“UM ESTRANHO QUE SAIU DE MIM”, incógnitos revelados em escritos » Jornal Visão Moçambique google.com, pub-7868974546359612, DIRECT, f08c47fec0942fa0 google.com, pub-7868974546359612, DIRECT, f08c47fec0942fa0

“UM ESTRANHO QUE SAIU DE MIM”, incógnitos revelados em escritos

“UM ESTRANHO QUE SAIU DE MIM”, incógnitos revelados em escritos

A troca de balas por palavras pode ser insignificante para pessoas insignificantes. Mas a mistura das duas coisas pode ser uma arma poderosa para a construção social humana, onde o direito começa a superar as expectativas e se torna realidade. Os homens sempre foram uma incógnita e desvendar a equação pode ser um mal para quem nunca se viu encostado a leitura e folheando palavras entrelaçadas num papel, cheias de sentimentos que espelham algo estranho, que só se descobre quando se tenta cavar fundo.A carepa, sempre incomodou os aflitos, mas quando desce a gota fria, os preparados celebram e agradecem a Deus por isso.

Desde o lançamento da obra “Um estranho que saiu de mim”, do autor Cartone Mabote, várias incógnitas surgiram para quem estava acostumado a ler romances e textos poéticos, afinal o que mais se lança nos últimos tempos segue a temática.

O livro que em poucas folhas de papel trás as palavras de um pai presente e de uma mãe com anseios de cuidar das suas filhas como devia, a obra revela segredos de quem nunca teve uma disciplina de ética e educação sexual na escola ou mesmo durante a infância, afinal as nossas comunidades estão mergulhadas em assuntos de tradição.

Ler a obra pode mudar o sentido de que ser ou não, não deve ser característica da interpretação profissional do indivíduo, afinal, estamos a falar de um escritor que é Adjunto Superintendente da PRM no Ministério do Interior e que largou o ego de homem da Lei & Ordem de lado, para trazer seu ser misturado a academia e linguística e educar a sociedade.

A obra retrata o dilema actual de uma sociedade que se debate com o problema de estupro e violações sequenciadas dos direitos da criança que é promovido pelas finanças familiares que aproximam os pais dos filhos apenas no fim do mês para entregar mesada ou mesmo quando devem dar dinheiro de provas e uniformes aos seus. A literatura moçambicana ganha muito com esta obra, mas sua valorização pode transformar vidas e espelhar uma esperança de um futuro tranquilo e livre de violações dos direitos humanos começados na infância por falta de educação sexual e dos direitos sexuais e reprodutivos.

Moçambique, não está fora dos países que lutam pelo empoderamento das mulheres e engajamento do homem no reconhecimento do papel da mulher na sociedade, através da aceitação desta em tarefas que outrora consideravam-se masculinas.

A propósito disso, em conversa estendida à esteira com Cartone Mabote, foi possível perceber que a obra inspirada nos movimentos sociais, também revela o espírito de entre ajuda que o escritor tem e pondera-se ser uma fonte de conhecimento aberta a opiniões e ideias que transformam.

Mabote, homem de muitas palavras, resumiu, sua pesquisa sobre o que poderia fazer para ajudar a mudar o mundo num escrito que vale a pena ler. A leitura não pode ser superficial, pois se assim for apenas uma palavra poderá ser entendida num “Estranho que saiu de mim”.

A sociedade em que o mundo sonha não é construída apenas com ideias negativas sobre o que devia ser feito e sim com atitudes como esta. Apesar da perda de valores e interesse pelos escritos, preciso lembrar a ordem do dia para se voltar a tradição, pois muito se perde, digitalizando a imaginação e não o tradicional. Carreguemos o ontem para os computadores e celulares e não o contrário, daí superamos os abusos aos direitos humanos das pessoas em especial das crianças.

Como dizia Sócrates “existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância.”

 

