A petrolífera estatal chinesa CNOOC entregou ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) uma doação de 50 mil dólares norte-americanos destinada a reforçar a resposta humanitária às cheias que afectaram o país, com maior incidência na província de Sofala.
O apoio surge num momento em que o Governo intensifica esforços de assistência às populações atingidas pelas inundações que, nas últimas semanas, provocaram deslocados, destruição de infra-estruturas e perdas de meios de subsistência nas regiões sul e centro.
Na ocasião, o representante da empresa em Moçambique afirmou que a decisão reflecte o compromisso institucional com a responsabilidade social, sublinhando que “decidiu assumir firmemente a sua responsabilidade social permanecendo ao lado do governo e do povo moçambicano neste momento difícil”. A posição da companhia surge ainda antes do arranque efectivo das suas operações no território nacional.
A CNOOC, apontada como o maior operador offshore da República Popular da China, possui cinco contratos de concessão para pesquisa e produção de hidrocarbonetos em Moçambique, em vigor desde Janeiro de 2026, num contexto em que o sector energético continua a ser visto como estratégico para o crescimento económico.
Por seu turno, a embaixadora chinesa em Maputo destacou o carácter duradouro das relações bilaterais, afirmando que “a amizade entre os nossos dois povos tem uma longa história e continua forte”, ao mesmo tempo que reiterou o posicionamento de Pequim face aos desafios climáticos, referindo que “a China apoia firmemente Moçambique no enfrentamento dos desafios das alterações climáticas e no avanço da reconstrução pós-catástrofe”.

No plano governamental, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREM), através do seu Secretário Permanente, António Manda, considerou o gesto um sinal de confiança no País, sublinhando que a empresa irá operar em cinco áreas concessionadas, nomeadamente “duas áreas na região do Save e três áreas na região de Angoche”, com expectativas de identificação de recursos que possam dinamizar a economia nacional.
Entretanto, o INGD garantiu que os fundos serão aplicados com critérios de transparência e direccionados às comunidades mais vulneráveis. “Estes apoios que estão sendo feitos pela República da China irão se beneficiar às pessoas que de facto sofrem neste momento. Iremos fazer chegar às pessoas que realmente necessitam”, assegurou a instituição.

Num contexto em que a época chuvosa ainda decorre, as autoridades reforçam o apelo à prudência. “Estamos dentro da época chuvosa, vamos continuar atentos aos avisos e às informações que serão dadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia”, alertou o INGD, insistindo na necessidade de observância rigorosa das orientações oficiais para mitigação de riscos.
