SOCIEDADE CIVIL MARCHA EM REPUDIO DO ASSASSINATO DE ANASTÁCIO MATÁVEL “MATAVEL MORRE, A CAUSA FICA”

Na sequência do assassinato inexplicável do activista social e membro da Sala de Paz “Anastácio Matável” por agentes da Lei e Ordem, subunidade da Intervenção Rápida-Gaza no dia 07 de Outubro do ano em curso, na cidade de Xai-Xai, aquando da orientação da formação aos observadores Eleitorais, a Sociedade Civil Moçambicana e a população em geral está chocada e aterrorizada com este bárbaro crime.

Neste âmbito a Sociedade Civil marchou em Maputo de forma a repudiar veementemente este acto cruel, intimidatório e sem razão de ser, exigir segurança aquém de direito a responsabilização dos autores morais e materiais e exigir segurança e reforçar o empenho de todos para por termo a esta acção desumana e antidemocrática.

A representante do Grupo Moçambicano da Divida Eufrigina Manoela Coordenadora disse que à sociedade civil este chocado com este acto Cruel e sem justificação que em plena campanha eleitoral esvazia completamente o slogan “eleições Livres, apacificas, Justas e Transparentes ”, enfraquecendo consequentemente, todo um esforço de paz e democracia no país, agravando também o ambiente de insegurança e retardando o processo de reconciliação.

“A Sociedade Civil Moçambicana exige as instituições do Estado, especificamente as forças da lei e ordem e as de justiça, sirvam de instrumento de defesa do interesse da população, pois está cansada do clima de intimidação, assassinos e guerra e almeja a liberdade plena e a prosperidade”, desabafou Eufrigina Manoela.

Eufrigina acrescentou que se desenganam os que continuarão oprimindo a população moçambicana disfarçados nas instituições e símbolos do Estado, também os que pensam que continuarão fazendo a vida as custas do sacrifício dos direitos mais fundamentais da população, e ainda os que pensam que o acto iníquo fosse suportar os seus intentos desmerecidos. “Pelo contrário, a população moçambicana está cada vez mais firme no caminho da justiça, na protecção dos direitos fundamentais e da liberdade, no fortalecimento dos rudimento da democracia e em prol duma maior equidade social, ideias essas que custaram a vida a Matavel”, argumentou Manoela.

Segundo Joaquim de Oliveira Micar Director da Advocacia e Mobilização de recursos da FDC frisa que este acto de apresentação do seu sentimento em público significa que a sociedade civil não tem medo daquilo que seria o exercício dos diretos de um cidadão, portanto a sociedade civil não está intimidadas e vai levar a luta que Matável iniciou e deixou para os moçambicanos para leva-lo avante.

“Exigimos e queremos que seja esclarecido este acto bárbaro que está associado há agentes da Lei e Ordem, para que o nosso companheiro descanse espiritualmente” rematou Joaquim.

Numa outra abordagem Paula Mondlane representante do Cento de Estudos da Sociedade Civil (CESC) disse que a morte do Matável tornou-se um susto para sociedade civil e a comunidade. “O nosso primeiro ponto é a justiça e estamos organizados para exigir a responsabilização, e esperamos que o estado cumpra com todos procedimentos de investigação de forma a responsabilizar os que assassinaram Anastácio Matável sejam encontrados “, explicou Paula Mondlane.

De realçar que a marcha contou com a presença de membros da sociedade civil, organizações não-governamentais e jornalistas, que trajavam de vestes pretas, camisetes estampadas por uma foto do activista com lema “Matável Morre e a causa vive”, simbolizado luto, para dizer não aos assassinatos, não as intimidações, não a Violação dos Direitos Humanos.

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