O administrador das Farmácias de Moçambique, Gustavo da Cruz, destacou a aposta da instituição na modernização e digitalização dos serviços farmacêuticos como estratégia para ampliar o acesso da população a medicamentos de qualidade e a preços acessíveis. A intervenção ocorreu durante o segundo painel do Leadership Circle Mozambique, dedicado ao tema “Motores da Economia: sectores-chave que irão impulsionar o ciclo de crescimento”.

Na ocasião, o responsável sublinhou que o encontro permitiu discutir tendências e perspectivas de desenvolvimento para sectores estratégicos da economia nacional, incluindo o da saúde. Segundo explicou, as Farmácias de Moçambique procuram introduzir no mercado nacional um diferencial ainda pouco explorado, assente na garantia de disponibilidade de produtos farmacêuticos de qualidade a custos mais acessíveis para a população.
Enquanto braço estratégico do Estado moçambicano no sector empresarial público, sob gestão accionista do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), a instituição pretende igualmente transformar o conceito tradicional de farmácia, tornando-o mais inclusivo, moderno e orientado para as necessidades da população.
Entre as iniciativas em curso, destaca-se a incorporação de novas tecnologias no processo de disponibilização de medicamentos. A aposta surge também como resposta ao desafio lançado pelo Presidente da República para que os diferentes sectores, incluindo o da saúde, avancem com a digitalização dos seus serviços.

Neste contexto, Gustavo da Cruz anunciou o lançamento, para o este ano, da FARMAC Connect, considerada a primeira plataforma de farmácia digital no país. O projecto inclui igualmente a introdução de dispensadores automáticos de medicamentos, inspirados no modelo das caixas automáticas (ATM), que permitirão aos cidadãos adquirir determinados produtos farmacêuticos a qualquer hora.
De acordo com o administrador, a iniciativa visa sobretudo reforçar o acesso a medicamentos nas zonas periurbanas e rurais, onde muitas vezes a disponibilidade de serviços farmacêuticos é limitada. Além de aproximar os medicamentos da população, a solução tecnológica poderá contribuir para a redução dos custos operacionais da empresa.
“O nosso foco é garantir que os medicamentos cheguem a quem realmente precisa. Como empresa do sector empresarial do Estado, temos a responsabilidade de assegurar que os produtos disponíveis no mercado sejam de qualidade e capazes de responder às necessidades de saúde da população”, afirmou.
O painel integrou o programa do Leadership Circle Mozambique, evento promovido pela The Business Year em parceria com o Ministério da Economia e a Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX) Moçambique, reunindo representantes do sector público e privado para debater estratégias de crescimento económico e desenvolvimento sustentável no país.
