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VENDA INFORMAL E ACÇÕES DE CAMPANHA ANTECIPADAS

VENDA INFORMAL E ACÇÕES DE CAMPANHA ANTECIPADAS – A venda informal é uma realidade em Maputo e um pouco por todo Moçambique. Não é novidade falar da baixa da cidade e do aglomerado de pessoas que busca sustento fazendo negócios de diferentes tipos.

A Manhã desta sexta-feira, fez acreditar que se tratava de uma “SEXTA 13”. Para os vendedores informais que não foram pegos de surpresa pois os avisos foram repetitivos desde os últimos 10 anos de David Simango, renderam hoje a fúria da Polícia Municipal de Maputo que usando todos meios disponíveis expulsava qualquer um que por lá ainda se fazia.

A baixa da cidade de Maputo continuam sendo mais uma feira desorganizada onde qualquer cidadão que busca o sustento fugindo o desemprego está. Sem regras, lojas, portas de sorveterias, restaurantes móveis, e mais utentes se vêm obrigados a ensardinharem-se naquele espaço que de tanto desorganizado é mais feira que cidade.

No meio a tanto barulho e confusão, Venâncio Mondlane, Deputado da Assembleia da República regressado nesta IX Legislatura pelo Partido RENAMO, aproveitou-se da ocasião para intentar uma das suas mais polêmicas intervenções como fazedor de Política dizendo que a acção da Edilidade não responde as reais necessidades dos jovens que buscam sustento naqueles espaços que mudaram a cidade das acácias, transformando-a em mais uma feira de negócio informal.

Apesar desta acção política ter recebido seguidores e aplausos, qual é o objetivo desta força política? Deve ser vista a Acção de Venâncio Mondlane como atitude da RENAMO ou Singular?

A reflexão continua e ainda se procura respostas para o que esta sexta-feira 13 trouxe aos citadinos de Maputo.

Agora outra questão que não cala é AFINAL A EDILIDADE QUANDO MANDAVA SEUS COBRADORES A BUSCA DE TAXAS DOS VENDEDORES INFORMAIS QUERIA O QUÊ?

O QUE SE ESTAVA A INCENTIVAR AO SE COBRAR TAXAS DE USO DO ESPAÇO PÚBLICO PARA DEPOIS DE DÊCADAS EXPULSAR-SE AQUELAS PESSOAS?

HÁ ESPAÇO PARA ESTES OCUPAREM?

II PARTE DO FILME SEXTA DAS BRUXAS

FÁTIMA MIMBIRE não calou diante da atitude do nobre Deputado Venâncio Mondlane que não demorou a sair a rua com bandeira da RENAMO e em defesa dos jovens empreenderes.


Sobre a retirada dos vendedores das ruas de Maputo: somos hipócritas ou não sabemos o que queremos? Antes de tudo gostaria de dizer que dados oficiais indicam que, ao todo existem 3.651 estabelecimentos para venda informal nos cinco distritos municipais de Maputo, excluindo Katembe e Kanhaca. Destes 2693 são bancas em mercados, 952 barracas e seis lojas, conforme a disposição na foto anexa a este post.

Minha pergunta é: havendo bancas, os que estão a achar normal a situação e defendem o que vemos nas ruas de Maputo e até pedem que se deixe o povo viver, acham mesmo que devemos aceitar a situação como está?

Não acham que as pessoas que se fazem às ruas nos termos que vemos, quando há bancas e barracas disponíveis, se expõem mais à precariedade? Não estamos diante de situações em que não há alternativa, atenção.

Acho contraditório exigirmos organização do Estado por parte do poder público, quando nós não queremos nos organizar.

Acho hipocrisia achar que devemos deixar a situação como está em nome da pobreza.

Atenção: ninguém está a proibir a actividade informal. O que se está a proibir é o exercício dessa actividade na rua, que se faça em locais que o Município irá informar.

Queremos sim uma cidade limpa e organizada como é qualquer cidade na Suíça, por exemplo. Na verdade, queremos ter, em Moçambique e viver num ambiente assim organizado. Também sabemos o que é viver num ambiente saudável e agradável. Também merecemos conhecer esse bem estar.

Finalmente : este trabalho do município deve continuar e se estender para:
1. Os bairros (entradas de casas são invadidas por vendedores que até urinam nos muros e quintais das famílias- tomara que a Matola imite),
2. Recondicionar o mercado estrela: desmontar aquilo e montar um prédio comercial, com oficinas e espaços para estacionamento. Nesse estabelecimento todos que lá operam e não só, podem ter uma loja. Mas o seu funcionamento deve ser regulado, por exemplo: quem vende peças de carro deve ter uma guia de compra certificada e uma cópia deve ser passada aos compradores dessas peças. Assim podemos minimizar os roubos de peças de viaturas, por exemplo.
3. Os vendedores do costa do sol: pode-se desenhar um padrão de barracas ou restaurantes para aquelas senhoras desenvolverem as suas actividades em segurança, higiene e salvaguardado a beleza ou estética do local.

A par de todo este trabalho o Município deve melhorar as condições de higiene nos mercados, bem como colocar infraestruturas adequadas para haver transporte.

É nosso dever colaborar para organizar o nosso país, as nossas cidades.

Que se arrume a minha bela MAPUTO.

TEM MAIS AINDA:


SOBRE O DESEMPREGO NO MUNDO

Cerca de 2 bilhões de trabalhadores ao redor do mundo actuam no mercado informal, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O número compreende aproximadamente 61% dos componentes da força de trabalho mundial.

O levantamento revela também que, entre os trabalhadores, 52% são assalariados, enquanto 34% atuam por conta própria, além de outros 11% que ajudam em trabalhos familiares. Somente 3% são empregadores. O mercado informal se destaca sobretudo entre os que actuam por conta própria, já que, segundo a Organização, 85% destes actuavam na informalidade em 2018, ano da pesquisa.

Entre os assalariados, cerca de 40% actuam no mercado considerado informal pela OIT, que diz ainda que “significativamente, os trabalhadores informais são muito mais propensos a viver em condições de pobreza do que os trabalhadores formais”, mas argumenta que “a formalidade não é garantia de escapar da pobreza e que os trabalhadores informais não se limitam a ser pobres”.

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Propriedade de Edições do Jornal Visão, Registado na República de Moçambique em Dezembro de 2016 no Gabinete de Informação, Instituição de Tutela sobre o sector da comunicações e radiodifusão com procedimentos dos ministérios da Justiça, Interior, Comércio e Indústria e dos Transportes e Comunicações. Publicações Semanais por PDF e diárias através do Website www.jornalvisaomoz.com. Notícias de Moçambique e do mundo na hora certa, com factos e argumentos fiáveis e credíveis.

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