INTEGRITY-MOÇAMBIQUE, 28 de Setembro de 2026-Venâncio Mondlane afirma que a formação política está a causar pânico nos adversários e defende que o país precisa de uma “reviravolta” após 50 anos de abismo.
Em um discurso proferido de balanço do II Conselho Nacional do partido, realizado (26 de Setembro) em Maputo, o presidente do partido ANAMOLA (Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo) fez declarações fortes sobre o actual cenário político moçambicano.
O líder classifica a sua própria formação política como a maior ameaça ao regime já vista na história do país.
“Nunca se viu uma ameaça política ao regime tão forte como a ANAMOLA. Isso não, não restam dúvidas nenhumas”, afirmou.
O dirigente explicou que essa percepção de ameaça tem gerado uma reacção em bloco por parte dos adversários.
“É por isso mesmo que os nossos inimigos, os nossos adversários também se multiplicam. Não é só o partido no poder, todos os partidos da oposição, como vocês sabem, praticamente se reuniram num pacto contra o próprio ANAMOLA”, declarou.
Apesar do cenário que descreve como adverso, o dirigente sublinhou a resiliência do partido. “Nós temos nos mantido muito firmes”, garantiu, acrescentando que, em apenas um ano de existência, a ANAMOLA realizou feitos estruturantes que outras forças políticas não conseguiram em décadas.
“Há partidos que existem há quarenta anos, cinquenta anos, não conseguiram fazer coisas estruturantes que a ANAMOLA conseguiu fazer em apenas um ano”, comparou.
O discurso foi além da retórica eleitoral. O dirigente deixou claro que o objectivo do partido não se limita a ganhar eleições ou ocupar assentos parlamentares.
“Nós não somos apenas um partido que vem para concorrer eleições e cumprir calendários eleitorais. Nós estamos para cumprir uma responsabilidade geracional”, afirmou.
Ele enfatizou que a prioridade é uma “responsabilidade histórica”. “Ganhar eleições é bom. Estar na Assembleia Municipal, Assembleia Provincial, Assembleia da República é muito bom. Nós queremos, mas acima de tudo, meus irmãos, temos uma responsabilidade histórica”, disse.
Para o dirigente, o país encontra-se num momento crítico. “O país está à deriva, está no abismo há cinquenta anos e tem que haver um momento em que se dá uma reviravolta a essa história de abismo”, concluiu, apelando à necessidade de uma mudança profunda na trajectória nacional. (Paulo Manjate)
Fonte original: Integrity Magazine
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