Yaqub Sibindy aponta que oposição moçambicana só quer lugar no parlamento | Jornal Visão

Yaqub Sibindy aponta que oposição moçambicana só quer lugar no parlamento

Yaqub Sibindy aponta que oposição moçambicana só quer lugar no parlamento

“A OPOSIÇÃO PERDEU E PERDERÁ SEMPRE ENQUANTO NÃO TIVER A CULTURA DE ESTADO”  

Fazendo uma análise dos resultados obtidos pela oposição nas últimas eleições gerais e províncias de 15 de outubro que foram os mais baixos de toda a história política, o líder do PIMO, Yaqub Sibindy que cedeu uma entrevista especial ao Semanário Jornal Visão, disse que os mesmos advém da falta de estratégias de governação baseada no desenvolvimento através da apresentação de um projecto de Autossustentabilidade ao eleitorado.

“Desde 1994 até hoje, a oposição usa a estratégia de pedir o voto ao povo, para ganhar e formar o governo e só depois poderá criar maravilhas. Esta mensagem foi muito ouvida naquela época até 1999, mas a partir de 2004 os eleitores começaram a questionar, pois houve uma evolução”, rematou Yaqub.

Para Sibindy, o eleitorado de hoje sabe que a oposição não governa o país mas que sim está no a pensar em como ganhar o poder. A oposição e o eleitorado de hoje, avança Sibindy, “é uma relação tipo o provedor de serviços e o cliente, se o provedor não mostra o que realmente quer fazer com o mercado que deseja conquistar o cliente não compra”, acrescenta.

A fonte defende que a oposição deve deixar de fazer promessas ilusórias, pois o eleitorado consegue ver que as mesmas não passam de mentiras, sugerindo assim que a oposição em Moçambique apresente um projecto como o Novo Moçambique, que demostra recursos para execução.

“Hoje o eleitorado precisa de um manifesto tipo este projecto, concebido por um partido e que prova que tem sustentabilidade. Dizer que eu hei-de fazer, hei-de construir bancos, escolas e milhões de empregos sem mostrar recursos, o eleitor vê que é mentira. A oposição perdeu e perderá sempre enquanto não tiver a cultura de Estado, estou a ensinar a eles que devemos fazer um projecto de governação para poder ganhar aceitação”, defende o político.  

 A união entres os partidos políticos da oposição para uma candidatura é a forma certa da oposição chegar ao poder, defende Sibindy, mas ciente de que isto é algo difícil de acontecer depois da morte de Afonso Dlhakama, líder do maior partido da oposição no país, nossa fonte afirma que o novo líder da PERDIZ é quem veio estragar esta ideia com o pensamento egoísta de achar que conseguiria vencer sem apoio de outros partidos da oposição.

“As províncias onde a Renamo sempre ganhou desta vez perdeu, a única forma de corrigir esta situação era unir-se em torno de um único candidato através de um manifesto eleitoral que tranquiliza e que cria uma motivação ao eleitorado. Mesmo com a divulgação do caso das dívidas ocultas a oposição não soube aproveitar-se disso, então esta situação faz com que enquanto a comunidade internacional não encontrar uma oposição que tem uma agenda de governação que possa interligar com assuntos deles de conjuntura internacional jamais será reconhecido como poder”, revela.

Ao Jornal Visão, o líder do PIMO confessa que o egoísmo das lideranças da oposição é o inimigo do desenvolvimento do país.

Segundo Este, alguns partidos apenas estão preocupados em manter-se no parlamento, usufruindo das mordomias que lhes são proporcionados, esquecendo-se do povo que os elegeu. “O eleitorado vota na oposição para construir um novo governo e fazer maravilhas, mas a oposição não está preocupada em ser solução para todos. O que esta quer sempre é ter um grupinho com mordomias partidárias e continuar no parlamento a comer bem, e, manda o povo se lixar… agora o povo também está lhes mandando passear”, atira Sibindy.

Yaqub Sibindy, justifica sua posição apontando que o povo ficou órfão perante os partidos da oposição, e esta perdeu suporte do eleitorado. “Agora ninguém sente pena de um ao outro, temos dois caminhos diferentes, é o que o povo pensa, porque a oposição só quer voto para entrar no parlamento e comer bem… perdem eleições e não aceitam, convocam manifestação, ninguém vai”, avança

Sibindy diz que os partidos que já estão no parlamento não se interessam em levar os outros porque o bolo que comem pode ficar pequeno, “querem ser os ´mais-mais´, só querem representação no parlamento e acabou”, desabafa Sibindy.

 

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Edição 101 - 10 de Janeiro 2020

 

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