URGENTE: ESTUDANTES MOÇAMBICANOS NA CHINA E PORTUGAL SEM RECURSOS CLAMA POR APOIO DO GOVERNO | Jornal Visão

URGENTE: ESTUDANTES MOÇAMBICANOS NA CHINA E PORTUGAL SEM RECURSOS CLAMA POR APOIO DO GOVERNO

URGENTE: ESTUDANTES MOÇAMBICANOS NA CHINA E PORTUGAL SEM RECURSOS CLAMA POR APOIO DO GOVERNO

Devido a pandemia do coronavírus, vários países foram obrigados a encerar os estabelecimentos de ensino. Neste contexto, vários cidadãos moçambicanos que encontra-se a estudar no estrangeiro foram surpreendidos comas medidas imposta nesses países.

Entretanto, com as instituições de ensino fechadas, os estudantes são obrigados a regressar ao seu país de origem. Sem recursos para tal, nasceram os “Movimentos de Reféns de Repatriamento”, que clama por uma intervenção urgente do governo moçambicano para estes voltarem ao país.

Nesta situação, encontram se os estudantes moçambicanos em Portugal e na China. Estes concidadãos falaram ao Jornal Visão o quão difícil têm sido a vida neste momento da pandemia. Na sua maioria os estudantes sem recursos financeiros para permanecer nestes países, e outros não têm recursos para regressar devido as medidas impostas pelo governo moçambicano.

Em Portugal o “Movimento Reféns de Repatriamento”, liderado pelo Moçambicano Benedito Monjane revelou que vários concidadãos não têm como voltar ao país. A fonte afirma ainda que apesar das negociações feitas com a Embaixada de Moçambique em Portugal que culminou com a autorização dois voos humanitários para o repatriamento, ainda há um impasse. Os dois voos que espera-se que tragam de volta cerca de 150 concidadãos, nos dias 16 e 23 de Julho, os custos de bilhete não estão acessíveis para os estudantes.

O bilhete na classe económica pela TAP custa 1.627,99 Euros equivalente a cerca de 130 Mil Meticais, preço altamente proibitivo nesta altura em que todos nos encontramos numa condição de vulnerabilidade social. Não temos condições financeiras para aguentar e aceitar os termos da tarifa da TAP”, justificou Benedito Monjane.

Portanto devido a esta questão, cerca de 110 moçambicanos em Portugal encontra-se desesperados. Sem condições de alojamento, refeições e cuidados de saúde. Os estudantes pedem ao governo para que possa negociar outra possibilidade para o repatriamento destes.

Não sendo um descaso, reiteramos e comunicamos ao Governo Moçambique que realmente mais de 120 estudantes não estando em condições para os termos da TAP, não vão conseguir viajar ao seu país de origem. Contudo em nome do movimento Reféns de Repatriamento, composto por esta camada social, apela ao Governo de Moçambique no maior critério de análise do Presidente Filipe Jacinto Nyusi, que pondere através do bom senso, boa-fé, justiça, imparcialidade, isenção, espírito patriótico, solidário e humanitário ao seu povo composto por estudantes, para explorar outras possibilidades de negociação de preço razoável e acessível de 460€ a 550€ com a TAP. Ou a autorização de outra companhia aérea que se solidarize em praticar esta proposta de tarifa para repatriamento de seus compatriotas jovens a nossa bela pérola do índico no dia 23 de Julho de 2020” sugerem os estudantes.

Benedito Monjane avançou ao Jornal Visão que, uma parte destes moçambicanos, recebem solidariedade proveniente de pessoas de boa índole também compatriotas. Estes sujeitam-se a esta caridade que não será continuada por muito mais tempo, até porque estes mesmos cidadãos solidários têm vindo gradualmente, a perder os seus rendimentos e em situações mais críticas perdem a sua fonte de rendimento, agudizando a situação social critica que se observa nos últimos tempos a nível global e em Portugal, em concreto.

Também, importa ressalvar que, dada a crescente depreciação da nossa moeda, o Metical, face ao Euro, tem sido um esforço nevrálgico aguentarmo-nos por mais tempo em território Português, sublinhando a incerteza do fim desta penúria vivida por muitos dos moçambicanos que se encontram neste espaço geográfico europeu”, disse Monjane,

NA CHINA MOÇAMBICANOS PEDEM QUE FILPE NYUSI MANDE UM VOO DE REPATRIAMENTO

Enquanto isso no continente asiático, outros 20 estudantes moçambicanos encontram-se numa situação de permanência ilegal na China depois que seus vistos de permanência expiraram no dia 03 de Junho. Segundo informações de uma das estudantes, trata-se de um grupo de 20 estudantes de licenciatura em Mandarim na Universidade Eduardo Mondlane que se encontram naquele país a fazer um intercâmbio de um ano.

Terminado o intercâmbio financiado pelo Instituto Confúcio, os estudantes ficaram retidos devido as medidas de contenção e propagação da covid-19 estabelecidas pelo governo de Moçambique. Não podendo ter como regressar, quanto mais tempo passa, a vida destes torna-se cada vez  difícil. A instituição que financiou a bolsa já mostrou disponibilidade de pagar as despesas de regresso mas tudo depende do governo Moçambicano na abertura do espaço aéreo.

Viemos a China com uma bolsa de um ano, tendo terminado o programa estudantil a instituição que deu-nos as bolsas parou de pagar os subsídios. Colocando assim um prazo de um mês, julho, de estadia na residência escolar, no fim deste prazo estaremos largados a nossa sorte. Perante esta situação a instituição está disposta a custear o nosso regresso, porém esta depende da possibilidade do nosso país abrir o espaço aéreo”, avançou a estudante.

Entretanto, os estudantes avançaram ao Jornal Visão que já mantiveram contacto com o Consolado Moçambicano na China mas foram ditos que tudo dependeria da comunicação a nação que o presidente da Republica faria do final de mês de junho passado.  Depois da comunicação de Filipe Nyusi, os estudantes não tiveram uma resposta satisfatória dos representantes da Embaixada de Moçambique.

Enquanto isso, a instituição que financiou as bolsas já deixou claro que não irá mais se responsabilizar pela estadia destes depois do prazo concedido. Desesperados e abandonados, os estudantes moçambicanos pedem ao Presidente da República para que disponibilize um voo de repatriamento. Importa realçar que as condições de vida destes concidadãos não são das boas segundo o nosso Jornal conseguiu auferir.

Depois do dia 30 de julho nós teremos que sair do campus da Universidade, arranjar um hotel para ficar porque não teremos como arranjar simples casas para ficar. No meio de toda esta situação, nós não estamos em condições de custear todas estas despesas. Falamos com os representantes da embaixada cá na China e mandaram esperar o informe do presidente Nyusi. Ficamos na expectativa de que o presidente diria algo sobre nós que estamos fora do país e nada. Na verdade o que pedimos ao nosso presidente é que arranje um meio, de um voo de repatriamento para todos nós cá. Já não sabemos o que fazer, até tentamos todos os meios”, concluiu a fonte.

De realçar que, os movimentos reféns de repatriamento imploram ao governo moçambicano a envidar esforços o mais rápido possível para o seu repatriamento. Os estudantes narram situações complicadas que muitos moçambicanos encontram neste momento da pandemia do coronavírus.

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