FIRMINO MUCAVEL ABANDONA ANAMOLA E REGRESSA À FRELIMO APÓS LIDERAR MANIFESTAÇÕES PÓS-ELEITORAIS EM RESSANO GARCIA

Firmino Mucavel, apontado como um dos principais rostos da mobilização política ligada a Venâncio Mondlane na vila fronteiriça de Ressano Garcia, decidiu abandonar o partido ANAMOLA e regressar à FRELIMO, partido no qual anteriormente militava.
Mucavel ocupava o cargo de coordenador de mobilização do ANAMOLA em Ressano Garcia e destacou-se durante as manifestações pós-eleitorais, onde esteve frequentemente na linha da frente dos protestos registados na fronteira entre Moçambique e África do Sul.
Em declarações tornadas públicas durante o acto da sua apresentação oficial à FRELIMO, Firmino Mucavel justificou a sua saída alegando falta de organização interna e ausência de uma agenda política séria no seio do ANAMOLA.
“Eu percebi que estava a ser instrumentalizado e usado para destruir bens públicos e privados. O partido ANAMOLA não demonstra seriedade no que toca à agenda nacional. Há muita desorganização no partido”, declarou Firmino Mucavel.
Considerado por alguns sectores políticos locais como uma das figuras influentes nas mobilizações pós-eleitorais em Ressano Garcia, Mucavel afirmou ter tomado a decisão de regressar à FRELIMO por considerar tratar-se de “um partido estruturado e com visão de governação”.
O acto da sua recepção decorreu na presença do Primeiro-Secretário do Comité Provincial da FRELIMO na Província de Maputo, Carlos Zavala, acompanhado por vários quadros seniores do partido.
Entre as figuras presentes esteve também Calisto Cossa, antigo presidente do Conselho Municipal da Matola e actual deputado da Assembleia da República, além de outros membros e simpatizantes da formação política.
Fontes locais indicam que a saída de Firmino Mucavel poderá representar um duro golpe para a capacidade de mobilização do ANAMOLA naquela região estratégica da fronteira de Ressano Garcia, considerada um dos principais pontos de tensão durante o período pós-eleitoral.
Analistas políticos entendem que a movimentação poderá igualmente reforçar a presença da FRELIMO na província de Maputo, numa altura em que os partidos da oposição enfrentam desafios internos relacionados com coesão e liderança política.

Ângelo Zacarias Manhengue

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