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Agostinho Julião Muchave ou simplesmente Agostinho Muchave, é um cidadão moçambicano, nascido em Massinga, Inhambane, a 13 de Novembro de 1986. Muchave, cresceu em Maputo cidade e província onde chegou nos princípios de 1988 com sua família que fugia da pobreza absoluta e dos conflitos militares que assolavam aquela região da zona sul do país.
Em Maputo, Agostinho Muchave, teria encontrado refúgio junto de sua família com apoio de alguns conhecidos de seu pai(Julião Nhiuane Gemo Muchave), após residir na residência de seus avós maternos na cidade de Maputo(Alto-Maé), por mais de 4 anos. Muchave apesar de ter nascido no meio à guerra de desestabilização do país provocada pela Renamo, conseguiu sobreviver e como muitos jovens tem muito por contar.
Muchave, diferente de muitas crianças da época, só conseguiu estudar numa escola oficial aos 10 anos, fazendo a 1ª classe. Aliás no mesmo ano em que o mesmo entra para escola, faz duas classes sendo uma por cada semestre chegando ao ano de 1997 já na terceira classe. “Frequentei aquelas duas classes no mesmo ano porque a escola estava a fazer experiência, sendo que eramos os alunos de primeira via e com idade muito superior, viu-se a instituição puxar-nos e também experimentar outro nível pois era uma escola da igreja Católica”, conta.
Muchave, fez o seu ensino primário em diversas escolas devido a falta de vagas na altura para estudar numa escola pública, mas em 1999 consegue a proeza e em 2003 entra para o ensino técnico profissional, fazendo seu nível técnico em serralharia Mecânica no Instituto Industrial e Comercial da Matola, donde só saiu nos finais de 2006. Frustrado em 2007 por não ter conseguido fazer o curso de professor devido a falta de fundos, Muchave decide ir atrás do seu sonho de Adolescência, “fazer rádio”.
Ainda no ano de 2007, Agostinho Muchave acompanhado do seu amigo e vizinho Nélio Nairrimo, saem com destino a Rádio Trans Mundial, onde vieram a conseguir vaga para aprender e estagiar em matérias de Jornalismo Básico, Edição e Produção bem como apresentação de programas e radionovelas.
A experiência foi muito boa até que em agosto de 2008 Agostinho Muchave, sai junto do seu amigo da Rádio Trans Mundial e abraçam a recém formada Rádio Cidadania(100.9FM). Naquela rádio cruzam com o gestor da mesma João da Silva Matola, que em troca de produzirem Gingles da Rádio e Publicidades, continuam sua carreira como parceiros e colaboradores da mesma.
A parceira só viria a durar 4 meses, sendo em 2009, Agostinho Muchave decide abraçar uma nova área profissional, passando a trabalhar como assistente de contabilidade e estafeta de uma empresa sedeada aqui em Maputo, pertencente a uma família indiana.
Agostinho Muchave, trabalhou por 6 meses e o bicho de rádio tomou conta dele que dispensava algum tempo para continuar a gravar radionovelas na Rádio Cidadania isso ainda em 2009. Mesmo fascinado em ganhar dinheiro, Muchave decide em 2011 após uma série de eventos insatisfatórios abraçar a comunicação como seu único meio até que Deus o tenha. No ano 2011 em Agosto, Muchave volta a Rádio Cidadania, esta que já estava num endereço novo além do da Marien Ngoabi, e por lá fica Chefe do Departamento de Marketing e Publicidade e daí continua a produção de programas, bem como auxiliando o seu companheiro de trincheira Nélio Nairrimo na área técnica.
Agostinho Muchave, curioso e criativo, começou seu interesse pela Electrotecnia, chegando a fazer formação Online na matéria, com tutores do Brasil em Diagnóstico e Reparação de equipamentos informáticos. Agostinho Muchave, para além de ser responsável de Marketing e Publicidade na Rádio, colaborou também para a Associação Moçambicana para Promoção da Cidadania que é proprietária da Rádio Cidadania como assistente de Comunicação e Imagem durante 2 anos.
Agostinho Muchave para de Ser Jornalista é produtor de programas de rádio, música, roteirista de radionovelas, trabalho que o faz profissionalmente desde 2014. Agostinho Mcuchave após seu percurso com ONG´s e rádios, em Maio de 2013 entrou para a Rádio Voz Coop, a qual é colaborador até a data actual. No meio deste percurso de Rádio Jornalista, formado no nível Médio, fez uma formação em Finanças Públicas, Contabilidade Geral e Financeira, Género e Mulher, WebDesigner, Indesigner, Gestor de Redes Sociais e Criador de Aplicativos usando várias linguagens informáticas e softwares, tendo criado várias rádios online de Moçambique e Websites de diversas instituições e respectivas redes sociais, engajadas e em funcionamento.
Devido a sua peculiar curiosidade pela Tecnologia, Agostinho Muchave, está neste momento a desenhar uma rede social aliada o novo projecto em busca de financiamento denominado Visão Novo Moçambique Tv & Rádio. No recente projecto, o jovem comunicador busca a popularização da liberdade de opinião e imprensa através da internet num país onde as políticas ainda se negam a oficializar os canais de rádio e tv bem como jornais pela internet, “negando assim a liberdade de imprensa e expressão como se pretende no país”.
“A tomada de qualquer decisão sobre as políticas e o futuro de cada cidadão devem ser feitos de maneira informada e com conhecimento de causa e consequências. Isso eu chamo de liberdade de escolha. E não o que vivemos em que alguém comenta e é alvo de perseguição ou mesmo morto”, realça o Jornalista.
Agostinho Muchave é responsável desde 2018 pela execução e realização do Jornal Visão, uma entidade registada em Moçambique em nome de Cátia Mondlane, que viu o empenho do jovem e o entregou para a gestão aquele órgão de informação. Muchave, já colaborou com várias instituições públicas e privadas e continua fazendo esse trabalho na área de design e formação em matérias de comunicação e jornalismo como é o caso do Instituto Superior Gwaza Muthini, Ministério do Interior(Relações Públicas) e diversos jornais como GENERUS, NÓS, Visão, GWAZANEWS, BOLETINS DAS DIRECÇÔES PROVINCIAIS DE SAÚDE e com outras ONG´s como é o caso do CIP, REDE DA CRIANÇA, Associação dos Defensores dos Direitos da Criança, Óptica Vista Alegre, Southland Waters e muio mais.
Não pode caber em dez parágrafos a história e percurso de um homem cuja capacidade é inestimável e o conhecimento é vasto.

One thought on ““UM ESTRANHO QUE SAIU DE MIM”, incógnitos revelados em escritos

  1. Muito obrigado pelo seu contributo na sociedade, Mestre Mabote. Com essa obra, esperamos incutir o gosto de leitura na sociedade moçambicana e também constitui uma “bíblia” que as comunidades devem carregar consigo, pois, ela (obra) retrata a vida das mulheres, principalmente a das adolescentes, que muito ainda precisam aprender sobre a educação sexual e reprodutiva.
    Teacher Israel

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