CHAPO PRESTA ÚLTIMA HOMENAGEM A DOM OSÓRIO CITORA AFONSO E REAFIRMA COMPROMISSO COM A JUSTIÇA

Por Redacção Visão Moçambique
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, deslocou-se esta quinta-feira à cidade de Quelimane, na província da Zambézia, para prestar a última homenagem a Dom Osório Citora Afonso, figura respeitada da Igreja Católica e reconhecida pelo seu trabalho em prol da paz, da solidariedade e do desenvolvimento humano.
A cerimónia fúnebre reuniu membros do Governo, líderes religiosos, representantes da sociedade civil e centenas de cidadãos que se deslocaram para manifestar o seu pesar pela perda de uma personalidade amplamente considerada como um símbolo de fé, humildade e serviço ao próximo.
Durante a homenagem, o Chefe do Estado destacou o papel desempenhado por Dom Osório Citora Afonso na promoção dos valores cristãos, na defesa da dignidade humana e no fortalecimento da convivência pacífica entre os moçambicanos.
Segundo o Presidente da República, a vida e obra do religioso deixaram um legado que transcende os limites da Igreja Católica, constituindo uma referência moral para toda a sociedade moçambicana.
“Dom Osório Citora Afonso foi um homem de fé, humildade e dedicação ao próximo, cuja vida marcou profundamente a Igreja Católica e todo o povo moçambicano”, afirmou Daniel Chapo durante a cerimónia de despedida.
Governo promete investigação rigorosa
Na ocasião, o estadista moçambicano reafirmou o compromisso das autoridades nacionais em prosseguir com uma investigação célere, transparente e rigorosa em torno das circunstâncias que culminaram com a morte do religioso.
O Presidente garantiu que o Governo está empenhado em assegurar que todos os responsáveis pelo crime, sejam autores materiais ou morais, sejam devidamente identificados e responsabilizados nos termos da lei.
“Reafirmámos o compromisso do Governo com uma investigação rigorosa e célere para que os autores materiais e morais deste crime sejam exemplarmente responsabilizados”, declarou o Chefe do Estado.
A posição do Governo surge num contexto de crescente expectativa pública em relação ao esclarecimento do caso, considerado de elevada relevância nacional devido ao impacto social e religioso provocado pelo desaparecimento físico de Dom Osório Citora Afonso.
Legado de paz, verdade e reconciliação
Para Daniel Chapo, a melhor forma de preservar a memória do líder religioso passa pela defesa dos princípios que orientaram a sua missão pastoral ao longo de décadas.
O Presidente sublinhou que a promoção da justiça, da verdade, da paz e da reconciliação deve continuar a ser uma prioridade para todos os moçambicanos, independentemente das suas convicções religiosas ou filiações políticas.
“A melhor forma de honrar o seu legado é defender os valores da justiça, da verdade e da paz pelos quais sempre trabalhou”, enfatizou.
Analistas consideram que a mensagem presidencial procura reforçar a confiança dos cidadãos nas instituições do Estado e demonstrar a determinação das autoridades em combater a impunidade, sobretudo em casos que afetam figuras de elevada relevância social e espiritual.
Condolências à família e à Igreja Católica
No final da cerimónia, Daniel Chapo apresentou condolências à família enlutada, à Igreja Católica e a todos os moçambicanos que se identificavam com a missão e os ideais defendidos por Dom Osório Citora Afonso.
A morte do religioso representa uma perda significativa para a comunidade católica e para diversos sectores da sociedade, que reconhecem nele um exemplo de entrega ao serviço dos mais necessitados, da promoção da paz e do fortalecimento dos valores humanos.
“À família, à Igreja Católica e a todos os moçambicanos, reiteramos as nossas sentidas condolências”, concluiu o Presidente da República.
A despedida de Dom Osório Citora Afonso ficou marcada por momentos de emoção, oração e reflexão, num ambiente em que prevaleceram mensagens de esperança, unidade nacional e compromisso coletivo com a justiça, valores que, segundo os presentes, constituem a herança mais valiosa deixada pelo líder religioso ao povo moçambicano.

Ângelo Zacarias Manhengue

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