que a “estrada fantasma” não beneficiou de intervenção de raiz, na altura da reabilitação da via, em virtude da insuficiência de fundos para o alargamento da ponte próxima da secção em causa, segundo informações avançadas pelo Director-Geral da Administração Nacional de Estradas (ANE), César Macuacua depois da destruição. A fonte avançou ainda que o mesmo troço que foi destruído pelas últimas chuvas que caem no país, e a mesma irá beneficiar-se de atividades de reconstrução de raiz, trabalhos estes agendados para depois da época chuvosa, e incluem também o alargamento da ponte.

Por: Nádio Taimo

 

398
Fechar

Capa da Semana

Fresquinha e Quente está a edição número 105

Anuncie aqui – 872007240

PUBLICIDADE E ANÚNCIOS
PUBLICIDADE E ANÚNCIOS
%d blogueiros gostam disto: