O lançamento de Facelift marca a chegada de uma obra de ficção que combina ritmo, sensibilidade, suspense e inteligência narrativa em uma trama que captura o leitor desde a primeira página. Assinado por Liza Andrews e Trace Sherer o livro se apresenta como daqueles raros títulos que não permitem leitura fragmentada: é começo, meio e fôlego contínuo até a última linha.
Seu lançamento carrega forte valor simbólico, pois o cenário escolhido dialoga com tradição e excelência: o histórico Forte de Copacabana, espaço icônico da cidade do Rio de Janeiro, associado a momentos marcantes da cultura, da arte, da ciência e da vida intelectual brasileira. O local também remete à presença e ao legado do cirurgião plástico Ivo Pitanguy, nome que projetou o Brasil internacionalmente na medicina estética tendo sido o escolhido por príncipes e princesas.
O bairro de “Copa”, como é chamado pelos brasileiros, conversa diretamente com a trajetória de Andrews. Foi no Rio que ela viveu e construiu bases profissionais antes de expandir sua carreira internacional para Nova Iorque, onde há mais de duas décadas mantém presença de destaque como escritora, apresentadora de TV e diretora do Festival Brasileiro de Cinema Celular que leva novos diretores a Cannes.
Em Facelift, essa maturidade criativa aparece em forma de narrativa envolvente, personagens bem desenhados e condução segura de tensão e emoção. A escrita é fluida, empolgante, elegante e acessível, sem perder densidade. Há domínio de ritmo, algo que distingue autores experientes: cada capítulo convida ao próximo sem recorrer a artifícios fáceis. O leitor permanece dentro da história, não como observador, mas como participante. Trace Sherer contribui com sua vasta experiência como advogado em causas envolvendo erros médicos, e a ideia original de ter um cirurgião plástico como anti-herói. Liza, especialista em thrillers psicológicos, adiciona camadas de tensão e arquitetura narrativa que sustentam o suspense e ampliam o alcance emocional da trama.
A parceria entre os dois autores funciona com equilíbrio: há unidade de tom e coerência de voz promovendo uma progressão consistente. Não se trata de um texto “a quatro mãos” perceptível, e sim de uma obra coesa. O resultado é um romance de ficção que combina entretenimento e qualidade literária, com leitura ágil e impacto duradouro. É o tipo de obra que cumpre o que promete: envolve, e permanece na memória do leitor após o fechamento do livro. O lançamento em um endereço de tradição, diante de uma paisagem que é símbolo do Rio, reforça o que o livro representa: encontro entre trajetória e talento no momento certo. Uma celebração de autoria, parceria criativa e narrativa bem construída. Uma estreia que chega com força e vocação para permanecer.
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