Ao afirmar que “na FRELIMO não há santuário para criminosos, não há plateia para lambe-botas e não há espaço para corruptos”, o Presidente Daniel Chapo lançou uma mensagem que ultrapassa os limites da disciplina partidária. É uma declaração sobre o tipo de organização política e de sociedade que pretende ajudar a construir.
Como Presidente da FRELIMO e Presidente da República, Chapo coloca a independência económica no centro da visão estratégica para Moçambique. E essa independência não será possível enquanto a corrupção, o favoritismo, a incompetência e a cultura de bajulação continuarem a enfraquecer as instituições.
Moçambique possui enormes recursos naturais e potencial produtivo. O verdadeiro desafio está em transformar essa riqueza em emprego, industrialização, conhecimento, tecnologia e melhores condições de vida para os moçambicanos. Para isso, é necessário um Estado eficiente, transparente e orientado para resultados.
A rejeição dos “lambe-botas” é igualmente significativa. Um país que pretende desenvolver-se precisa de dirigentes e quadros capazes de dizer a verdade, apresentar soluções e corrigir erros, e não apenas daqueles que dizem ao poder aquilo que este gostaria de ouvir.
A posição assumida por Chapo representa, assim, um desafio à própria FRELIMO: renovar não apenas os seus quadros, mas também os seus métodos, valores e cultura política. A filiação partidária não pode servir de escudo para quem pratica actos ilícitos, assim como a lealdade não deve ser confundida com bajulação.
A independência política conquistada em 1975 precisa agora de ser acompanhada por uma verdadeira independência económica. Isso significa produzir mais, transformar os nossos recursos dentro do país, fortalecer as empresas nacionais, investir na juventude, na agricultura, na indústria, na ciência e na tecnologia.
É neste ponto que estará o verdadeiro teste à liderança de Daniel Chapo: transformar o discurso em instituições fortes, políticas públicas eficazes e resultados concretos.
Porque combater a corrupção não é apenas uma questão de moralidade. É uma condição para construir um Moçambique mais produtivo, justo, soberano e economicamente independente.
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Redação Visão Moçambique (mais…)
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