Chókwè, Gaza – Pelo menos 8.500 clientes da Electricidade de Moçambique (EDM), no distrito de Chókwè, província de Gaza, no sul do país, continuam sem fornecimento de energia elétrica na sequência da queda de postes e danos significativos nas infraestruturas elétricas, provocados pelas inundações resultantes das chuvas intensas que assolam várias regiões do país.
De acordo com o Director de Distribuição da EDM, Luís Amado, os prejuízos registados pela empresa ascendem a cerca de 313 milhões de meticais, valor já contabilizado no balanço preliminar dos danos causados pelo mau tempo.
Luís Amado prestou estas declarações esta terça-feira, na vila municipal de Marracuene, província de Maputo, à margem de uma visita de trabalho destinada a avaliar o nível de destruição das infraestruturas elétricas e a monitorar o progresso das ações de reposição do sistema, interrompido em diversas zonas do país devido às chuvas intensas e inundações.
Segundo o responsável, os efeitos do mau tempo foram registados em praticamente todo o território nacional, com impactos severos sobre a rede de distribuição de energia elétrica.
“Em todo o país ocorreram quedas de postes, rompimento de linhas de transporte e distribuição, bem como a submersão de postos de transformação, situações que representam um sério risco para a continuidade do fornecimento de energia elétrica aos nossos clientes”, explicou Luís Amado.
O Director de Distribuição sublinhou ainda que as equipas técnicas da EDM encontram-se no terreno a trabalhar de forma contínua, apesar das dificuldades de acesso a algumas zonas afetadas, com o objetivo de restabelecer o fornecimento de energia de forma segura e gradual, respeitando os padrões técnicos exigidos.
No âmbito das medidas de resposta à emergência humanitária causada pelas cheias, Luís Amado anunciou igualmente que, ao abrigo de um decreto ministerial aprovado pelo Conselho de Ministros, a EDM vai proceder à instalação de novos contadores do sistema Credelec em 59 escolas, a nível nacional.
As referidas escolas estão atualmente a funcionar como centros de acolhimento temporário das populações afetadas pelas cheias, assegurando melhores condições de habitabilidade, segurança e funcionamento dos serviços básicos durante o período de assistência às vítimas.
A EDM reiterou o seu compromisso de continuar a trabalhar em coordenação com o Governo e outras instituições relevantes, no sentido de minimizar os impactos das intempéries, garantir a segurança das infraestruturas e restabelecer, com a maior brevidade possível, o fornecimento de energia elétrica às populações afetadas.
