Uma operação conjunta conduzida pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e pela Polícia da República de Moçambique (PRM) resultou, na madrugada deste sábado, na apreensão de diversos telemóveis no interior da Cadeia Central, levantando sérias preocupações sobre a segurança e o controlo dentro do sistema penitenciário.
De acordo com fontes oficiais, a ação foi realizada de forma inesperada, surpreendendo os reclusos durante as primeiras horas do dia. Equipas especializadas procederam a uma revista intensiva às celas, numa operação descrita como “minuciosa e estratégica”, com o objetivo de desmantelar redes de comunicação ilegal a partir do interior do estabelecimento.
“Foi uma intervenção cirúrgica. Entrámos de madrugada para garantir o efeito surpresa e evitar qualquer tentativa de ocultação de provas”, revelou uma fonte ligada à operação, sob anonimato.
Durante a revista, foram encontrados vários dispositivos móveis escondidos em locais improváveis, incluindo estruturas improvisadas nas celas. As autoridades suspeitam que os aparelhos vinham sendo utilizados para coordenar atividades ilícitas fora e dentro da prisão.
Segundo relatos recolhidos no local, algumas comunicações interceptadas indicam a utilização frequente de instruções diretas como “manda para esse número”, sugerindo a existência de esquemas organizados que operam a partir do interior da cadeia.
“O uso de telemóveis em estabelecimentos penitenciários representa uma ameaça grave à ordem pública, pois permite a continuidade de práticas criminosas mesmo em regime de reclusão”, afirmou um porta-voz das forças de segurança.
A operação insere-se num conjunto mais amplo de medidas que visam reforçar o controlo e a disciplina nos estabelecimentos penitenciários do país, num contexto em que têm surgido denúncias recorrentes sobre a circulação ilegal de objetos proibidos.
As autoridades garantem que as investigações continuam em curso para identificar não apenas os reclusos envolvidos, mas também possíveis redes externas que facilitam a entrada destes dispositivos.
Entretanto, fontes internas admitem que o incidente expõe fragilidades no sistema de vigilância prisional, levantando questões sobre a eficácia dos mecanismos de controlo atualmente em vigor.
Mais desenvolvimentos são aguardados nas próximas horas, à medida que o SERNIC e a PRM aprofundam as diligências para responsabilizar os envolvidos.
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