VENDEDORES INFORMAIS NO BENFICA EM GUERRA COM A PRM | Jornal Visão

VENDEDORES INFORMAIS NO BENFICA EM GUERRA COM A PRM

Neste momento trava-se um conflito entre a polícia de protecção e os vendedores informais de pão e alface no Benfica. Os vendedores decidiram resistir hoje, terça-feira (17) a acção polícia, e lutam para que os agentes não levem os seus produtos. O conflito tive o seu inicio por volta das 19 horas e arrastou-se ate as 20 horas.
A decisão da resistência segundo os vendedores, deve-se a perseguição frequente que estes tem sido alvos. Ao Jornal Visão, os vendedores avançaram que já estão cansados de pagar uma taxa cobrada para sua permanência naquele local. Este revelaram que por vezes a polícia têm cobrado um certo valor em alvos vendedores para que possam continuar a vender na normalidade.
“Eles sempre estão aqui, é a fonte deles este local, sempre que querem dinheiro. Cobram a partir de 20 meticais, são todos corruptos até os chefes deles. Quando levam os produtos não conseguimos mais recuperar, ou não é na totalidade”, disse uma vendedora de pão.
Um grupo de mais de 5 agentes é acusado de intimidar e violentar vendedores. Na noite de hoje decidi a resistência dos informais a polícia apenas só conseguiu levar produtos de 3 vendedores, dos quais dois eram pães e um saco de legumes segundo contam as vitimas.
Importa realçar que, a polícia levou produtos vendidos em barracas especializadas para a comercialização dos mesmos. Facto este que deixa mais indignados os vendedores, e que segundo eles é o local autorizado para a venda de pão. Estes avançam ainda que a acção da polícia é ilegal, e que também não é tarefa da polícia de protecção recolher produtos comercializados.
“Não é tarefa deles essa de recolher pães, batatas fritas e alfaces. Se eles fazem isto o que a polícia municipal irá fazer. Estão a usar armas em lugar e pessoas erradas. Pagamos licença para vender aqui neste local, e a polícia municipal não tem esses problemas. Mas estes polícias do Benfica não querem sair daqui. Nos fazem sofrer e ás pessoas que deveriam irá atrás os deixam”, dizem as vendedeiras.
Os vendedores falam ainda de um comportamento desviante da corporação, revelando a existência de estabelecimentos de venda de bebidas alcoólicas que não fecham. Estes dizem que os agentes ficam por lá depois de extorquir os informais ou depois de recolher produtos. O Jornal Visão soube ainda que estes estabelecimentos funcionam com a conivência da polícia que fica no local a consumir bebidas alcoólicas e a aproveitar-se das trabalhadoras de sexo.
“Há barracas que nem fecham aqui, vendem bebida. A polícia está sempre lá a beber e a aproveitar aquelas prostitutas daqui. Já há um prostíbulo que é guarnecido pela polícia aqui no Benfica. Aqueles chefes da polícia também ficam lá, se quiserem certificar é só aparecer as 23 horas irão ver. Essa polícia daqui não presta para nada, ate às polícias mulheres são induzidas ao mau caminho”, revelaram.
De realçar que, não é a primeira vez que o Jornal Visão é solicitado pelos vendedores para presenciar as acções da polícia do Benfica. Os casos de extensão são frequentes naquele local, e tendem a aumentar a cada dia. Os vendedores resistiram hoje a estás tentativas, um clima de tensão foi vivido e sem sucesso desta vez a polícia não conseguiu prender nenhum vendedor. Os vendedores que a polícia tento prender foram resgatados pelos seus companheiros em um clima de violência e intimidação.
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