Economia & Negócios

“Aldeia global de cerca de 8,4 mil milhões de pessoas”, 17 ODS e um problema: Quem vai financiar o desenvolvimento?

INTEGRITY-MOÇAMBIQUE, 28 de Setembro de 2026-O antigo primeiro-ministro Adriano Maleiane colocou o financiamento no centro do debate sobre o…

INTEGRITY-MOÇAMBIQUE, 28 de Setembro de 2026-O antigo primeiro-ministro Adriano Maleiane colocou o financiamento no centro do debate sobre o cumprimento dos 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, alertando que a mobilização de recursos internos e o combate à fuga de capitais, embora necessários, não são suficientes para responder à dimensão dos desafios globais.

Maleiane falava na Quinta-feira, 24 de Setembro, em Maputo, durante o lançamento do livro do antigo ministro dos Transportes e Comunicações, Janfar Abdulai, actual presidente do Conselho de Administração da Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE).

Na sua intervenção, o antigo primeiro-ministro destacou a relevância da obra para a compreensão dos desafios colocados pela globalização, descrevendo o mundo actual como uma “aldeia global” de cerca de 8,4 mil milhões de pessoas, marcada pela coexistência de diferentes princípios, valores e interesses.

Entenda o caso

O principal alerta de Maleiane esteve, contudo, relacionado com a capacidade financeira dos países para transformar compromissos internacionais em resultados concretos.

Segundo o antigo primeiro-ministro, as Nações Unidas estabeleceram os 17 ODS, com metas a alcançar até 2030, mas continuam a existir desafios na criação de mecanismos financeiros capazes de sustentar a sua implementação.

A mobilização de receitas internas surge, nesse contexto, como uma das respostas necessárias. Maleiane apontou igualmente o combate à fuga de capitais como uma medida importante para aumentar a disponibilidade de recursos.

Ainda assim, defendeu que estás medidas não resolvem, por si só, o défice de financiamento necessário para enfrentar problemas de grande dimensão, entre eles a erradicação da fome.

A intervenção coloca uma questão central para os próximos anos: como transformar as metas globais de desenvolvimento em acções concretas quando os recursos financeiros disponíveis continuam limitados?

Com 2030 como horizonte para o cumprimento dos ODS, o debate sobre financiamento passa, assim, a ser também um debate sobre a capacidade dos Estados e da comunidade internacional de converter compromissos políticos em resultados mensuráveis para as populações. (Nando Mabica)

Fonte original: Integrity Magazine

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