Dois indivíduos com dupla nacionalidade detidos após apreensão de elevada quantia em residência
Maputo, Moçambique – O Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional, órgão afecto à Procuradoria-Geral da República (PGR), confirmou a apreensão de mais de 40 milhões de meticais numa residência localizada na cidade de Maputo.
A diligência teve lugar no último Sábado, na sequência de um mandado judicial de busca e apreensão. Para além do dinheiro, as autoridades apreenderam documentação contabilística e diversos dispositivos electrónicos. Devido ao elevado volume de numerário, não foi possível efectuar a contagem manual no local.
Segundo noticiou a STV Notícias, no seu canal oficial do YouTube, o montante apreendido será encaminhado ao Banco de Moçambique, onde será apurado o valor exacto através de meios electrónicos. O dinheiro será posteriormente depositado numa conta específica gerida pelo gabinete de gestão de activos.
As investigações prosseguem e incidem sobre suspeitas de fraude fiscal, branqueamento de capitais e outros crimes económicos que poderão emergir no decurso do processo. No âmbito deste caso, encontram-se detidos dois indivíduos, descritos como comerciantes e cidadãos particulares com dupla nacionalidade, incluindo a moçambicana.
O Ministério Público tem vindo a reforçar o combate à criminalidade económico-financeira, intensificando o exercício da acção penal. Este processo junta-se a outros casos recentes de corrupção, nomeadamente os relacionados com o Tesouro Público e a Autoridade Tributária de Moçambique, que já resultaram na detenção de pelo menos 30 pessoas, entre funcionários públicos e particulares.
No mesmo período, foram igualmente registadas detenções no sector da justiça. Entre os visados contam-se magistrados do Ministério Público e dois oficiais de diligências do JICOTE, detidos por envolvimento em esquemas de corrupção.
O avanço para a detenção dos suspeitos indica que a PGR dispõe de elementos suficientes que sustentam a existência de matéria criminal passível de julgamento. As investigações continuam, com o objectivo de recolher todas as provas necessárias para a consolidação do processo.
