
A vila de Quissico, na província de Inhambane, assinala 54 anos de elevação à categoria de vila e celebra 17 anos desde a sua constituição como município. Contudo, apesar dos progressos registados no domínio das infraestruturas, a fraca arrecadação de receitas locais continua a constituir um forte entrave ao pleno desenvolvimento da autarquia.
Avanços visíveis nas infraestruturas locais
Com o processo de municipalização, Quissico beneficiou de novas infraestruturas socioeconómicas. Entre as principais conquistas destacam-se a construção e reabilitação de mercados municipais, a melhoria de unidades sanitárias, a pavimentação de vias públicas com pavês e a expansão gradual das redes de distribuição de água potável e de energia eléctrica.
Os munícipes reconhecem o impacto directo destas melhorias no seu quotidiano. Os comerciantes locais, por exemplo, destacam a reestruturação do mercado municipal, que passou a oferecer melhores condições de venda e protecção contra o sol, contribuindo para dinamizar a actividade comercial.
No entanto, a liderança autárquica reconhece que o desenvolvimento é um processo contínuo e exige novos investimentos, sobretudo na expansão da rede de abastecimento de água e na criação de oportunidades para a juventude.
Erosão e intempéries ameaçam a rede viária
Para além dos constrangimentos financeiros, a vila debate-se com um grave problema ambiental e estrutural: a erosão, que afecta várias zonas urbanas e exige intervenções de contenção.
O progresso que se vinha registando na rede viária sofreu um forte revés após as intensas chuvas ocorridas em Fevereiro, que provocaram a abertura de grandes crateras em algumas das principais vias de acesso.
A situação reduziu o ritmo de expansão da rede viária e colocou novos desafios logísticos ao Conselho Municipal.
Apelo ao civismo fiscal e regularização salarial
O presidente do Conselho Municipal de Quissico, Abílio Paulo, explicou que a implementação de novos projectos sociais e económicos depende, em grande medida, da contribuição dos cidadãos através do pagamento de impostos.
Embora tenha manifestado satisfação com o crescimento da arrecadação de receitas registado nos últimos dois meses, o autarca sublinhou que a execução de novos projectos fica seriamente comprometida quando a autarquia não dispõe de receitas próprias suficientes.
Sobre a gestão interna, o edil garantiu que o diferendo relacionado com os atrasos salariais dos funcionários do município, que chegou a acumular entre quatro e cinco meses, foi totalmente regularizado.
Actualmente, a situação salarial está regularizada, restando apenas o processamento do mês em curso, que a autarquia prevê liquidar até ao final do respectivo período.
O principal desafio que se coloca agora a Quissico é reforçar a sua capacidade de arrecadação de receitas locais, de modo a garantir que o crescimento do município seja contínuo e financeiramente sustentável.







