PIMO manifesta interesse em aderir ao Diálogo Nacional Inclusivo

O Partido Independente de Moçambique (PIMO) submeteu formalmente uma carta à Comissão para o Diálogo Político, manifestando o seu interesse em integrar o Diálogo Nacional Inclusivo, uma iniciativa coordenada pelo Comité Técnico de Organização do Diálogo (COTE) e criada pelo Governo da República de Moçambique.
De acordo com o documento a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso, a adesão do PIMO visa contribuir activamente para o processo de reflexão nacional em torno da revisão da Constituição da República e do sistema de governação, numa altura em que o país procura consolidar a estabilidade política e fortalecer a democracia participativa.
A carta é assinada pelo Secretário-Geral do partido, Jeremias Timbe, que destaca a disponibilidade do PIMO em participar de forma construtiva no processo, apresentando propostas, projectos e ideias estruturantes que possam impulsionar o desenvolvimento sustentável da nação.
Segundo o dirigente partidário, o PIMO acredita que o Diálogo Nacional Inclusivo representa uma oportunidade histórica para a construção de consensos políticos e sociais, fundamentais para garantir um futuro mais inclusivo, justo e democrático para todos os moçambicanos.
“O nosso partido está pronto para contribuir com ideias sólidas e projectos estratégicos que respondam às reais necessidades do povo moçambicano, reforçando os princípios da democracia, da boa governação e da justiça social”, refere a carta.
O documento sublinha ainda que a participação do PIMO no processo visa promover uma cultura de diálogo aberto, transparente e participativo, envolvendo diferentes actores políticos e da sociedade civil, com o objectivo de assegurar que as reformas constitucionais reflitam os anseios do povo.
O Diálogo Nacional Inclusivo, coordenado pelo COTE, surge como uma plataforma estratégica para debater questões estruturais do Estado moçambicano, incluindo a organização do poder político, a descentralização, a reforma do sistema eleitoral e o reforço das instituições democráticas.
Neste contexto, o PIMO considera essencial que todas as forças políticas, independentemente da sua dimensão, sejam incluídas no processo, de modo a garantir legitimidade, pluralismo e representatividade nas decisões que irão moldar o futuro do país.
Para o partido, a construção de consensos nacionais passa necessariamente pela escuta activa das diferentes sensibilidades políticas, sociais e culturais, evitando divisões e promovendo a unidade nacional.
Com esta iniciativa, o PIMO reafirma o seu compromisso com a paz, a estabilidade política e o desenvolvimento sustentável, defendendo que o diálogo é o caminho mais seguro para a resolução dos desafios estruturais que o país enfrenta.
O Jornal Visão Moçambique continuará a acompanhar de perto os desenvolvimentos deste processo e as reacções das diferentes forças políticas e sociais envolvidas no Diálogo Nacional Inclusivo.

Ângelo Zacarias Manhengue

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