Por: Dávio David
O edil do município da Matola, Júlio Parruque garante que o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, autorizou à edilidade a fazer parte do processo de discussão da renovação do contrato da empresa sul africana, Trans African Concessions (TRAC), com vista, a Matola se beneficiar dos lucros da portagem de Maputo.
Actualmente, não há informação oficial e pública, sobre quanto a TRAC factura anualmente ou durante, a vigência do contrato com o governo de Moçambique, aliás, os termos de referência são quase ocultos para os munícipes das duas cidades, entretanto, para o edil da Matola e não só, a certeza é só uma, a TRAC faz muito dinheiro, mas que infelizmente, ainda não está a beneficiar com justiça aos matolenses.
O contrato da TRAC para a gestão da Estrada Nacional nº 4 (EN4) e portagens associadas foi assinado em Maio de 1997 entre os governos de Moçambique e da África do Sul, com validade de 30 anos (Janeiro de 1998 a Fevereiro de 2028).
A escassos meses para o término do contrato, Júlio Parruque garante que o município da Matola, empreendeu um grande esforço para entrar nas discussões sobre a partilha dos lucros da portagem.
“Estamos agora envolvidos na apreciação da renovação do contrato de concessão da estrada com portagem, como sabemos, a concessão à TRAC já vai terminar, foram anos de concessão, felizmente, chegamos numa fase crucial, em que se poderá rever, os termos da concessão, e o nosso município faz parte desta apreciação graças à sensibilidade do ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, que ouviu o nosso apelo”, explicou Parruque .
HÁ MUITO DINHEIRO NA PORTAGEM DE MAPUTO
Nas contas de Parruque, a portagem de Maputo é uma das maiores portagens da África Austral, tem uma grande demanda e factura muito dinheiro, por isso não faz sentido que os munícipes não sintam o impacto direcdessa grande infraestrutura.
“Precisamos desse fundo para contribuir na construção de algumas estradas terciárias para alimentar o próprio corredor da Estrada com portagem” justificou Parruque.
A edilidade fez esses pronunciamentos durante a última conferência de imprensa, na cidade da Matola, tendo na ocasião, anunciado a retoma da construção de algumas obras em curso no município da Matola.
De acordo com Júlio Parruque, cerca de 35% das vias de acesso sofreram com impacto da última época chuvosa na autarquia, o que condicionou a mobilidade urbana e consequentemente a arrecadação de receitas.
Entretanto, o município da Matola, anunciou, a título de exemplo, a retoma da construção da estrada que liga os bairros de Infulene e Muhalaze, Ngolhoza e Mukhatine, numa extensão de 12.5 km e 5.5 kms respectivamente, bem como da estrada pavimentada entre Zona Verde e bairro de Ndlavela, para além de intervenções em alguns pontos críticos no posto administrativo da Machava, concretamente, na avenida das Indústrias e na Matola sede, em especial da estrada que sai da famosa padaria Boane até a lixeira de Malhampsene.
Aliás sobre a lixeira de Malhampsene, o município diz estar a negociar com parceiros de cooperação interessados em investir na lixeira para produção de biocombustíveis, fertilizantes e reciclagem.
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