
Professores do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Aplicada à Agricultura e dos cursos de Agronomia da Universidade Paranaense (Unipar), dos campi de Umuarama e Toledo, participaram de uma atividade acadêmica internacional com estudantes de Engenharia Agronómica da Universidade Rovuma, em Moçambique.
O encontro foi realizado a convite da professora e pesquisadora Sunera Zulficar Nurmomade, diretora-adjunta administrativa, e do engenheiro Walter Saibo, diretor do curso.
Durante quatro horas de aula online, Glacy Jaqueline da Silva e Odair Alberton apresentaram temas de Microbiologia do Solo. A atividade reuniu estudantes do curso de Engenharia Agronómica do Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente da Universidade Rovuma, em Montepuez.
Entenda o caso
Os participantes fizeram perguntas e discutiram como os conhecimentos da área podem ser aplicados na agricultura.
Glacy abordou a fixação biológica de nitrogênio, a dinâmica do carbono no solo, a solubilização de fósforo e as interações microbianas. Alberton falou sobre micorrizas, bioinsumos e as relações entre plantas e microrganismos.
Os temas apresentados têm relação direta com o desenvolvimento de sistemas agrícolas sustentáveis. Os microrganismos do solo participam de processos importantes para a fertilidade, a nutrição das plantas, a ciclagem de nutrientes e a manutenção da qualidade do solo.
A fixação biológica de nitrogênio, a solubilização de fósforo, as associações micorrízicas e o uso de bioinsumos são exemplos de processos e tecnologias que podem melhorar o aproveitamento de nutrientes e reduzir a dependência de insumos químicos.
Além de apresentar os fundamentos científicos desses processos, a aula abriu espaço para discutir sua aplicação em diferentes realidades agrícolas e ambientais.
A atividade aproximou a Unipar e a Universidade Rovuma e poderá abrir caminho para futuras iniciativas em ensino, pesquisa, inovação e formação de recursos humanos.
Entre as possibilidades estão novas atividades acadêmicas, pesquisas em colaboração, participação conjunta em eventos científicos, publicações em coautoria e intercâmbio de professores e estudantes.
O contato também amplia a internacionalização do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Aplicada à Agricultura da Unipar, que oferece mestrado e doutorado e mantém colaboração com pesquisadores e instituições de diferentes países.
Para os professores da universidade brasileira, a aula foi uma oportunidade de intercâmbio acadêmico e científico e de aproximação com estudantes e pesquisadores moçambicanos.
A expectativa é que a conversa iniciada durante a atividade resulte em novas ações conjuntas e em oportunidades de formação internacional para estudantes de graduação, mestrado e doutorado. A iniciativa também pode estimular o compartilhamento de conhecimentos e pesquisas de interesse comum.
Hélder Tomo, estudante de Engenharia Agronómica da Universidade Rovuma, destacou os conhecimentos que adquiriu durante a atividade.
“Aprendi muita coisa que não sabia com os professores Glacy Jaqueline da Silva e Odair Alberton. Sobre as micorrizas, consegui aprender muitos conceitos e definições. Agradeço muito pela explicação dos professores.”
O que acontece agora
Dalton Mariano Robath também agradeceu aos pesquisadores brasileiros pela aula sobre micorrizas e pela oportunidade de conhecer a relação entre fungos, plantas e solo.
“Quero expressar, com profunda gratidão, o meu muito obrigado ao doutor Odair e à doutora Glacy, pesquisadores brasileiros, pela maravilhosa explicação sobre as micorrizas. Mais do que uma simples explicação, foi uma verdadeira oportunidade de aprender, refletir e descobrir a beleza que existe na relação entre os fungos, as plantas e a vida no solo”.
A docente Eunice Laice, da Faculdade de Ciências Alimentares e Agrárias, destacou a participação dos dois grupos e sugeriu que futuras atividades abordem outros temas.
“Vale muito a pena esse tipo de interação. Gostaria de pedir que abordássemos outras áreas do saber, especificamente extensão rural, disseminação de inovação no meio rural e sociologia agrária”.
A docente Esperança de Fátima Omar, também da Faculdade de Ciências Alimentares e Agrárias, ressaltou a troca entre os participantes e os temas discutidos.
“Houve muita interação entre os participantes brasileiros e moçambicanos, principalmente nas colocações feitas e nos esclarecimentos. De uma forma geral, a aula foi boa. Agradeço aos professores Glacy e Odair”, finalizou.
Fonte original: UNIPAR





