VENDEDORES INFORMAIS DA PRAÇA DA JUVENTUDE EM MAGOANINE PEDEM UM MERCADO

Os vendedores informais na praça da juventude em Magoanine, na Cidade de Maputo, Distrito KaMavota, pedem as autoridades um Mercado para exercerem as suas actividades, visto que há dois anos o município avisou e vem avisando que todos os vendedores informais que ficam nas bermas da estrada e praça terão que deixar a praça após se reabilitar a mesma, e exigindo assim aos comerciantes pra continuarem as suas actividades em lugares apropriados para tal.

Eliana Ermelinda, comerciante informal que venda roupas usadas vulgarmente conhecidas de “calamidade”, diz que vai respeitar a decisão do Município que lhe obriga a sair da praça, e acrescenta que é responsabilidade do Município arranjar um lugar onde os vendedores informais irão ficar. “Se o Governo quiser nos tirar, eu irei sair, mas as autoridades devem arranjar um lugar para a gente ficar, aqui na praça consigo ter dinheiro para sustentar minha família, agora se eu sair daqui sem sítio para ficar não terei como me sustentar”, afirmou a fonte.

Eliana revela ainda que diariamente paga uma taxa de dez meticais, e diz que o governo tem que lhe dar um espaço movimentado para poder vender suas roupas. “Aqui na estrada é um lugar movimentado, e o cliente quando passa e vê algo interessado vem e compra, agora, se o Município nos deixar em um lugar que não tem movimento o negócio não vai andar, diariamente pago taxa de dez meticais por ocupar o espaço”, concluiu Eliana.

Por seu turno, Amélia Tsombe vendedora há dois anos na Praça, afirma que a edilidade tem razão em querer evacuar todos os comerciantes informais porque o local é uma praça. A entrevistada acrescenta que no bairro não tem mercado para os vendedores exercerem suas actividades e por essa razão acabam invadindo a praça. “O Município tem razão em querer nos tirar, isto é uma praça e não mercado, e sendo assim preferimos ficar aqui na praça para vender, porque é do nosso negócio que sustentamos nossas famílias”, diz Amélia.

 

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Amélia diz ainda que o Município deve-lhes dar um espaço para continuarem com os seus trabalhos, e revela que vender perto da estrada é rendável por conta do movimento. “O Município tem que arranjar um sítio para continuarmos com o nosso trabalho, e vender parto da estrada é muito bom porque é onde tem mais clientes” concluiu.

Enquanto, Lucinda está há cinco anos na praça, a mesma aponta que o governo tem a obrigação de dar um espaço á todos os vendedores informais. Entretanto, afirma que ficar perto da estrada influencia positivamente no seu negócio devido o movimento de pessoas. “O governo tem que nos dar um lugar para ficar, gostamos de ficar aqui perto da estrada porque é bem movimentado, tememos a nossa retirada aqui na praça, porque é daqui que sai o dinheiro para sustentar a Família”, disse Lucinda.

Ermelinda, outra vendedeira afirma que a desgraça tomará conta dela, pois não terá para onde ir se o governo tirar todos os comerciantes informais. “Se me tirarem daqui não sei onde ficar, a desgraça tomará conta de todos porque o nosso negócio ficará parado”. A interlocutora revelou ao Jornal Visão de que tem um antigo mercado no bairro que ninguém mais frequenta, porque os clientes poucas vezes iam para fazer compras, e os vendedores que estavam naquele mercado saíram para praça porque o movimento era muito fraco. “Tem um Mercado que já não funciona, os clientes raramente iam lá, e os vendedores por verem que o movimento lá é fraco, vieram a praça porque tem muito movimento”, disse Ermelinda.

Enquanto isso outros vendedores defendem que o lugar em que o Município lhes der depois de os retirar da praça deve ser um lugar movimentado, sob o risco dos mesmos abandonarem o local e voltar para praça. Os vendedores revelam que a maior parte dos mesmos que vendem na praça, já estiveram no mercado antigo que o bairro tem, mas os mesmos devido a falta de clientes saíram para praça. Estes tem conhecimento de que se vai evacuar todos os vendedores informais. Tem vezes que a polícia municipal tem frequentado a praça é retira os vendedores que ficam nas bermas da Estrada. Os comerciantes naquele ponto contam que o movimento tem sido mais intenso no período da tarde quando as pessoas saem do serviço.

De referir que numa entrevista, Joshua Lai, porta-voz da Polícia Municipal assegurou-nos que as autoridades vão intervir para desimpedir os locais públicos de vendedores informais. Lai aconselha ainda aos comerciantes informais a procurarem lugares apropriados como mercados e feiras pra exercerem as suas actividades comerciais.

 

Edição 103 – 31 de Janeiro 2020
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