O presidente do Conselho Municipal da cidade de Maputo, Razaque Manhique, manifestou forte descontentamento com a baixa qualidade das habitações construídas para as vítimas do desabamento da lixeira de Hulene. Em resposta, ordenou que o empreiteiro responsável proceda com urgência à correção de graves irregularidades identificadas nas obras de reassentamento em Pussulane.
Segundo informações apuradas, as falhas estruturais nas residências têm gerado preocupação quanto à segurança e à dignidade das famílias beneficiárias. A intervenção do edil surge num contexto de crescente contestação pública sobre a qualidade das infraestruturas entregues.
“Não podemos aceitar que obras destinadas a populações vulneráveis sejam executadas com tamanha negligência”, terá afirmado uma fonte ligada ao município, sublinhando a necessidade de responsabilização dos envolvidos.
Analistas ouvidos pelo jornal Visão Moçambique consideram que a intervenção de Manhique como um passo positivo no reforço da fiscalização das obras públicas. Para estes especialistas, a situação levanta suspeitas que vão além da má execução técnica.
“É preciso mão dura contra estes empreiteiros. Mais do que isso, impõe-se uma investigação rigorosa para apurar se não houve desvio de fundos por parte de servidores públicos, comprometendo a qualidade das construções”, referiu um analista independente.
O caso reacende o debate sobre transparência e gestão de recursos públicos em projectos de reassentamento, especialmente aqueles destinados a populações afetadas por tragédias como a da lixeira de Hulene.
Até ao momento, o empreiteiro responsável pelas obras ainda não se pronunciou publicamente sobre as exigências do Conselho Municipal.
