“Crise na LAM: detenções de antigos gestores levantam suspeitas sobre gestão passada, enquanto actual Administração tenta blindar-se e garante normalidade operacional”

A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) garantiu que as suas operações continuam a decorrer com normalidade, apesar das detenções recentemente tornadas públicas envolvendo antigos gestores da companhia de bandeira nacional.
Em comunicado oficial, a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso, a empresa esclarece que os factos sob investigação “reportam-se a períodos anteriores” e “não têm qualquer ligação com a actual Administração”. A transportadora sublinha que os processos em curso dizem respeito a decisões e actos praticados em mandatos passados, encontrando-se agora sob apreciação das autoridades competentes.
Segundo o documento, a actual gestão está focada num processo de reestruturação institucional e financeira, considerado estratégico para restaurar a robustez da companhia. “A Administração em funções está empenhada em implementar medidas concretas de estabilização operacional e sustentabilidade económica”, refere o comunicado, destacando iniciativas internas de controlo, racionalização de custos e reforço dos mecanismos de governação corporativa.
No âmbito das diligências judiciais em curso, a LAM afirma estar a colaborar com as autoridades, reiterando o seu compromisso com a legalidade e a transparência. “A empresa pauta-se por princípios de boa governação, responsabilidade e prestação de contas”, lê-se na nota.
A companhia faz ainda questão de tranquilizar passageiros, parceiros comerciais e fornecedores, assegurando que “a situação não afecta o funcionamento regular dos voos nem os compromissos assumidos no plano operacional”.
Fontes ligadas ao sector da aviação consideram que o momento representa um novo teste à credibilidade institucional da transportadora, num contexto em que o sector enfrenta desafios estruturais e financeiros significativos. Ainda assim, a empresa sustenta que o foco permanece na consolidação da confiança do mercado e na recuperação da sua imagem pública.
A LAM conclui reiterando que continuará a acompanhar os desenvolvimentos do processo, mantendo a prioridade na continuidade dos serviços e na execução do seu plano estratégico de reestruturação.

Ângelo Zacarias Manhengue

Recent Posts

União Europeia investe 120 milhões de euros em projectos de governação, justiça e cultura nos PALOP e Timor-Leste

A União Europeia financiou, ao longo dos últimos 30 anos, cerca de 120 milhões de…

9 horas ago

TMCEL lança “Pacote Família” para democratizar o acesso à comunicação em Moçambique

A operadora Tmcel – Moçambique Telecom anunciou, nesta terça-feira (15 de abril), o lançamento do…

10 horas ago

Júlio Parruque prevê intervenção a curto prazo em três vias críticas para reforçar mobilidade urbana

Intervenções abrangem três troços estratégicos e incluem medidas para mitigar impactos das inundaçõesO presidente do…

1 dia ago

MANUEL TULE EXIGE SOLUÇÕES URGENTES PARA OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA POPULAÇÃO NA PROVÍNCIA DE MAPUTO

O Governador da Província de Maputo, Manuel Tule, defendeu esta terça-feira a necessidade de adoção…

1 dia ago

Chuvas intensas provocam interrupção da EN1 no bairro Mahate, em Pemba

A circulação rodoviária na Estrada Nacional Número 1 (EN1) encontra-se temporariamente interrompida no bairro de…

2 dias ago

OJM defende queda no custo do material de construção

A Organização da Juventude Moçambicana (OJM) defendeu, nesta segunda-feira, a adoção de medidas imediatas por…

3 dias ago

This website uses cookies.