UNIÕES FORÇADAS CONTINUAM UM DOS MAIORES DESAFIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DA RAPARIGA

UNIÕES FORÇADAS CONTINUAM UM DOS MAIORES DESAFIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DA RAPARIGA

UNIÕES FORÇADAS CONTINUAM UM DOS MAIORES DESAFIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DA RAPARIGA – As uniões forçadas poem em perigo as raparigas que durante o casamento sofrem abusos, violência domestica (incluindo abusos físicos, sexuais, psicológicos) e abandono.

A união forçada é um dos problemas mais graves de desenvolvimento humano em Moçambique, mas que ainda é largamente ignorado no âmbito dos desafios de desenvolvimento que o país persegue, requerendo por isso uma atenção dos decisores políticos.

Moçambique é um dos países ao nível mundial com as taxas elevadas de prevalência de casamentos prematuras (UNIÕES FORÇADAS), afectando cerca de uma em duas raparigas o que representa uma grande violação dos direitos humanos dessas raparigas.

Em conversa com o Jornal Visão, Marta Nhampossa de 19 anos e mãe de dois filhos conta a sua história, “casei-me com 15 anos de idade porque estava gravida do meu primeiro filho em que foi viver com os meus sogros, mas a convivência não foi agradável, dai que decide voltar a casa dos meus pais, onde tempo depois o meu marido foi-me buscar”, relata.

“Tive dois filhos, mesmo assim a convivência com os meus sogros nunca melhorou mesmo com apoio dos meus pais decide voltar para casa, sofre descriminação por parte dos vizinhos que me apontava o dedo até mesmo me chamavam de nomes, perdi os meus estudos, a minha adolescência, a juventude e tudo que tinha direito, mas para o ano pretendo retomar os meus estudos, pois este é o meu maior desejo”, desabafou Marta Nhampossa.

Para melhor entender a situação da rapariga que envolveu se no casamento com 15 anos o que teria afectado o psíquico dela, falamos com Psicólogo do Centro de Saúde de Nkobe, Hélder Munguambe, onde afirmou que os casamentos prematuros são um dos maus aspectos que afectam as raparigas na medida em que a menor envolvida não está preparada socialmente, psicologicamente, e nem mesmo biologicamente para estar num casamento.

Hélder Munguambe acrescentou que a criança primeiro discriminação, abusos e violência de todos os tipos, preconceitos em relação a outras crianças, desde o momento que ela é obrigada a casar com alguém que tem idade do pai ou ainda mais.

Munguambe frisa ainda que a Auto descriminação é um dos aspectos que farão desistir de si própria, desde o momento que perde oportunidades, deixando tudo para viver com uma pessoa adultas, sendo violado os seus direitos sexuais, humanos e da criança.

“A comunidade, Família e amigos devem apoiar e não descriminar a adolescente e monstra a mesma que ainda é possível aproveitar a fase da adolescente pois, é nesta fase que todos procuram uma identidade” esclareceu Hélder Munguambe.

Hélder Munguambe foi mais adiante afirmando que o casamento prematura não só prejudicam adolescentes envolvidas mais também as outras que vão conviver com aquela situação e olhar aquela situação como algo normal.

A comunidade que vive e observa esses casos deixa ficar o seu parecer sobre as uniões forçadas na voz de Camito Macamo, munícipe disse em nossa entrevista que esse assunto é um dos mais graves no país, em que alastra-se cada vez mais para as comunidades rurais, a falta da valorização da mulher na comunidade, sociedade e o alto custo de vida é o que mais propicia a essas uniões forçadas.

Nos países em desenvolvimento 90% dos partos em adolescentes de 15 a 19 anos corresponde a jovens casados e as complicações relacionadas com gravidezes são as principais causas de morte da maioria das raparigas nesta faixa etária.

Moçambique apresenta taxas mais elevadas de casamentos prematuros a nível mundial, portanto tem a segunda maior taxa de sub-região da África oriental e Austral com cerca de 48% das mulheres em Moçambique com a idade desde os 20 a 24 anos que já estiveram numa união propriamente dita prematura, antes dos 18 anos é 14%.

Sobretudo já foi aprovado em Moçambique a lei da proibição da união entre pessoas com menos de 18 anos. O instrumento jurídico sanciona com a pena que podem ir até 12 anos de prisão, principalmente aos protagonizado deste mal.

Por: Manuel Zacarias Malate

 

 

 

 

 

 

 

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Redacção
Propriedade de Edições do Jornal Visão, Registado na República de Moçambique em Dezembro de 2016 no Gabinete de Informação, Instituição de Tutela sobre o sector da comunicações e radiodifusão com procedimentos dos ministérios da Justiça, Interior, Comércio e Indústria e dos Transportes e Comunicações. Publicações Semanais por PDF e diárias através do Website www.jornalvisaomoz.com. Notícias de Moçambique e do mundo na hora certa, com factos e argumentos fiáveis e credíveis.

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