O governo do Reino Unido anunciou a disponibilização de até 20 milhões de libras esterlinas para apoiar o combate ao surto de Ebola que atinge actualmente a República Democrática do Congo e Uganda, onde centenas de casos suspeitos já foram registados.
A medida surge numa altura em que as autoridades congolesas reportaram pelo menos 139 mortes suspeitas e quase 600 casos suspeitos relacionados com a doença, aumentando o alerta internacional sobre a propagação do vírus.
O financiamento, proveniente do Ministério das Relações Exteriores britânico, será direccionado ao reforço da resposta sanitária nos dois países africanos, incluindo apoio aos profissionais de saúde na linha da frente, melhoria do controlo de infecções e fortalecimento da monitorização epidemiológica.
A ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, afirmou que a resposta rápida é essencial para evitar uma crise sanitária ainda maior.
“É vital que ajamos agora para salvar vidas. Surtos como o de Ebola não param nas fronteiras, e nós também não podemos”, declarou.
A governante deverá liderar uma reunião estratégica com o novo secretário da Saúde britânico, James Murray, com o objectivo de coordenar a resposta do Reino Unido e reforçar medidas de protecção para cidadãos britânicos no exterior.
Segundo o governo britânico, além do apoio financeiro, o país está também a disponibilizar conhecimento técnico especializado para ajudar a conter a epidemia.
“Este surto é um forte lembrete de que as ameaças globais à saúde exigem uma resposta global”, acrescentou Cooper.
A UK Health Security Agency activou o seu programa de monitorização para trabalhadores que regressam da região afectada, enquanto as autoridades avaliam as rotas utilizadas por viajantes que entram no Reino Unido, de forma a garantir maior vigilância sanitária.
O director de incidentes da agência, Dr. Mike Reynolds, considerou o actual surto “grave”, embora tenha assegurado que o risco para a população britânica permanece “baixo”.
O Ebola é uma doença rara, altamente contagiosa e frequentemente fatal, transmitida sobretudo através do contacto com fluidos corporais infectados. Entre os principais sintomas estão febre alta, fadiga extrema, vómitos, diarreia, dores musculares e hemorragias.
O director-geral da World Health Organization, Tedros Adhanom Ghebreyesus, revelou que o actual surto está associado à rara variante Bundibugyo do vírus Ebola e poderá ter começado há vários meses.
A OMS informou ainda que já mobilizou equipas, equipamentos médicos, suprimentos e recursos financeiros para apoiar a resposta no terreno, incluindo um financiamento emergencial inicial de 3,9 milhões de dólares.
Por: Emanuel G. Desde o início do mandato de Daniel Chapo, começou a ganhar força…
O presidente do Partido Independente de Moçambique (PIMO), Yacub Sibindy, afirmou recentemente que o antigo…
A Governadora da Província de Gaza, Margarida Mapandzene, recebeu no seu gabinete de trabalho uma…
A Polícia Municipal de Maputo apreendeu, nesta terça-feira, 19 de Maio, mais uma viatura de…
Administração Nacional de Estradas empossa novos quadros para Nampula, Niassa e Tete sob pressão de…
Tempus Global Group distingue 36 organizações e lança programa pioneiro de assistência ao colaborador durante…
This website uses cookies.