Associação defende que regularização da dívida externa deve ser acompanhada pela liquidação das dívidas internas
A felicitou o Governo pelo pagamento integral da dívida ao , considerando o acto como um sinal positivo de credibilidade financeira do País.
No entanto, no mesmo comunicado de imprensa, a associação levanta uma exigência clara quanto ao tratamento das obrigações internas, defendendo que o mesmo compromisso demonstrado junto de parceiros internacionais deve ser aplicado às dívidas do Estado para com empresários nacionais.
Em citação directa, a APME afirma: “A APME reitera a sua total disponibilidade para o diálogo construtivo com o Executivo, com vista à identificação de soluções céleres e eficazes que garantam a sustentabilidade das empresas e o crescimento económico do País.”
A organização sublinha ainda a importância da “dinâmica da economia interna”, apontando implicitamente para os impactos negativos que o incumprimento de pagamentos internos tem vindo a provocar no sector privado.
A posição da APME reflecte uma preocupação recorrente do empresariado nacional, que defende maior equidade na gestão das obrigações do Estado, sobretudo num contexto em que o cumprimento rigoroso de compromissos externos contrasta com atrasos nas responsabilidades internas.
Com este posicionamento, a associação procura pressionar o Executivo a adoptar uma abordagem mais equilibrada, em que a credibilidade externa seja acompanhada por justiça económica no plano interno.
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