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SUBCONTRATADAS PARA CONSTRUIR ESCOLAS E SANITÁRIOS EM GAZA: GRUPO C. MONDEGO, SA, ACUSADO DE BURLAR 10 MILHÕES DE METICAIS

Um grupo de empresas de construção civil sedeadas na província de Gaza, a Sul de Moçambique, subcontratadas pelo Grupo Construtora do Mondego, SA, para construção dos sanitários de parte das escolas secundárias da província de Gaza, no âmbito das obras de emergência para a mitigação da COVID-19, manifestou sua indignação para com o proprietário da empresa contratante devido à demora na alocação dos fundos segundo emana o contrato assinado por este com os seus subcontratados. Manuel Pereira, Administrador Delegado do Grupo Construtora do Mondego, SA, por sinal Presidente da Federação Moçambicana dos Empreiteiros, é acusado de ter em sua posse acima de 10 milhões de meticais para o pagamento das facturas dos empreiteiros que realizaram obras a mando da sua instituição.

Os queixosos apontam irregularidades no pagamento das obras em causa que somam 11(onze) escolas da província de Gaza, nomeadamente as Escolas Secundária de Chimundo, Coca Missava e Mohambe em Chibuto, de Guijá e Javanhane em Guijá, de Lionde, Manjangue e Chilembene em Chókwè, Armando Emílio Guebuza em Ndindiza no distrito de Chigubo, e Centro Internato de Mapai no distrito de Mapai. Adiante as cinco empresas nomeadamente Ilufemo Construções, Lda, Construções Murrade, Lda, Yakani Construções, Yuksel Construções e Índico Construções, Lda, referem que as obras foram concluídas à excepção de uma prevista para esta Sexta-feira, 30 de Julho.

“Algumas foram já oficialmente entregues nos meses de Março, Abril, Maio e Junho, sem correspondentes pagamentos pelo Grupo C. Mondego, SA”, revelam os construtores.

Segundo o representante da Associação dos empreiteiros de Gaza, João Marcos Mangave, o Grupo C. Mondego, SA, foi contratado pelo Estado moçambicano através da Administração Nacional de Infra-estruturas de Água e Saneamento(AIAS), um instituto público de direito moçambicano que no que lhe concerne subcontratou várias empresas sedeadas naquele ponto do país, incluindo alguns da província de Maputo em diferentes datas durante o segundo semestre do ano 2020, devido à reconhecida incapacidade de ela sozinha executar as obras que se comprometera com o Estado moçambicano.

Mangave aponta que as empresas subcontratadas cumpriram com zelo as prescrições do projecto dos sanitários e fizeram facturas conforme as medições do volume das obras nos termos de cada contrato. “Todavia o Grupo C. Mondego, SA, não cumpre os prazos de pagamento, alegando, nas poucas ocasiões em que o seu administrador delegado se pronuncia que o AIAS não lhe disponibiliza os fundos necessários em tempo oportuno”, acrescentou.

Na via de persuadir o devedor, que segundo os cinco empresários não está a honrar seus compromissos, estes chamam à razão o Estado para intervir pelo bem das infra-estruturas erguidas à favor da sociedade estudantil.

Os proprietários das empresas alertam igualmente, que não descartam o uso de mais formas permitidas pela lei e pelo costume, incluindo o encerramento de todos os sanitários em dívida, para pressionar o Grupo C. Mondego, SA, a pagar o que lhes deve.

Os representantes das cinco empresas tentaram manter um encontro com o Administrador Delegado do Grupo C. Mondego Manuel Pereira, que por falta de resposta a interpelações por via telefónicas, cartas, emails e diversas mensagens escritas por telemóveis e WhatsApp bem como em reuniões individuais, sempre fracassadas, chegaram a uma decisão de procurarem-no em grupo.

O Grupo C. Mondego, é conhecido ao nível nacional por subcontratar empreiteiros para a execução de obras públicas tal como ocorreu em 2016 quando um trabalhador morreu ao cair do 13.º andar de um prédio em construção, na Avenida 24 de Julho, em Maputo, quando pretendia preparar-se para iniciar as suas actividades, afecto á empresa construção Langa, subcontratada pela (Mondego).

O encontro marcado pelas cinco empresas que ia ter lugar nesta Quinta-feira em Maputo, foi fracassado mais uma vez.

Refira-se até ao fecho desta edição a nossa equipa de reportagem contactou o Administrador Delegado do Grupo C. Mondego, SA, Manuel M. Pereira que respondeu nos seguintes moldes “eu sou por demorar uma semana sou pressionado e quantas empresas do Estado que não pagam…?”

Manuel Pereira, justificou ainda que o seu administrador financeiro teve covid por uma semana e que hoje (Sexta-feira) promete desbloquear o assunto.

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